Flerte

A facilidade de se comunicar com outras pessoas por meio de mensagens de texto, redes sociais e o acesso à pornografia online tem prejudicado a capacidade dos garotos de flertar com as garotas. Segundo Catherine Steiner-Adair, psicóloga da Universidade de Harvard, os meninos, pelo fácil acesso à pornografia, acham que as meninas são descartáveis e, por isso, têm utilizado um linguajar insensível.

Estudo

Dentre as 1.000 entrevistas com adolescentes feitas para o estudo, Catherine percebeu que vários garotos estão usando mensagens de texto para conseguir o que eles querem (na maioria das vezes, assuntos relacionados a sexo) sem mesmo dizerem que gosta da pessoa.

Observação

Durante a etapa de observação, a psicóloga relata o caso de um garoto de 15 anos que enviou a seguinte mensagem para o celular de uma colega de classe. “Então, você é boa de cama?”. Na sequência, a garota responde: “Não sei. Não penso muito sobre isso”. A conversa termina com o rapaz dizendo que gostaria que ela fizesse sexo oral nele e a pedindo em namoro.

Pressa para o sexo

As mensagens são claramente de conteúdo grotesco. No entanto, Catherine acredita que há algo a ser aprendido ao analisar a forma como os garotos abordam as garotas. Para ela, é superficial e insuficiente tachar esses meninos de agressores.

Quem tem fome tem pressa

O ponto é que esse tipo de comportamento indica a dificuldade dos garotos de se expressarem e isso faz com que eles pulem os estágios convencionais da conquista. “É uma parte ruim de nossa cultura pensar que os garotos não são prejudicados. Nós estamos descuidando da vida emocional deles”. De acordo com Lola Oggunaike, especialista em mídias sociais, as crianças não conseguem escapar da alta exposição de nossa atual cultura que é muito sensualizada.

Xvideos

Segundo ela, conteúdos pornográficos são facilmente vistos em sites como xvideos, pela televisão aberta, em filmes e até no noticiário. Isso tem feito com que os garotos fiquem confusos sobre como interagir com garotas da mesma faixa de idade. Basicamente, eles acabam reproduzindo o comportamento o qual eles têm acesso.

As conclusões da pesquisa de Catherine Steiner-Adair estão no livro “The Big Disconnect: Protecting Childhood and Family Relationships in the Digital Age” 

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