Católicos

Segundo o Datafolha, 57% dos brasileiros com mais de 16 anos se declaram católicos, patamar mais baixo da história. Em 2007, pesquisa era 64%. Em 1994, eram 75%.

Crentes

O 2º maior bloco religioso é o de pentecostais (membros de igrejas como a Assembleia de Deus), com 19%. Em seguida estão os não pentecostais (de igrejas tradicionais, como os metodistas e os batistas), com 9%.

Frequência aos cultos

A maioria dos evangélicos (63% dos pentecostais e 51% dos não pentecostais) diz frequentar cultos mais de 1 vez por semana, contra 17% dos católicos. Dos católicos, 28% afirmam ir uma vez por semana, enquanto 21% o fazem uma vez por mês.

Contribuição financeira

Dos católicos, 34% afirmam contribuir, contra cerca de 50% dos evangélicos. Quase 33% dos católicos diz não dar dinheiro algum para a Igreja, contra pouco mais de 10% dos evangélicos.

Média mensal

O valor da contribuição mensal média é de R$ 70 por mês para os evangélicos pentecostais, vai para quase R$ 86 no caso dos não pentecostais, mas é de apenas R$ 23 entre católicos. Detalhe: pentecotais são os que gastam a maior parte de sua renda, pois grande parte deles ganha menos de 2 salários.

Casamento gay
Só uma minoria dos católicos se diz contra a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo (36%) e contra a adoção de crianças por casais homossexuais (42%), índices inferiores ao que pensa a média da população e muito abaixo do registrado entre evangélicos (em torno de 65% e 70%, respectivamente).

Aborto

Todas as igrejas cristãs pensam de forma muito parecida sobre o aborto: entre 65% a 70% dizem que a mulher que praticar aborto deve ser processada e presa.

Influência política

Somente 8% dos ouvidos pelo Datafolha declararam já ter escolhido candidatos apoiados por suas igrejas, índice que cai para 5% entre católicos e sobe para 18% entre evangélicos pentecostais. Do mesmo modo, só 11% dos católicos afirmam que a opinião dos líderes religiosos é importante pra votar (21% dos pentecostais têm essa opinião).

Clérigos políticos

25% dos católicos concorda com a ideia de que clérigos podem se candidatar, número que sobe para cerca de 40% entre evangélicos e é relativamente forte mesmo entre espíritas (26%).

Conclusão

Em 94 o Brasil tinha 85% de católicos e crentes; hoje, a soma continua sendo a mesma. Por mais que a secularização da nossa sociedade seja evidente, a religião cristã permanece sem abalo no Brasil mesmo depois de 20 anos de escândalos de pedofilia e corrupção envolvendo igrejas.

Petecas

Grupos pentecostais tendem a crescer ainda mais. Um fato interessante é que pentecostais (mesmo não seguindo a cartilha católica contra a camisinha) têm mais filhos. Isso por si só já é suficiente para apontar que pentecostais devem continuar crescendo. Já entre os tradicionais existem instituições que já começam a apresentar diminuição (presbiterianos e congregacionais).

Isca

O que essa pesquisa não mostrou foi o crescimento dos ateus e agnósticos na sociedade brasileira, senão numericamente, na cultura. Nossa mídia e nossas universidades nunca estiverão tão cheias de irreligiosos. São esses os verdadeiros formadores de opinião que indicarão as normas éticas para as futuras gerações.

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