Documentário: Como acabar com o racismo?


A professora e socióloga Jane Elliott ganhou um Emmy pelo documentário de 1968 “The Eye of the Storm”, em que aplicou um exercício de discriminação em uma sala de aula da terceira série, baseada na cor dos olhos das crianças.

 

Experimento

 

Primeiro Jane começa a aula afirmando que os alunos com olhos azuis são melhores do que os de olhos castanhos. Para isso ela usa um exemplo qualquer mostrando que o pai de um aluno que tem olhos castanhos o trata mal e que jamais faria isso se tivesse olhos azuis. Depois disso ela segrega a sala em dois grupos, uns com olhos azuis e outros com olhos castanhos e diz que os de olhos azuis, por serem melhores, terão privilégios. Não demora muito até que os dois grupos de alunos, até antes inseparáveis, passem a vivenciar experiências de bullying e discriminação. No dia seguinte a professora faz o mesmo experimento, só que dessa vez é os alunos de olhos castanhos eram os superiores.

Resultado

O resultado do experimento foi interessante. Foram dadas provas aos alunos em todas as fases do experimento. Os alunos com olhos azuis apresentaram melhora em suas notas no início do experimento (quando eram os superiores), depois apresentaram uma brusca piora na segunda fase (quando eram os inferiores). O mesmo ocorreu com os alunos de olhos castanhos. Isso denota como a superioridade social influencia os resultados das notas dos alunos.

Racismo

No final do experimento a diferenciação entre eles acabou e todos voltaram a ser amigos como eram anteriormente. Não houve compensação alguma para o grupo inferiorizado, mas ocorreu um fato interessante: era dado um pano azul para o grupo inferiorizado e quando a professora perguntava no final do experimento o que eles queriam fazer com aquele símbolo de diferenciação os alunos jogaram o pano no lixo (um aluno usou todas as forças para rasgá-lo). É exatamente assim que se vence o racismo: não é lembrando a todo momento que uma raça é melhor ou pior que a outra ou até mesmo compensando uma raça, mas sim reforçando que todos somos iguais e que todos somos da raça humana!

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4 comentários

  1. esse post é bem interessante, incrivel como essa professora fez de maneira tão simples os alunos dela a passar por essa experiencia e consolidou entre eles uma idéia que ha muito tempo vem sendo dita para lhe dar com o maldito racismo, podemos não ter a mesma cor e tonalidade de pele, mas como seres humanos somos todos iguais.

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    • O problema é que o racismo de antes está sendo subtituido por um novo tipo de racismo, o racismo de Estado, onde a raça das pessoas norteia politicas publicas. Isso acaba fomentando a identificação racial e, na prática, acaba alimentando também o próprio racismo.

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      • muito obrigado pelo esclarecimento, amigão se não for pedir muito teria como postar uma matéria futuramente sobre o nosso salário mínimo? a comparação dele em relação a outros países da America latina(ou mesmo da Europa)…tenho amigos que dizem por aí que quanto mais a gente ganha mais a gente gasta, mas pelo meu ponto de vista, as contas que pagamos o que sobra mal dá pra garantir nossa alimentação diária sem ter que apelar pro famoso fiado, será que algum dia de acordo com seus cálculos poderemos de fato estar ganhando um salário mínimo que garanta todas nossas despesas básicas de uma família comum (um casal com um a três filhos) e sobre alguma coisa para emfim seguir as dicas dos economistas e começar a fazer uma poupança? não sei se estou sendo muito ingênuo, mas tenho esperança de que algum dia possamos alcançar essa meta.

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