Quebrar imagens de santos: desrespeito ou liberdade de expressão?


Fanatismo irreligioso

O dia de ontem foi marcado por uma manifestação da Marcha das Vadias na praia de Copacabana, bem próximo de onde estava ocorrendo a Jornada Mundial da Juventude. Nessa manifestação, radicais nus destruiram imagens de santos da igreja católica – um ato de total desrespeito. A intenção deles era agredir, zombar, ofender, e pior, aparecer. Conseguiram.

Fanatismo religioso

Em meados dos anos 90 um bispo da Universal chutou uma santa. A imprensa caiu de pau. Igrejas evangélicas de outras denominações receberam pedradas. O mais engraçado é que o mero chute na imagem de Nossa Senhora rendeu dias e dias de achincalhe midiático, enquanto que essas radicais da Marcha das Vadias são praticamente pintadas como heroínas da liberdade pela mídia. Fica claro que existe um viés: quando o fanatismo é dos religiosos a mídia crítica; quando é dos irreligiosos a mída aplaude.

Liberdade de expressão

Por mais que discorde de tudo o que é pregado na Marcha das Vadias, defendo a liberdade que esses radicais têm de se expressarem, desde que pacificamente. No Brasil, felizmente, não existe crime de heresia, logo, essas feministas radicais não cometem crime ao quebrarem imagens ou rasgarem bíblias. A única coisa inadimissível nesses protestos é o atentado violento ao pudor desses extremistas, que protestam nus num lugar onde crianças e famílias estão se confraternizando.

Imagem

Para esses extremistas, não eram apenas imagens que estavam destruindo, mas o símbolo de todos os valores morais que regem a nossa sociedade. Eles querem relativizar a vida humana aprovando o aborto em todos os casos, dessa forma condicionando a vida de uns a mera vontade de outros.

Aborto e o corpo dos outros

Eles acham que a vida de um ser humano não deve ser protegida apenas porque se encontra dentro da genitora. O fato de um ser estar dentro do outro não significa que este faz parte de seu corpo. A mulher tem todo direito de fazer o quiser com seu corpo(isso eu defendo), o que não posso aceitar é que faça o que quiser com o corpo de outrem. O DNA do feto é diferente do da mãe – até o tipo sanguíneo pode ser diferente. Sendo assim, o principal argumento dessas feministas é uma falácia.

Desrespeito

Felizmente, vivemos numa sociedade onde o desrespeito ainda não é criminalizado. No geral, concordo totalmente com o direito de avacalhar religiosos, políticos, héteros, gays, gordos, magros, ateus ou com qualquer outro grupo. Numa democracia, nenhum grupo é imune a críticas. No entanto, o desrespeito é nocivo a sociedade uma vez que cria feridas entre grupos antagônicos e apenas alimenta o ciclo da ignorância.

 

 

 

 

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