Pesquisa revela que mais de 60% dos brasileiros rejeitam o voto obrigatório


Conforme os detalhes da pesquisa Datafolha vão sendo liberados, entende-se melhor porque há informações de que o Palácio do Planalto gostou dos resultados, apesar do crescimento de Aécio Neves. De fato, há uma série de números que trazem boas notícias para a candidatura de Dilma.

Em primeiro lugar, caiu o pessimismo com desemprego e inflação.
E hoje, segundo publicado pela Folha, revelou-se que a maioria absoluta dos eleitores da oposição afirmam que só votariam em Aécio Neves e Eduardo Campos porque o voto é obrigatório e porque “não há outro candidato melhor”. A oposição, definitivamente, não tem entusiasmado o eleitorado.

Pudera! O principal nome da oposição fala que não hesitará em adotar “medidas impopulares” e deixa seu marketeiro dizer que o salário mínimo já cresceu muito.

Ambos (Aécio e Campos) se esmeram tanto em agradar o mercado que acabam sendo mais liberais que o neoliberalismo. Foi engraçado ler Murilo Portugal, presidente da Febrabapan, principal entidade que cuida dos interesses dos bancos brasileiros, defender, numa entrevista para Folha no sábado, que a “independência do Banco Central não precisa ser ampliada, como defendem os candidatos de oposição”.

Segundo o Datafolha, se o voto não fosse obrigatório, Dilma seria a principal beneficiada, porque o seu eleitorado é o mais fiel e disciplinado. Apenas 43% dos eleitores de Dilma deixariam de votar se o voto não fosse obrigatório. Esse percentual sobe para 58% no caso de Aécio Neves e 62% para o eleitorado de Campos.
Em outros termos, se o voto não fosse um dever obrigatório constitucional, 58% dos eleitores de Aécio ficariam em casa; e 62% dos eleitores campistas idem.

Outro dado positivo para Dilma, revelado nos números do Datafolha, é que a maioria dos eleitores da oposição apenas votariam em seus candidatos porque “não há opção melhor”, enquanto a maioria dos eleitores de Dilma preferem a candidata porque ela “é a ideal”.

Entretanto, o instituto também revela um cenário de incerteza, que precisa ser vencido pelas campanhas. O número de votos em branco e indecisos “nunca foi tão alto”. Mais especificamente, os indecisos, eleitores que disseram “não saber” em quem votar, são 8%, um número dentro da média dos últimos anos, para este mesmo período em eleição anteriores. O que aumentou foi o voto nulo, que saltou de 6% numa pesquisa feita em maio de 2010, para 16% em maio deste ano.

Fonte: Tijolaço

 

Comento

Mesmo fazendo parte dos 60% dos brasileiros que são contrários ao voto obrigatório, é fácil perceber que o voto facultativo facilitaria em muito a vida dos partidos de esquerda, dos políticos populistas e daqueles que se aproveitam da ignorância e miséria do povo. É evidente que a população instruída, vendo o mar de lama ao qual a política do nosso país está mergulhado, acabaria por não querer participar dos pleitos, diferentes dos mais pobres e menos escolarizados, que, mais dependentes do governo, continuariam votando em candidatos com discursos apelativos.

Um comentário

  1. eu que achava que os votassem em branco e nulo iriam dar uns 100% para qualquer uma das duas pesquisas, afinal, pra quê perder um tempão na fila de votação para chegar na hora e não votar em ninguém?

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