Radar do cotismo: CANDIDATO DE PELE BRANCA É APROVADO POR COTAS RACIAIS NA 1ª FASE DO ITAMARATY.


Fonte: OGLOBO

RIO – A questão racial está gerando novos atritos dentro do Ministério das Relações Exteriores. E desta vez a polêmica é no processo seletivo para o Instituto Rio Branco, que seleciona os candidatos que servirão nos quadros da diplomacia brasileira. Dentre os 10 nomes de candidatos aprovados na primeira fase do concurso dentro das cotas para afrodescendentes, divulgados nesta terça-feira, está o de Mathias de Souza Lima Abramovic. Pessoas próximas a Mathias e que também prestaram o concurso deste ano questionam se ele de fato pode ser enquadrado dentro dos critérios de afrodescendência.

Cotas raciais por declaração

Para concorrer dentro das cotas, basta que o candidato se declare “afrodescendente”. Não há verificação da banca. Tampouco o edital do processo seletivo define os critérios para concorrer como afrodescendente. O benefício é válido apenas para a primeira fase, de onde somente as 100 maiores notas são classificadas para a segunda etapa. As cotas reservam um adicional de 10 vagas para afrodescendentes e outras 10 para deficientes, totalizando 120 candidatos que continuarão na disputa. Nesta edição do concurso, 6.490 brigam por uma das 30 vagas disponíveis.

100% cota
Morador do Rio, Mathias ficou com nota final 47.50, quase dois pontos a menos que o último candidato aprovado na livre concorrência. Em seu perfil no Facebook, há uma foto onde ele aparece com uma camisa com os dizeres “100% negro”. Na legenda da imagem, o candidato complementa: “com muito orgulho – feliz happy”. Ele já desativou sua conta na rede social.

Vergonha
De acordo com um dos candidatos que estudou com Mathias e preferiu não se identificar para não sofrer eventuais retaliações no concurso, o caso só enfraquece políticas afirmativas que o Itaramaty tenta empregar na última década. Ele lembrou ainda que, como a afrodescendência é autodeclaratória no processo seletivo, o benefício pode ser utilizado por candidatos de má-fé:

– Esse tipo de postura não apenas causa prejuízos à admissão de candidatos efetivamente afrodescendentes, como, também, pode deslegitimar uma política pública séria e efetiva – afirmou o candidato.

Comento

Caramba! Definir cotas por mera declaração é um prato cheio para a má-fé e só enfraquece o concurso para diplomata (o mais difícil do Brasil). Como qualquer um no Brasil tem descendência negra(67% dos brancos têm), fica ridículo definir cotas para negros e ver cotistas brancos de olhos claros. Além do mais, desde quando a cor da pele deve ser fator delimitador para avaliar se alguém pode ou não ser um diplomata?

Cota é piada (e de muito mau gosto).

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Um comentário

  1. Ainda não obtive resposta para o meu questionamento.Quem pode ser considerado afrodescendente ? Por exemplo , uma pessoa de pele branca mas que no seu genoma apresenta 1 ,2 ou 3 por certo da raça negra é considerada afrodescendente ?

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