Na Idade Média a igreja católica vendia um lugar no paraíso por dinheiro. No final das contas o fiel ficava pobre mas tinha a esperança de passar a eternidade no paraíso. Hoje a igreja universal vende bençãos financeiras por dinheiro. No final das contas o fiel fica mais pobre e seu dinheiro vai para um paraíso fiscal.

O que podemos tirar disso? Realmente existem religiões que são piores que outras. Enquanto que uma durante um triste período de sua atuação se aproveitava da boa-fé de seus fiéis e do medo de irem pro inferno, a outra praticamente joga em cima da ambição e ganância dos mesmos. Vejam bem, o fiel católico da Idade Média pelo menos era altruísta, pois muitas das indulgências eram dadas para garantir um lugar para ele e seus familiares na eternidade. Já o fiel neo-pentecostal dos dias de hoje faz seus sacrifícios pensando só em si mesmo.

O fiel hoje não faz a oferta porque tem medo da danação, ele doa porque quer um carro, uma casa, um emprego melhor. Por isso ele faz “sacrifícios”. Dá o que muitas vezes nem tem para receber o que quer. Resumindo, Deus passa a ser apenas um empregadinho do crente, com o qual estabelece relações meramente comerciais de barganha. É como se Deus precisasse de dinheiro para abençoar alguém.

Enfim, pra mim quem se sujeita a trabalhar numa instituição como essa não passa de um bandido, pois vendem um peixe que não podem entregar. A quem o crente pode recorrer se depois de dada a oferta a benção não vier? Ou por acaso alguém já ouviu falar de PROCON no céu?

Outra besteira é essa noção de que Deus abençoa financeiramente as pessoas que contribuem com a sua obra. Posso até admitir que muitas pessoas que doam são abençoadas financeiramente, mas a razão pela qual realmente são abençoadas é porque trabalharam. Se Deus abençoasse as pessoas apenas em função de suas doações sem medir seu trabalho Bill Gates deveria ser um religioso e não um ateu.

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