Afinal, quais são as chances de Dilma conseguir se reeleger?


Morrendo de véspera

Por mais que muitas pessoas (até eu) já estejam comprando a roupa para o enterro político de Dilma Roussef em 2014 sempre é bom agir com prudência. As manifestações de julho acabaram resultando numa abrupta queda de popularidade da presidente. Mas ainda é cedo para fazer qualquer tipo de previsão cabal a essa altura do campeonato. É bom lembrar que Dilma levaria no primeiro turno até antes dos protesto. Mesmo depois dos protestos, Dilma ainda vence todos os candidatos nas simulações de segundo turno.

Luz no fim do túnel

O PT vai fazer qualquer coisa para se manter no poder. Um aumento no salário mínimo perto da eleição pode arrebanhar muitos votos, além de um gasto maior com publicidade. Quem tem ao seu alcance a máquina pública pode sempre oferecer benesses aos seus governados. Porém, a maior arma que o PT deve usar será o medo. Com toda certeza irão argumentar que uma eventual saída do poder poderá trazer de volta os “diabólicos neoliberais”.

Aprovação

Até as manifestações, Dilma tinha índices pouco menores que o do seu antecessor, Lula, quando este saiu do governo, mas curiosamente estavam espalhados por todas as faixas de renda, escolaridade e regiões do país. Ao longo de seu governo Lula tinha votos concentrados na entre os pobres.

A partir de sua primeira eleição para a Presidência, em 2002, Lula passou sua popularidade para outras faixas de escolaridade e deslocou o seu eleitorado do Sul/Sudeste para o Norte/Nordeste, regiões mais pobres do país. A partir do Mensalão perdeu eleitorado no Sul/Sudeste, que se tornaram redutos de votos mais conservadores.

Dilma em ascenção

Até o final de 2012, Dilma conseguira elevar sua popularidade para além da de Lula e para mais do que o PT já teve. Alcançou um eleitor que o petismo deixou de dispor a partir do primeiro governo de Lula: mais rico e mais escolarizado. Esse eleitorado mais expandido de Dilma, em relação ao de Lula e do PT, foi atraído pelo fato de a presidente ser mais distante do PT do que Lula, e pelo fato de ter assumido uma imagem de faxineira de corrupção.

Tolerância petista

O eleitor de Lula o considerava pouco rigoroso em quanto à corrupção mas relevava por considerarem que ele trouxe outros benefícios mais tangíveis. Como o PT tem vencido sempre, persiste no erro de considerar que a repetição do mantra PT-Lula-Mensalão-corrupção não interfere sobre o voto e nem tem o poder de contaminação sobre outras classes sociais que não as conservadoras.

Eleições municipais

O saldo das eleições municipais foi bom para o PT, apesar do julgamento do Mensalão. Mas, o calendário de julgamento produziu o seu saldo ruim. Ao final dele, o povo foi obrigado a assistir a chefia da PT sendo senteciada a prisão. No Brasil sabemos que corrupção não é algo que assusta o eleitorado, mas isso se somou uma grande queda nas expectativas da economia. Foi essa queda nas expectativas somada ao julgamento que potencializaram a perda de popularidade de Dilma após as manifestações.

Chances de Dilma

Tudo indica que Dilma tem condições bem piores de reeleição do que Lula.

1- O uso eleitoral dos programas sociais que reelegeram Lula já produzem cada vez mais insatisfação (foi o que vimos com o boato do fim do Bolsa Família).

2- O processo de desgaste que atingiu todo o eleitorado até agora, menos o eleitorado cativo do PT, composto por 25% da população.

3- A candidata que aparece em segundo lugar nas pesquisas de hoje, com chances de ameaçar sua vitória, é Marina Silva, que sequer um partido constituído tem. Além disso, Marina, ao contrário de Dilma, não contará com milhões para sua campanha nem com muito tempo de tv.

4- Atualmente 28% dos brasileiros são evangélicos, sendo que a maioria deles se concentra nas faixas mais pobres que sempre votaram no PT. As eleições de 2014 devem ser definidas de acordo com esse grupo. Marina, mesmo sendo crente, possui uma base altamente progressista. Para vencer, terá que cumprir o difícil papel de agregar o eleitorado evangélico conservadorcom sua base liberal. Uma declaração de Marina sobre aborto ou casamento gay pode fazê-la perder uma dessas importantes bases de sustentação.

5- Um fator que toda a grandimídia está esquecendo (mas eu não) é que o PSC pode lançar um candidato.  Levando em consideração toda essa exposição do pastor Marco Feliciano e o pujante eleitorado pentecostal, uma eventual candidatura do PSC poderia chamar a atenção da mídia e deslocar a campanha para temas sociais.

6 – Setores da base do governo, como o PMDB, já estão começando a demonstrar que não vão vender o apoio tão barato dessa vez. Isso é um presságio de que a canoa está furada.

Conclusão

O PT está como um lutador no ringue cambaleando nas cordas. Porém, falta um adversário competente para dar o golpe final.  A única chance de Dilma é que esse adversário não entre no ringue.

3 comentários

  1. creio eu que ela não tens nenhuma chance, se ela não cumprir, o que fez na campanha politica, e apoiar o Joaquim Barbosa, nas investigação do ministério publico.

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