Dilma sanciona a PLC 03/2013. Aborto legalizado?NÃO!


Coerência

Uma coisa que prezo nesse blog é a coerência, mesmo que isso me faça perder leitores. Dias atrás, quando soube da aprovação da PL 03/2013, logo vi gente falando que o projeto ia legalizar o aborto no Brasil. O que fiz? Como sempre, antes de escutar o que a mídia diz, resolvi ler a lei e tirei minhas próprias conclusões. Sendo assim, repito agora o que já havia dito antes: a pílula do dia seguinte não é a mesma coisa que um aborto cirúrgico. Logo, essa lei não legaliza o aborto.

Então, vou colocar aqui algumas premissas que tomei para chegar a essa conclusão:

1- Aborto é errado, crime e imoral.

2- O aborto deve ser permitido em caso de estupro.

3- A pílula do dia seguinte, se usada corretamente e no tempo certo, não é abortiva.

4- A pílula do dia seguinte faz mal, podendo causar até transtornos psicológicos.

Bem, levando todas essas 4 premissas em consideração, não sou contrário a principal mudança implementada pela PLC 03/2013: a distribuição de pílulas do dia seguinte a mulheres que foram estupradas. Digo isso porque sei que mesmo que uma mulher não-estuprada acabe recebendo a pílula, essa pode não ter efeito abortivo. Além disso, a mulher sabe dos riscos que corre ao usar essa medicação arbitrariamente.

Menos abortos

A pílula impede a fecundação, que é onde a vida começa (o espermatozóide fecunda o óvulo 72 horas depois do ato). Por isso, se a pílula for usada em menos de 24 horas, não é abortiva. Pronto. Logo, distribuindo as pílulas acabamos com as chances de fecundação nas estupradas e impedimos eventuais abortos. Se provoca menos aborto, eu apoio.

Adeus Dilma

Em 2010, Dilma assinou um documento dizendo que não proporia o aborto no Brasil. Como resultado, um bando de evanjegues e católixos acreditaram e o PT arrebanhou milhões de votos. Agora, com essa lei sancionada, é bem possível que esse eleitorado religioso tenha se sentido traído. Portanto, é possível presumir que esse eleitorado vai pensar 2 vezes antes de ser enganado de novo pelo PT.

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11 thoughts on “Dilma sanciona a PLC 03/2013. Aborto legalizado?NÃO!

  1. Marcelo_77 02/08/2013 — 9:47

    Obrigado pelo exclarecimento!Parabéns e sobre o pt nas eleições do ano quem acredito que leva fumo hehe…mas quem leva na minha opnião será o pv,o comunismo verde,ou seja,trocando 6 por meia dúzia infelizmente!Abraços

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  2. Marcelo_77 02/08/2013 — 9:48

    *Ano que vem

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  3. Wirley Almeida 02/08/2013 — 12:11

    Descobri este blog a poucos minutos clicando na tag religião do wordpress. Fiquei positivamente surpreso com o conteúdo.

    Gostei do texto mas gostaria de saber tua opinião sobre as consequências não intencionais da distribuição gratuita da pílula, tipo: não achas que vai incentivar o sexo irresponsável?

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  4. Suas observações são esclarecedoras. Entretanto, CUIDADO com acusações infundadas, caluniosas. Qual documento a presidente “assinou dizendo que não aprovaria o aborto no Brasil”? Em verdade em verdade, ela diz: “…não tomarei INICIATIVA DE PROPOR…”. Por isso é injusto acusá-la de mentirosa, enganadora, pois, PLC significa Projeto de Lei da CÂMARA. O PLC 03/2013 é de autoria da deputada Iara Bernardi.

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  5. Em nome da coerência deveria averiguar evidências como estas também, a respeito de estudos científicos que afirmam o efeito abortivo da PDS:
    http://www.acidigital.com/noticia.php?id=25131
    http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=289199

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  6. Obrigado pelo comentário Lincon.

    A informação que você apresentou é de fundamental importancia para o debate. Já até havia lido esse artigo.

    Repito:
    1- A vida começa na fecundação.
    2- A PDS impede a fecundação.
    3- Depois da fecundação, a PDS tem efeito abortivo.
    4- Por isso ela só deve ser usada de forma urgente, de preferência na frente do farmacêutico.

    Abraços.

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  7. OBRIGADO PELO COMENTÁRIO William
    De fato a fonte que li usou o verbo aprovar. Você está certo. O que ela prometeu foi não propor. Esses políticos são muito espertos mesmo.

    valeu pelo puxão de orelha válido, já troquei a palavra.

    Abraços e volte sempre.

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  8. Caro Wirley, obrigado pelo comentário

    Vamos a minha opinião:
    1- A distribuição da PDS vai incentivar o sexo irresponsável daqueles que já faziam sexo irresponsável. Com certeza vai ter muito mongolóide que irá no SUS dizendo ter sido estuprada só porque a camisinha estourou.

    2- Eu penso da seguinte maneira: você foi estuprada e recebeu a PDS, então tem obrigação de denunciar quem te estuprou. Se isso acontecesse a fraude seria mitigada.

    3- A distribuição da PDS, em tese, se restringe às vítimas de estupro. Ainda falta mitigar algumas falhas horrorosas dessa lei. É preciso que haja algum mecanismo que impeça que essas pílulas caiam em mãos erradas.

    4- A imoralidade, o alto consumo de álcool e a coisificação da figura feminina são os principais fatores que corroboram para o sexo irresponsável. São esses os fatores que devemos nos preocupar. Se crermos que a PDS não pode ser distribuida só porque promoveria a promiscuidade, teríamos que ser contra também a distribuição da camisinha.

    5-Temos que levar em consideração que há coisas mais importantes em jogo: a PDS inibe eventuais abortos e impede uma série de traumas psicológicos que a estuprado porventura poderia desenvolver.

    Abraços, volte sempre.

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  9. Descobri esse blog agora pouco. Gostei muito dos conteúdos, muito mesmo. Estou apreciando o trabalho.

    Quanto á lei sancionada, creio que muita moça vai alegar que foi estuprada pra não arcar com as consequências do sexo irresponsável.

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  10. Obrigado pelo comentário Ana Maria

    1- Mulheres estupradas merecem ter o direito à pílula. Assim não precisam nem abortar, nem ter que pagar pelo crime do estuprador.

    2- Sim! Esse é o problema da lei. Faltou criar algum procedimento para evitar que qualquer mulher recorra ao SUS.

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  11. A PDS, é distribuída pelo SUS desde 2005..a unica diferença é que será mais eficaz e menos arriscado da forma com que será feito agora, não ocorrendo prejuízos pela demora.
    ‘A pílula em si já era distribuída gratuitamente antes, mas com a exigência de uma receita médica. Na prática, isso implicava marcar uma consulta com o ginecologista para só depois obter o medicamento, o que tornava o método ineficaz’.

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