Documentário: No Sex Please, We´re Japanese


Ontem eu assisti ao documentário No Sex Please, We´re Japanese, produzido pela BBC. Em suma, durante uma hora a jornalista inglesa de ascendência indiana conduz o telespectador a um país que ruma em direção às ruínas.

Pirâmide de ponta a cabeça

Segundo os dados apresentados, a partir de 1975 a população japonesa começou um processo de diminuição que fará que em cerca de 30 anos ela diminua em um terço em relação a o que ela é hoje. E isso terá consequências catastróficas, posto que o envelhecimento da população é contínuo. Em pouco tempo a pirâmide demográfica se inverterá e não haverá trabalhadores o suficiente para sustentar essa orda crescente de idosos.

Existem duas saídas para esse problema:

1- Aumentar a taxa de natalidade. Cada mulher no Japão só tem 1,3 filhos, bem abaixo da taxa de reposição de 2,1. No entanto, a relação com o trabalho faz com que a maioria das mulheres adie ou simplesmente aborte o sonho de ser mãe. Falando de aborto, é algo legalizado no país, o que “ajuda” ainda mais. Além disso, existe um complicador cultural que impede relações entre homens e mulheres. O documentário mostra que o desenvolvimento de novas tecnologias faz com que muitos homens (otakus) simplesmente percam a vontade de ser aventurar numa relação de verdade.

2- Facilitar a imigração. O problema é que o Japão é um país extremamente homogêneo e avesso a uma reforma no seu sistema de imigração. Existe um medo que ao trazer imigrantes o país perca a sua identidade.

Conclusão:

Detentor da maior dívida em relação ao PIB do mundo, o Japão tem na sua dívida interna um grande problema. Atualmente os títulos da dívida japonesa estão em poder de investidores japoneses, mas se tudo continuar nessa direção tudo indica que o Japão terá uma imensa dívida externa com o decorrer dos anos. E os gastos com o sistema de saúde e previdência só intensificarão essa mazela.

Como resposta, o Primeiro Ministro Shinzo Abe lançou o que ficou conhecido como Abenomics, que se consiste simplesmente na impressão de trilhões e trilhões de ienes para aquecer a economia. Como essa medida não deve dar certo e o fenômeno da inversão da pirâmide demográfica tende a afetar outros países(inclusive o Brasil), o mundo ficará com os olhos bastante abertos para ver quais serão as soluções que o povo dos olhos puxados encontraram.

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