Depois da onda de protestos contra o – no mínimo – controverso governador Sérgio Cabral, o cenário das eleições para o governo do Estado em 2014 mudou completamente. Tudo indica que a atual coalisão que apoia a aliança PMDB-PT no estado do Rio deve sair muito enfraquecida nessas eleições.

Sendo assim, fica aqui os principais candidatos:

Lindbergh Farias

O jovem paraibano foi líder do movimento dos caras pintadas. Depois de receber uma expressiva votação pelo PSTU e não se eleger, foi para o PT, onde foi prefeito de Nova Iguaçu. Atualmente é senador.

Pontos fortes:

1- Carismático.

2- Tem recall.

3- Baixa rejeição pessoal.

4- Forte na Baixada e conta com uma parte do eleitorado da cidade do Rio que tem um histórico de votar em candidatos de esquerda.

Pontos fracos

1- Muitas pendências na justiça por causa de improbidade administrativa de quando foi prefeito de Nova Iguaçu. Isso pode torná-lo inelegível.

2- Rejeição forte ao PT em camadas mais escolarizadas.

3- O PT do Rio é aliado ferrenho de Sérgio Cabral. Não existe um consenso quanto ao seu nome. O PT pretende sacrificar a candidatura de Lindbergh para garantir o apoio do PMDB no plano nacional.

Anthony Garotinho

Já foi prefeito de Campos e governador do Rio. Sua gestão foi marcada pela instituição de políticas de cotas na UERJ, assistencialismo (Cheque Cidadão) e pela bem-sucedida renegociação da dívida do Rio. Elegeu sua mulher, Rosinha, que fez um péssimo governo. A gestão de Rosinha foi marcada pelas brigas com o PT no nível federal e com César Maia na prefeitura do Rio.

Pontos fortes

1- É o único candidato que se apresenta como oposição real desde o início da gestão de Sérgio Cabral. Seu blog tem sido uma fonte interessante de denúncias contra a corrupção do atual governo.

2- Tem uma forte intenção de voto no interior e na Baixada. Também possui um forte apoio no eleitorado evangélico (principalmente pentecostal), que está em expansão no estado.

3- Já deu tempo para que a maioria da população esqueça dos erros de suas gestões.

Pontos fracos

1- A mídia, principalmente as Organizações Globo, adora denunciar suas peripécias.

2- Tem muitas condenações em várias instâncias. Seu nome é sinônimo de corrupção.

3- É crente e existe uma boa parcela da população que não gosta.

Pezão

Foi prefeito de Barra do Piraí e atual vice-governador.

Pontos fortes:

1- Terá a máquina municipal, estadual e federal ao seu favor.

2- O PMDB pode conseguir tirar o Lindbergh da parada.

Pontos fracos:

1- Carisma zero.

2- Ligado a um governador com baixa avaliação (25%).

3- Ligado a um governador que gasta o dinheiro do povo como se fosse capim.

César Maia

Já foi o Rei do Rio. Venceu ou apoiou o vencedor por 4 vezes pra a prefeitura do Rio. Caiu em ostracismo e perdeu as eleições para senador em 2010, depois sendo  eleito com poucos votos para vereador.

Pontos fortes:

1- Excelente retórica e pleno conhecimento do jogo político.

2- Ainda tem um forte apoio dentro da cidade do Rio.

Pontos fracos:

1- Cidade da Música.

2- Fraco desempenho na Baixada.

3- Responsável pelo Engenhão.

Marcelo Crivella

Cão de guarda de Edir Macedo no Senado Federal e legítimo apoiador do governo do PT. Crivella concorre sempre aos cargos de prefeito e governador para manter seu recall.

Pontos fortes:

1- Conta com a máquina da IURD a seu favor para fazer campanha.

2- Pode usar do coitadismo mais uma vez e explorar o Projeto Canaã.

Pontos fracos:

1- Rejeição altíssima.

2- Pouco articulado.

Provável candidato da Rede

É certo que a Rede irá ter um candidato no Rio para fazer palanque para Marina Silva.

Pontos fortes

1- No Rio, Marina tem mais de 20% de intenção de voto. Ela pode transferir boa parte dessa votação para seu candidato e fazê-lo chegar a um segundo turno.

2- O partido está desvencilhado dos escândalos de corrupção do atual sistema político.

Pontos fracos

1- O alto número de candidatos competitivos impede que haja uma taxa de transferência de voto.

2- Marina conta com duas bases de apoio no estado, sendo uma o voto liberal dos escolarizados de alta renda e a outra de eleitores mais pobres e com pouca escolaridade. Como Lindbergh, Garotinho e Crivella tem um forte apelo às classes menos abastadas, é quase certo que a Rede terá bastante dificuldade em obter uma grande votação na Baixada.

3- Terá que disputar o voto dos mais escolarizados com prováveis candidatos do PV e PSol.

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