Qual a diferença entre um político gay e um político evangélico?


Políticos de minoria

Nos EUA, é comum vermos políticos ligados a defesa de minorias serem pêgos em escândalos de corrupção. Motivo? Pelo fato de representarem os negros ou os latinos, qualquer crítica direcionada a eles pode ser interpretada como racismo ou xenofobia. Desta forma, alguns políticos possuem um escudo a prova de crítica, posto que criticá-los pode ser considerado uma ofensa ao grupo que dizem defender. A marca mais notável nesses políticos é que quanto pior for a situação do grupo de defendem mais fácil será se elegerem denunciando o racismo, mesmo que o motivo do problema não seja esse.

Homofobia e cristofobia

No Brasil estamos vendo esse mesmo fenômeno se repetir. Temos um deputado homossexual que adora acusar seus críticos de homofóbicos. Além disso, temos um presidente da CDHM evangélico que diz que seus críticos o perseguem apenas por causa de sua religião. Não quero entrar no mérito se todo ou parte dos críticos dos dois são ou não motivados por preconceito, mas o que parece real é que o status de minoria realmente é encarnado pelos dois.

Sistema eleitoral

O principal problema do nosso modelo político é que ele produz aberrações como Wyllys(que nem votos teve para se eleger sozinho), Feliciano e Bolsonaro. Como nosso sistema eleitoral beneficia candidatos ligados a determinados grupos, o político praticamente é incentivado a elevar o tom para defender a o setor da sociedade que o elegeu. Com o tempo, estamos vendo que o Congresso tende a representar os conflitos protagonizados pelos setores mais antagônicos da nossa sociedade.

Voto distrital

Caso tivéssemos um voto distrital, esses candidatos folclóricos não teriam para onde fugir. Não haveria distrito onde suas bases representassem 50%+1, logo, seriam extirpados da política. Quem tomaria o lugar deles seriam políticos mais moderados que tivessem posições mais alinhadas com as da maioria da população. Dessa forma, o deputado representaria a vontade do distrito e não a vontade de correntes sectárias da sociedade.

Participação

É óbvio, o voto distrital não impediria gays e evangélicos de serem eleitos, mas para tal, teriam que assumir posturas mais abertas e menos focadas para o grupo do qual fazem parte. Até lá, o que assistiremos é a pauta da política ser sequestrada de tempo em tempo por setores polarizados da sociedade, que apresentam demandas totalmentes estranhas a maioria da população ( PEC 33, PEC 99, PL 122, Kit Gay e etc).

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