Segundo estudo, religião pode desaparecer até 2041


O autor e pesquisador Nigel Barber concluiu um novo estudo que mostra que o ateísmo continua crescendo nos países mais ricos. Segundo suas projeções, a religião vai desaparecer completamente do planeta até o ano de 2041.

O material e sua análise foram publicados no seu novo livro “Why Atheism Will Replace Religion” [Por que o ateísmo vai substituir a religião], que chega às lojas em agosto. O autor se dedica a estudar as tendências religiosas em 137 países e comprovaria que “os ateus estão fortemente concentrados nos países economicamente desenvolvidos”.

“Em meu novo estudo comprovo que o ateísmo aumenta em países com um estado que ofereça mais bem-estar aos cidadãos. Além disso, países com uma distribuição da renda mais igualitária têm mais ateus. Meu estudo diferencia de pesquisas anteriores, levando em conta se um país é de maioria muçulmana (onde o ateísmo é criminalizado) ou ex-comunista (onde a religião foi suprimida)”, explica Barber.

A tese principal do livro afirma que o fenômeno da religião declina quando existe o aumento da riqueza pessoal. Entre suas conclusões, afirma que a maioria da população mundial chegará a ver a religião como algo completamente irrelevante daqui a menos de 30 anos.

Número de filhos

Por sua vez, o cientista político Eric Kaufmann defende um ponto de vista oposto, citando o fato de que os ateus têm menos filhos do que as pessoas religiosas. Ele acha que isso pode indicar que a tradição religiosa continuará existindo simplesmente por uma questão de reprodução.

África e Ásia

Outro dado que Barber não leva em consideração é outra pesquisa recente: “Cristandade em seu contexto global”, 1970-2010, a qual mostra que apesar da diminuição da religiosidade na Europa, houve um crescimento significativo de cristãos na África e na Ásia e na América Latina a quantidade de cristãos se manteve estável.

Mesmo assim, é inegável o crescimento rápido do ateísmo ou dos “sem religião”. Nos Estados Unidos, que já foi a “maior nação cristã do mundo”, o número de americanos ateus ou “sem religião” mais do que dobrou entre 1990 e 2008. Cerca de 25% dos americanos com idades entre 18 e 29 dizem não ter religião. No Reino Unido, um extenso estudo de 2010 mostrou que indivíduos sem religião já são o terceiro maior grupo, atrás de cristãos e muçulmanos, mas já mais numerosos que hindus, budistas e judeus. No Brasil, o índice é de 5%, com um aumento de apenas 0,6% nos últimos dez anos.

Com informações de Guardian Express.

Comento:

Esse livro está polêmizando só com o intuito de vender mais. De fato, segundo as estatísticas, existe uma correlação entre a riqueza pessoal e a irreligiosidade, mas daí a dizer que a religião vai acabar já é demais. A religião, assim como muitas outras coisas, existe porque existe demanda suficiente por parte das pessoas para que ela continue existindo.

4 comentários

  1. A quantidade de religiosos cresce em países onde a educação é de baixo nível . E eu digo isso não porque eu sou ateu , eu sou religioso também , mas vem avançando religiões que exploram o lado fraco das pessoas . Deve ser até por isso que há redução da religiosidade nos países europeus . Há falta de uma religião que concilie ciência e moral . As religiões atuais , com algumas exceções , não tentam reformar nem dar base moral para formação de caráter . São na sua maioria , só uma forma de realização pessoal e uma forma barata de extorsão do que um reformador de caráter .

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    • Exatamente Naruto! Hoje em dia as religiões crescem aqui no Brasil porque oferecem o que as pessoas querem: bens materiais, bençãos, etc. São poucas as pessoas que vão a igreja para cultuar e agradecer a deus. A maioria vai para pedir alguma coisa. Até as ofertas que são dadas pelos fiéis são vinculadas a uma eventual benção financeira.

      Logo, até o fiel está de má-fé porque acha que vai através da oferta fazer uma barganha com o todo-poderoso. Por isso acho que não é apenas a liderança de algumas religiões que é malandra, mas também seus fiéis.

      Abraços.

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  2. Religião de fachada é cultura, religião natural é instinto. Esse movimento moderno, pentencostal, barulhento, que se auto-denomina evangélico, é na verdade a desmoralização do Evangelho; é a escroqueria, que enquadrada como crime, merece a ação policial e jurídica, trazendo-nos dois benefícios imediatos. A libertação dessa gente semi analfabeta, ou tola ou ingênua, das garras desses abutres gadanhudos, e a oportunidade de o Estado trazer para seus cofres o lucro pernicioso que essas falsas igrejas arrebanham. Essa é a hora H de desmontar esse formidável comércio.

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    • Obrigado pelo comentário Edélvio.

      Sou obrigado a discordar num ponto. Não devemos matar o boi só porque ele tem uma pulga. No caso dos pentecostais, realmente há muitas coisas ruins (muitas mesmo), mas creio que é possível separar coisas boas que qualquer religião é capaz de proporcionar.

      1- Devemos ter muito cuidado em enquadrar como crime uma religião. Isso é praticamente o que os fundamentalistas religiosos fazem no Egito com ateus. Perseguem uma religião pautados na lei. Eu, pessoalmente, sou completamente favorável a liberdade religiosa, mesmo que esta seja usada para defender coisas que não defendo ( ex: satanismo).

      2- Quanto a noção de libertação, depende muito do ponto de vista. Para um crente, são os não-crentes que precisam ser libertos. Para os não-crentes, é o crente que precisa ser liberto. Não creio que mais prudente é impor a sua visão a outros. O que devemos é deixar que os outros usem a liberdade deles para fazerem suas próprias conclusões.

      3- “a oportunidade de o Estado trazer para seus cofres o lucro pernicioso que essas falsas igrejas arrebanham” Como assim? Se você quis dizer taxar religiões em sentido genérico, sou favorável, mas pegar indiscriminadamente o dinheiro de um religião específica… isso eu não concordo.

      4- O comércio da fé existe. No entanto, creio que quem deveria se indignar com ele são seus próprios consumidores. A oferta só existe porque há demanda. Como economista sei que é impossível lutar contras as leis do mercado sem sofrer consequências.

      Abraços! Volte sempre.

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