Diferenças entre Rio e São Paulo: Parte 1- Japoneses


Bem, hoje faz uns dois meses que sai do conforto do meu apartamento em Laranjeiras para me aventurar na cidade de São Paulo. Apesar de fugir bastante do esteriótipo de carioca da gema irei tentar explicitar nessa série de textos as principais mudanças que notei desde minha chegada.

Parte 1- Pokemóns

A mais gritante diferença entre o Rio e Sampa no quesito composição étnica é a marcante presença dos asiáticos. Não que não existam no Rio, mas é que lá a maioria dos asiáticos são chineses e praticamente todos eles estão trabalhando na poderosa indústria das pastelarias.

Minoria injustiçada

Fisicamente, os descendentes de japoneses e do resto de asiáticos se sobressaem pela sua pele amarelada, pelos seus olhos puxados e pelo seu cabelo liso, ou seja, os espertos já saem na nossa frente, já que não precisam gastar dinheiro com chapinha.

Estranhamente, os japoneses, apesar de comporem uma minoria, não parecem ser discriminados como os negros dizem ser. Certa vez perguntei a uma japinha se ela não achava que o povo japonês não merecia, aos moldes do Dia da Consciência Negra, ter o Dia da Consciência Amarela. Não sei por que, mas ela não me respondeu. Só me olhou com um olhar de desprezo.

Super dotados e ao mesmo tempo mal dotados?

Por algum motivo que eu não sei explicar, os japoneses parecem ser mais inteligentes do que o resto de nós, brasileiros normais. As vezes chego até a pensar que muitos deles não vieram do Japão e sim de outro planeta. Aqui em São Paulo existem duas lendas sobre os japas. Uma é que eles gostam de trabalhar – o que já pude comprovar -; a outra é sobre o tamanho de seus pintos – essa eu jamais saberei se é verdade ou não.

O que interessa é que os japas estão muito bem representados nas universidades aqui de Sampa. Eles são menos de 500 mil (cerca de 5% se comparados aos 11 milhões de paulistas), no entanto, chegam a ter entre 15% e 20% das vagas na USP. Deve ser por isso que eles não reinvindicam cotas.

Samurais e Pikachus

O bairro dos japas aqui em São Paulo se chama Liberdade. Lá tem um montão de restaurantes japas, lojinhas e karaokês. E por incrível que pareça, é só. Ninguém fala japonês no meio da rua. A maioria das pessoas lá não são japas e a Yakuza, se lá está, parece estar bem escondida.

O nome dos japinhas é uma história a parte. Aliás, nem vou fazer piada com isso. O melhor sobrenome que encontrei aqui foi o Nakama. Sem comentários. Se eu tivesse eu sobrenome desse eu nem ia precisar desenrolar tanto. Bastaria um trocadilho e pronto.

Prazeres do Oriente

Mas vamos falar de coisa boa? Vamos falar de mulézinhas. As japinhas que eu encontrei aqui em São Paulo são quase que todas magras, baixinhas e enxutas. Uma verdadeira tentação para um carioca desorientado como eu. E o melhor. Pelo levantamento que eu mesmo venho fazendo desde que cheguei aqui a esmagadora maioria delas está disposta a investir em relacionamentos interraciais. Então é isso ai galera! Vamos comer sushi!!!

2 comentários

  1. Arigato gozaimasu pela postagem! mas sei bem que não precisava ficar zoando com pokemon só porque seja uma das coisas marcantes sobre animes japoneses, mesmo sou um super fã desse tipo de animação, dentre outras coisas da cultura japonesa ^^’

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