12 Dos Melhores Momentos De Olavo De Carvalho


 

 

Facebook

Certa vez eu tive o prazer de ser respondido pelo Olavo de Carvalho (o único filósofo brasileiro em atividade) quando supliquei a ele que escrevesse logo (antes de morrer por causa do cigarro) sua biografia. O filósofo foi curto e suficiente. Disse que escreve pequeninos textos avlsos  que devem formar sua biografia no futuro, quando ele tiver uns 80. Até lá ele conta tudo pelo facebook.

1. O Pai das Putas


Olavo aproveitou a sua juventude com o que ela pode nos dar de melhor: Comunismo, subversão e alguma putaria. Olavo compartilhou a história abaixo nos comentários de um post no Facebook:

“Sua fama chega primeiro”

“Lembro que alguém me fez esse cumprimento num puteiro que eu freqüentava na juventude. Eu ia lá com tanta freqüência que ganhei a fama de Pai das Putas. Um dia uma das garotas desmaiou antes que eu pudesse executá-la. Fui ver, o braço dela estava roxo de tanto pico. Carreguei-a até um táxi, levei-a a um hospital e fui visitá-la todos os dias até que ela recebesse alta. Quando voltei ao puteiro depois disso, foi uma festa, beijinhos para todo lado e algumas semanas de sexo gratuito.

Confesso que era um puteiro dos mais miseráveis, perto da Estação do Brás. Tive mais fama naquele baixo mundo do que depois no jornalismo. Esclareço, por dever de modéstia, que essa fama se devia apenas ao meu cavalheirismo romântico e não ao meu desempenho genital.

P. S. geral deste tópico – Um dia todos vocês ficarão velhos e começarão a se divertir como loucos com a sua própria história.”

2. Palestra motivacional: é isso

Palestra Motivacional em Faxinal

Enquanto morou no Brasil, Olavo deu uma série de aulas, palestras e cursos em diversos cantos do país: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia etc. Mas foi em Faxinal do Céu, cidade do Paraná (local da foto acima), que Olavo se viu obrigado a improvisar uma palestra filosófica-motivacional para o público:

“— Que lugar lindo esse da foto, professor. Onde foi?”

“Olavo de Carvalho: Faxinal do Céu, PR, onde fiz uma palestra para a platéia mais esquisita de todos os tempos.

O pessoal tinha acabado de receber treinamento de um “animador pedagógico” que mandava fazer coisas interessantíssimas como “levantar as mãozinhas”, “bater palminhas” — e todos esperavam que eu usasse do mesmo método. Não pude abster-me completamente disso, e então apelei para um côro do tipo Chacrinha, perguntando, após cada afirmação: “É ou não é, turma?” E todo mundo respondia “Ééééééé!” sem ter a menor idéia do que eu tinha dito.

Palestra motivacional: é isso.”

3. O mestre de artes marciais fura-zóio


Make Rubbable

Olavo recebeu uma série de críticas positivas, mas num tom de superioridade condescendente por ocasião do lançamento de seu livro “O Mínimo que Você Precisa Saber Para Não Ser um Idiota”. Em tom didático, ele nos deu um exemplo concreto do que é admiração e gratidão — sentimentos que pairam até mesmo acima de um autêntico talarico:

“O Michel Veber, meu mestre de artes marciais, vivia tentando comer a minha namoradinha da época. Eu dava risada e nunca me ofendi com isso. Ele já morreu e continuo a achar que era um grande sujeito.”

4. A Marcha do Vadio, ou: Soneto do novo Calígula

Make Rubbable

Um poema escrachado, mas dentro da métrica! Olavo escreveu este soneto no mês de junho de 2012, em resposta à “Marcha das Vadias”. “O imperador devasso ressuscita no Brasil e faz o maior sucesso”:

“Pelado e altivo, sairei pelas praças
Com meu peru à mostra, ereto e duro,
E mandarei marcar com ferro em brasa
Quem nele veja algo de feio e impuro.

Do alto dos templos tocarei punheta
E por força de lei será proibido
Conjeturar que há nisso troça ou treta
Ou coisa de maluco pervertido.

Mostrar o pau em público é um direito,
O cume da moral e da beleza,
Ao qual ninguém pode negar respeito.

Sou o novo paradigma, pois tarado
É quem sente conforme a natureza
Em vez de ceder tudo à moda e ao Estado.”

5. A velhice é uma delícia

Aos 66 anos, Olavo faz uma breve meditação sobre a velhice:

“A velhice é uma delícia: você não precisa respeitar mais ninguém, pode mandar todo mundo tomar no cu. É uma libertação.”

6. O maior elogio que já recebi

Sua obra e seu estilo já foram aclamados por Jorge Amado, Roberto Campos, Herberto Sales, Paulo Francis dentre outros. Mas, segundo Olavo, o maior elogio que já recebeu em sua vida veio de um mendigo:

“O maior elogio que já recebi na vida foi quando dei trinta reais a um mendigo negão no Rio de Janeiro. Ele olhou as notas com ar incrédulo e me chamou de CB: Çangue Bão. Vale por um Prêmio Nobel.”

7. Cinco coisas que o senhor diria para um filho seu de 18 anos para ele não se tornar um idiota

Em entrevista ao Diário do Comércio, Olavo foi surpreendido por uma pergunta meio esquisita da jornalista:

“DC – Poderia citar cinco coisas que o senhor diria para um filho seu de mais ou menos 18 anos (que por um acidente do destino acabou de conhecer) para ele não se tornar um idiota…

Sua resposta é maravilhosa:

Olavo de Carvalho – Se eu acabasse de conhecer o meu filho naquele momento, não creio que teria autoridade alguma para lhe dar conselho nenhum. Provavelmente eu diria apenas “oi”.”

8. Olavo de Carvalho deixa 200 professores da Unicamp pelados

Neste vídeo Olavo desafia duzentos intelectuais signatários de um abaixo-assinado contra a sua pessoa:

“Eu acabei de botar o argumento aqui. Ô, respondam a isto, duzentos filhos da puta, duzentos canalhas, duzentos mentirosos, duzentos vigaristas! Respondam a isto! Eu estou mentindo? Será que no Brasil tem mais torturador e assassino político do que em Cuba?”

9. Oto Maracajá Branquinho: O Personagem, a Lenda

Segue, abaixo, uma série de posts publicados no Facebook com as histórias de um grande amigo seu de juventude:

Na juventude eu tinha um amigo que nunca mais encontrei, o saudosíssimo Otto Maracajá Branquinho, que era um brigador incansável. Quando alguém o provocava, ele esmurrava o sujeito e gritava: “Confesse que é um bosta!” Enquanto o infeliz não concordasse “Sou um bosta”, ele não parava de bater. Hoje em dia já não é preciso isso. Os fulanos já entram na parada gritando “Sou um bosta!”

Continuando a história do Otto. Um dia ele chegou para mim e disse: “Não vou brigar mais. Vou tomar jeito na vida.” Cumprimentei-o pela louvável decisão. Passaram-se umas semanas e, ao ver uma briga numa boate, ele foi gentilmente apaziguar os contendores. Um deles, imaginando que ele estava tomando partido do outro, enfiou-lhe um copo no meio da cara, rasgando-lhe o nariz. No dia seguinte ele tirou a conclusão do episódio: “Vou voltar a brigar. É mais seguro.”

O Otto não era só um brigão. Era um gênio. Um dia inventou que ia ser médico. Na véspera do exame passou a noite bebendo com os amigos e lá pelas 4 da manhã perguntou “E agora? Se eu for para casa não consigo acordar na hora.” Dormiu na escadaria da faculdade, foi acordado pelo bedel, entrou, fez o exame e passou em terceiro lugar.

Mais do Otto: quando perdi um emprego, não lembro qual, eu e minha mulher ficamos numa merda que fazia gosto, e no fim fomos despejados do apartamento em que morávamos. A quem pedimos socorro? Ao bom e velho Otto, que morava com a mulher numa kitchenette, e nos recebeu de braços abertos, como se fôssemos um presente dos céus. Como esquecer um amigo desses?
Na época eu estava lendo as memórias do Henry Miller, e a nossa vida era igualzinha à dele: rindo e achando tudo lindo no meio da maior miséria. Quando a situação engrossava para além das nossas forças, o Otto tinha uma tecnologia especial para essas emergências: pedia dinheiro emprestado aos mendigos. Eles SEMPRE davam.

Outra: Quando veio o golpe de 1964, ele era membro (eu não) da União Brasileira de Estudantes Secundários, uma fachada do Partido Comunista. A polícia evacuou o prédio e montava guarda na porta. Temendo que as autoridades se apossassem do arquivo de sócios e prendessem algumas centenas deles, o Otto pulou o muro de trás, roubou as fichas e as destruiu. Nenhum dos beneficiados ficou jamais sabendo a quem devia sua liberdade. Mais tarde ele repetiu a façanha, desta vez junto comigo, quando saltamos o muro da casa de um conhecido nosso, guerrilheiro preso, para dar sumiço a umas armas que ele havia enterrado no quintal. A essa altura nem ele nem eu éramos mais militantes de coisa nenhuma, éramos apenas uns anarcoporraloucas, mas, se era possível tirar alguém da encrenca, por que não?

Logo que passou no vestibular, o Otto empenhou-se com a maior dedicação em faltar a todas as aulas. Por volta de setembro ou outubro começou a pensar num jeito de passar de ano. Procurou um médico amigo, arranjou um atestado de que tinha ficado louco (o que não era totalmente inexato, como se vê) e conseguiu autorização para prestar o exame. Trancou-se num quarto em total silêncio por um mês e tanto, só abria a porta para receber a comida que lhe levávamos, estudava o tempo todo, prestou o exame e passou. Nos anos seguintes freqüentou as aulas normalmente. Formou-se em Medicina pela USP.

Após publicar as histórias, Olavo recebeu uma série de pistas sobre o paradeiro de seu amigo:

Êta mundo pequeno, encolhido ainda mais pela internet! Recebi mil pistas sobre o meu caro Otto, e com certeza vou acabar localizando onde ele está. Obrigado a todos os que me enviaram informações.

Por fim, um admirador descobriu o trágico destino de Oto:

“Estimado professor Olavo de Carvalho, após ficar sabendo que o Sr. estava à procura do seu amigo de adolescência Oto Maracajá Branquinho, pesquisei na Internet sobre seu paradeiro, mas não achei nenhuma informação detalhada. Encontrei aqui no Facebook o perfil do irmão dele, que foi muito receptivo e educado e me disponibilizou seu telefone para me passar as informações sobre seu irmão. Bem, o Oto se formou e foi fazer residência numa cidade do Paraguai, na fronteira com o Brasil. Já no Brasil, em 1981, numa madrugada de sexta feira pré-carnaval, Oto estava voltando para casa de carro, tinha acabado de sair do plantão, e infelizmente, acabou dormindo ao volante e sofreu um acidente fatal.

Ariel Barja, seu admirador.

10. Professor, você acha que eu sou louco?

Trecho de uma aula do curso “Princípios e métodos da auto-educação”. Olavo fala sobre sua vocação de educador e, em seguida, é interpelado por um dos alunos, que nos conta a seguinte história:

— Olavo, por falar em burrice, o senhor lembra-se daquela aula que você deu na Universidade da Cidade? Havia uns dez alunos na aula, chegou um sujeito (meio goku) e você tentou fazer ele entender que ele pelo menos estava presente e até isso ele negou. Daí ele perguntou assim: “PROFESSOR, O SENHOR ACHA QUE EU SOU LOUCO?” e você respondeu: “Não, você é BURRO mesmo!”.

11. Fico no bordel olhando sua mãe balançar as banhas

Breno Altman chamou Olavo de “filósofo de bordel” em seu artigo “Por que a direita odeia o Foro de São Paulo?”, publicado no site Opera Mundi. Essa foi a resposta de Olavo:

“Fico no bordel olhando a sua mãe balançar as banhas diiante dos clientes, e aproveito para meditar o grande mistério do parto anal.”

Não há como não amá-lo.

12. Olavo de Carvalho mata a cobra e mostra o pau

Auto-explicativo.

Fonte: Buzzfeed

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16 comentários

  1. Post sensacional! Para além de esquerda e direita, o importante é saber o quanto esse senhor é demente! O pior, acha que faz filosofia! Deviam interná-lo!

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    • “Meu trabalho consiste na defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia “científica” Olavo de carvalho

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  2. kkkkkk Olavo mitou, mas tem gente que não entendeu o post, isso é apenas brincadeira para rir não uma ofensa para o Olavo.

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