Está em processo de criação o Partido Novo, o primeiro partido assumidamente de direita do Brasil


Direita invisível

A maior prova de que a esquerda venceu no plano político é que todos os partidos ditos de direita são, na realidade, de esquerda. O que por acaso diferencia o PSDB ou o DEM do partido democrata dos EUA? Ambos os partidos defendem medidas coletivistas. Simplesmente porque têm algumas posições não-esquerdistas são taxados de extrema-direita.

Direita religiosa

Na falta de uma direita no plano econômico, a mídia achou algumas figuras insignificantes do Congresso para chamar de direita social. No caso, os deputados Jair Bolsonaro e Marco Feliciano, mesmo não fazendo a mais mínima ideia de quem foi Adam Smith, são taxados de extremistas de direita.

Direita de verdade

Está em criação no Brasil um partido que se assume à direita do PSDB. O Novo, idealizado por João Amoedo, ligado ao Itaú, traz slogans como “pessoas iguais a você” e “o partido político sem políticos” e visa tentar fugir da “hegemonia de esquerda” hoje em voga no País. A página do partido no Facebook já reúne mais de 360 mil fãs, número incomparável com o conquistado pela Rede Sustentabilidade, que até hoje tem apenas pouco mais de 1.800 fãs.

Programa

Entre os principais pontos do discurso do Novo está a defesa de que o Estado deve sair de setores como petróleo, estradas e bancos – privatizando, desta forma, estatais como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e a Petrobras. Para Amoedo, “não faz sentido nenhum” a existência de um “Estado empresário”, uma vez que ele “já cuida mal” de assuntos que são de sua obrigação, como saúde e educação.
Não tem por que [o Estado] estar se metendo em exploração de petróleo, em manutenção de estradas, em bancos. Não tem por que o Estado estar nisso. Então nós somos totalmente a favor de o Estado privatizar essas áreas, diminuir a sua atuação e focar naquilo que dificilmente a iniciativa privada vai conseguir fazer”, expõe o presidente da futura legenda, numa entrevista a Rodrigo Constantino, em sua coluna na revista Veja.

O partido prega que ficariam, então, nas mãos do Estado, a preservação da moeda, a educação básica, a segurança, a defesa de fronteiras e a saúde – esta última área, segundo Amoedo, ainda poderia ser desenvolvida um pouco mais pela iniciativa privada. A legenda também é contra o programa Bolsa Família – definido como “caridade” pelo conselheiro do Itaú – e as cotas raciais, outra coisa que “não faz sentido

*Com Agências

Comento

Esse partido não vai prosperar por um simples motivo: ele é conservador apenas em temas econômicos, enquanto que suas posições nos temas sociais (casamento gay, aborto, drogas, eutanásia) é liberal. Dessa forma, esse partido acabará tornando-se o refúgio do voto dos ricos apenas. Direitistas não votaram nele por causa dos temas sociais, esquerdistas farão o mesmo por causa dos temas econômicos.

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3 comentários

  1. Fico muito feliz em ver surgir uma partido que atende a meus ideais. Acredito que o primeiro desafio desse partido seja explicar a diferença entre “Capitalismo” e “Capitalismo de Estado”. As pessoas se confundem com isso. No Brasil os serviços prestados por empresas privadas são ruins porque não existe concorrência. Ser liberal significa querer mais concorrência. O que existe hoje no Brasil é uma simbiose entre políticos e poucos empresários. O Novo tem meu apoio!

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  2. Eu vou votar neles, eu quero esses temas sejam liberados de verdade, pois o estado não pode dizer como seus habitantes devem viver. Um país exemplo do Liberalismo é Amsterdã. :3

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