Pesquisador da PUC conclui que mais de 50% dos universitários são analfabetos funcionais


PUC

O pesquisador da Universidade Católica entrevistou 800 universitários para chegar à conclusão que mais da metade dos universitários são analfabetos funcionais. O analfabeto funcional não é capaz de entender o que lê. O estudo avaliou tempo de dedicação, características sócio-culturais e formação. Muitos entram na universidade sem o hábito do estudo, apegados ao decoreba, com conhecimento superficial sobre assuntos importantes e sem a capacidade de entender o que leem em livros ou jornais (analfabetismo funcional). Os piores alunos são aqueles que vem de colégios públicos e entram em faculdades privadas.

 Instituto Paulo Montenegro 

Já o resultado do IPM é mais animador. Segundo o instituto, apenas 38% dos universitários seriam analfabetos funcionais. Criado em 2001, o Inaf é realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos. Elas respondem a 38 perguntas relacionadas ao cotidiano, como, por exemplo, sobre o itinerário de um ônibus ou o cálculo do desconto de um produto. O indicador classifica os avaliados em quatro níveis diferentes de alfabetização: plena, básica, rudimentar e analfabetismo.

Educação de base

Aqueles que não atingem o nível pleno são considerados analfabetos funcionais, ou seja, são capazes de ler e escrever, mas não conseguem interpretar e associar informações. Segundo a diretora executiva do IPM, Ana Lúcia Lima, os dados da pesquisa reforçam a necessidade de investimentos na qualidade do ensino, pois o aumento da escolarização não foi suficiente para assegurar aos alunos o domínio de habilidades básicas de leitura e escrita. “A primeira preocupação foi com a quantidade, com a inclusão de mais alunos nas escolas”, diz. “Porém, o relatório mostra que já passou da hora de se investir em qualidade”, afirma.

Não-universitários

Entre as pessoas de 50 a 64 anos, o índice de analfabetismo funcional é ainda maior, atingindo 52%. De acordo com o cientista social Bruno Santa Clara Novelli, isso ocorre porque, quando essas pessoas estavam em idade escolar, a oferta de ensino era ainda menor. “Essa faixa etária não esteve na escola e, depois, a oportunidade e o estímulo para voltar e completar escolaridade não ocorreram na amplitude necessária”, diz. Ele observa que a solução para esse grupo, que seria a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ainda tem uma oferta baixa no País.

Conclusão

Moral da história: não adianta fazer das universidades trampolins. O nosso péssimo ensino de base acaba fazendo com que muitas faculdades privadas, visando sobreviver. sejam obrigadas a nivelar cada vez mais por baixo o nível do seu aprendizado. O resultado é a entrada anual de 3 milhões de pessoas no mercado de trabalho, muitas delas com diploma e despreparadas para ler um manual ou fazer uma conta de dividir.

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