Quem deve a Quem? Ou: Porque as cotas raciais não se justificam perante a escravidão (Parte 2)


Direitas Já!

Ficheiro:AfricanSlavesTransport.jpg

Por. Alessandro Barreta Garcia

Conforme Risério (2004):

Na África, o tráfico gerou riquezas incrementou divisões sociais preexistentes, consolidou formações estatais. Os reis do antigo Daomé e a classe dominante dos grupos nagôs ou iorubás disputaram entre si o monopólio da exportação de escravos para o Brasil, despachando até diversas embaixadas oficiais à Bahia e a Portugal para tratar do assunto. (RISÉRIO, 2004, p. 65).

Para Risério (2004) até em Palmares existiam escravos, pois, vários homens eram capturados para trabalharem nas plantações dos quilombos. Ganga Zumba e Zumbi tinham por exemplo, seus próprios escravos.

Paiva (2009) acrescenta que:

Escravos e a enorme população de ex-escravos e de seus descendentes diretos nascidos livres também legitimaram o regime escravista, uma vez que tornar-se proprietário de escravos foi alvo primeiro em suas vidas, desde, inclusive, o período de cativeiro. Muitos lograram alcançar o objetivo, até mesmo antes de se libertarem, saliente-se (PAIVA, 2009, p.18).

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2 thoughts on “Quem deve a Quem? Ou: Porque as cotas raciais não se justificam perante a escravidão (Parte 2)

  1. Wesley Sá dos Anjos 06/12/2013 — 16:35

    ou meus livros de História andam caducando, ou estão precisando de atualizações…que parada é essa que até mesmo Ganga Zumba e Zumbi dos palmares que lutaram contra a escravidão, tinham sob suas tutelas o comando de seus próprios escravos?!? o.Ó

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  2. Edi Wilson Mackey 02/01/2014 — 23:01

    Cota racial é a política bizarra, dissimulada. O racismo é herdade de 400 anos de escravagismo e, o racismo continuará, agora amordaçado pela lei, mas no inconsciente coletivo da sociedade. A antropologia e a psicologia prova isto.
    Realidade é a miséria política, a miséria cultural do povo, o pão e o circo.
    O problema é a concentração da renda que vocês não conseguirão resolver democraticamente. E, a miséria não afeta só negros, as penitenciárias tem mais homens brancos que negros. Pardos? Mas também metade brancos em seus DNAs. Pardos não são negros, são descendentes, há mulatos de olhos arianos.
    O poder econômico controla a mídia, a política, a justiça, a democracia, o golpe de Estado, a guerra civil: a corrupção é resultado, e não causa. A exclusão social, a injustiça tributária contra os pobres. Não vou perder tempo relatando o óbvio.
    Estou apenas participando de um Blog.
    Não me peçam moderação contra o que é revoltante.

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