10 motivos para ser contra a meia entrada!


Quando a UNE conquistou para os estudantes o direito de pagar metade do preço nos eventos culturais, ainda na década de 1940, foi uma vitória. Vejamos abaixo o que a mídia não conta:

1- A meia entrada é ruim porque prejudica quem paga inteira

Mas a verdade é que o benefício acabou se tornando um fardo para quem paga inteira! A conta é simples: o produtor sabe quanto quer ganhar e estima que 80% vai entrar pagando meia; cabe aos outros 20% cobrir o prejuízo. Como a maioria paga metade, o preço tem de subir para a conta fechar.

2- Muitas pessoas deixam de consumir devido ao preço elevado

Os responsáveis pelos cinemas sempre calculam antes quantos vão entrar pagando meia para depois definir o preço da inteira. As projeções mostram que, se a meia-entrada não existisse, o preço do ingresso inteiro cairia para quase a metade. Com a diferença de que valeria oficialmente para todo mundo.

3- Legalidade
O primeiro argumento dos defensores da meia entrada é o de que a meia-entrada é lei, como se algumas das maiores atrocidades da História não houvessem sido cometidas em nome das leis impostas pelos estados. Elas violam os direitos naturais dos indivíduos. Trata-se de legislação criminosa. É impossível concluir que há o dever de cumpri-la por meio de um argumento legal positivista. Ao contrário: há um dever moral de descumpri-la. Conforme lembra Thomas Jefferson, quando a injustiça se torna lei, a resistência se torna um dever.

4- Discriminação

Por que os estudantes tem direito e os demais não? Uma solução elegante já praticada em alguns eventos é estender a meia-entrada a todos, afinal não há legislação que impeça isso. Basta dizer que o preço base é o dobro do preço praticado e não há nada que os legisladores possam fazer a respeito.

5- Direito fictício

Outro bordão repetido pela UNE é: “meia-entrada: um direito do estudante brasileiro”. Falácia. O estudante não possui direito à meia-entrada, o que ele realmente tem direito é à EDUCAÇÃO. Aliás, ele sequer possui o direito de entrar em um cinema ou teatro. Uma casa de espetáculos é propriedade privada do seu dono, assim como uma residência, plantação ou consultório médico. O uso econômico que o proprietário faz de seu imóvel não altera sua natureza privada e ele deve poder decidir quem nele entra. Ninguém tem o direito de entrar na residência de uma pessoa, e o mesmo vale para um cinema.

6- Disparidades

Por que um estudante rico tem direito a meia entrada e uma pessoa pobre não? Será que o correto não seria cobrar do estudante um atestado de que realmente não tem recursos de custear sua entrada? Do jeito que está o Estado oferece o benefício para que tem dinheiro e o nega para quem mais precisa.

7- Direito de propriedade

É possível, contudo, que o proprietário de um estabelecimento, ao buscar o lucro, firme um contrato com um indivíduo, permitindo que ele adentre o local mediante um pagamento. O dono do local tem o direito de exigir a quantia que quiser, e o consumidor decide se aceita ou não a oferta. O preço justo é aquele que resulta de um acordo voluntário entre as partes. Obrigar o empreendedor a adotar uma determinada política de preços é um ato de agressão. É uma violação do seu direito à propriedade privada, um direito negativo que impõe aos agentes externos a obrigatoriedade de não violá-lo.

8- Direito positivo

Direitos positivos tais como “direito à meia-entrada” impõe a terceiros uma obrigação de supri-los, conflitando com o direito negativo à propriedade. Sendo que a lei deveria proteger os direitos negativos apenas. Conforme nos explica Frédéric Bastiát:

Quando a lei e a força mantém um homem dentro dos limites da justiça, elas o impõe nada mais que uma mera negação. Apenas o obrigam a se abster de causar dano. (…) Mas quando a lei, por intermédio de seu agente necessário – a força – impõe uma forma de trabalho, um método ou matéria de ensino, uma crença, uma adoração, ela não é mais negativa, ela age positivamente sobre os homens (…) Eles não mais terão necessidade de consultar, comparar ou prever; a lei faz tudo por eles. O intelecto se torna um fardo inútil; eles deixam de ser homens; eles perdem sua personalidade, sua liberdade, sua propriedade.

9- Escassez

A 1ª lei da economia é a escassez e a 1ª lei da política é ignorar a primeira lei da economia. Cinemas, teatros e shows são escassos. Qualquer intervenção estatal nos preços do setor gerará distorções que prejudicarão produtores e consumidores dos serviços de entretenimento, posto que os anseios populares é que todos tenham direito a entrada em tais lugares. Quando a demanda do povo é impossível, apenas políticos mentirosos podem saciar os ouvidos da população.

10- Economia

Com a meia entrada cinemas lucram menos. Menor lucratividade em um setor da economia implica necessariamente menor reinvestimento, menor atratividade para potenciais concorrentes e menores salários. Menor reinvestimento acarreta redução na implantação de novas tecnologias e de métodos gerenciais que aumentariam a qualidade dos serviços prestados ou que reduziriam custos devido ao aumento na eficiência das operações.

A menor atratividade reduz a concorrência. Menor concorrência reduz o salário dos trabalhadores. Os menores salários pagos aos empregados do setor afetam todos os salários da economia. Os assalariados de outra indústria poderiam querer migrar para o ramo de eventos se a remuneração fosse maior, o que forçaria os empregadores a aumentar os salários daquela indústria se quisessem reter a mão-de-obra.

Fonte: Mises

 

 

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5 comentários

  1. Parabéns pelo blog, os habitantes brasileiros precisam aprender a pensar como você e não seguir a mídia manipuladora. A meia entrada é igual o sistema de cotas, beneficiando quem não precisa, considerando apenas uma situação irrelevante, como etnias, questões raciais, a idade. Muitos jovens são de comunidade pobre e não conseguem direito ao estudo, esses, os que mais necessitam de meia entrada, não recebem nenhum benefício.

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  2. Descontos para estudantes em eventos culturais é um ato praticado não somente no Brasil, mas em todo o mundo. Se incentiva para que se consuma, e é de de interesse direto do governo que uma população em pleno desenvolvimento das suas faculdades mentais sejam motivada a isso. Se nosso país possui a pobreza como diferencial, resolvam de outra forma, por exemplo, quem é detentor do NIS que tenha o mesmo direto à meia entrada.

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  3. Acho esses argumentos muito falhos. Primeiro pq não existem só os extremos, o jovem paupérrimo que não pode ir ao cinema pq é mt caro e o riquinho que paga meia sem precisar. Segundo, sabemos que no Brasil cultura é luxo . Não existe meia de estudante na hora de comprar livro e o preço médio de um livrinho é de uns R$ 50,livros técnicos R$ 100. isso num país em que o salário mínimo é de R$700. Qual a desculpa pra isso? As editoras e livrarias são oneradas em que? Acho muita ingenuidade achar que os preços seriam drasticamente reduzidos sem a meia . Isso pode até ser verdade no caso de um pequeno teatro ou uma pequena casa de eventos mas não nessas grandes casas de shows e cinemas. Aliás, existem 3 cadeias de cinema que detém praticamente todo o monopólio de salas no Brasil (já que eliminaram toda a concorrência através de dumping), além de exibirem filmes ganham também com a venda de pipoca e refri a peso de ouro assim como ocorre com a venda de 500ml de água a R$ 5 em determinados eventos. Será que essas vendas em parte não suprem o valor das meias? Pq como justificar 400% de lucro ?Qual a margem de lucro dessas empresas? Se elas querem lucrar 100% em cima de um ingresso realmente a meia pode atrapalhar. Não sou a favor do capitalismo selvagem principalmente quando se trata de assunto de interesse nacional como é o caso da cultura. Pra mim, a bronca em função da meia entrada é pq ela impede os grandes empresários de lucrarem desmedidamente e esse é o grande motivo do mimimi desse grupo.Será que num país que ocupa a 8° posição do ranking de analfabetismo e que possui os mesmos 12% de analfabetos e de universitários tem tanto estudante assim a ponto de elevar absurdamente o preço de um ingresso?
    Me desculpa, mas isso é conversa mole de empresário, como no caso das empresas de ônibus que recebem subsidio do governo pela gratuidade mas sempre alegam estar na merda e nunca podem melhorar o serviço .No entanto, Jacó Barata é milionário e dono de quase todas as empresas de ônibus que atuam no Rio.A margem de lucro dos grandes empresários em qualquer área aqui no Brasil é absurdamente maior que em qualquer parte do mundo. Acho mesmo que tem que haver uma meia até pq estamos falando de um entretenimento popular e não de um clube vip. A única coisa que acho que deveria ser regulada é o tráfico de carteirinhas de estudante já que qualquer instituição emite sem controle algum e é facilmente falsificada. Isso sim traz prejuízo e deveria ser fiscalizado de modo que não lesasse principalmente o pequeno empresário.

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