Entenda o caso

Cerca de 200 cães da raça beagle, que seriam usados em pesquisas de medicamentos para indústrias farmacêuticas, foram resgatados do Instituto Royal, em São Roque, por ativistas da Frente de Libertação Animal. Seis destes cachorros tinham tumores e estavam mutilados. Um, inclusive, estava sem os olhos. Um filhote congelado também foi encontrado no laboratório.

De acordo com os ativistas, os cachorros resgatados estão com chip de identificação e há ordem judicial para pegá-los em clínicas veterinárias e devolvê-los ao Instituto Royal. “Chamem apenas veterinários de confiança e, se possível, um que vá até o seu local. Tomem cuidado com clínicas veterinárias e lojas PET”, alertam.

O Instituto Royal registrou um Boletim de Ocorrência de furto na Delegacia de São Roque. A Polícia Civil disse que vai analisar imagens de televisão e fotos para comprovar a participação de ativistas. Também afirmou que aqueles que deixaram o laboratório com os animais deverão responder por furto.

Maus-tratos

Segundo o instituto, os cães são usados em pesquisas de medicamentos que serão lançados. O objetivo é verificar a existência de possíveis reações adversas, como vômito, diarreia, perda de coordenação e até convulsões. Entretanto, em muitas pesquisas os cães acabam sacrificados antes mesmo de completarem um ano, para que se possa avaliar os efeitos dos remédios em seus órgãos.

 

Comento

1- Agora esses pobres cães poderão lamber os túmulos das pessoas com câncer que a invasão para libertá-los atrasou. Sempre lembrando que eu sempre tive cachorros e que devo gostar mais de cachorro que muita gente que está pedindo liberdade aos beagles, mas não dá para ignorar que a ciência precisa de cobaias.

2- A ciência já sofreu séculos por causa das censuras da religião, mas agora um novo tipo de censura se mostra ainda mais radical: a ação dos politicamente corretos.

3- Existem milhares de seres humanos vivendo em situação periclitante enquanto esses cachorros estavam presos. Não seria mais útil dar prioridade aos humanos/ Ou será que um humano hoje em dia vale o mesmo que um animal?

4- Os animais eram propriedade do instituto, que os utilizavam com fins científicos. Roubar é crime.

5- Existem limites éticos para o avanço da ciência. O instituto não pode fazer o que bem quiser com os cães, mas a verdade é que sem o uso deles as pesquisas poderiam ser inviabilizadas. Por mais que pareça truculento, é preciso saber dividir as coisas. Uma coisa é o uso dos animais – o que eu defendo – e outra é o abuso desmotivado contra os mesmos – o que eu reprovo. Se os animais são necessários para as experimentações o correto é que continuem sendo usados, mesmo que isso signifique que sejam mortos e expostos a perigos. Por mais que isso seja sim cruel, trata-se de um mal necessário. Se você depois de tudo isso continua contra o uso de animais em experimentos científicos e experimentos, ao menos seja coerente. Não use nenhum remédio ou droga (como antibióticos) desenvolvidos através de pesquisas com animais.

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