Homofobia: jornalista é espancado por funcionário homofóbico (possivelmente evangélico) em boate gay


Abaixo reproduzo uma notícia de um ataque homofóbico de um suposto evangélico (ou cristão) a um homossexual numa boate destinada ao público LGBTT. Destaque para a reportagem que não procurou ouvir a versão do agressor para saber suas reais motivações.

Fonte: IGay

O jornalista do portal IG, Murilo Aguiar , 25 anos, foi vítima de um ataque motivado por homofobia numa boate gay em São Paulo. Murilo, que escreve sobre Economia no iG e é um dos colunistas do blog iGual, estava na fila do banheiro unissex ao lado de sua amiga quando a funcionária responsável pela limpeza gritou com ele: “Vai logo, é sua vez!”.

Ele pediu calma para ela e ela se irritou: “Calma não, a fila tem que andar, eu estou trabalhando!” Ele disse que entendia o lado dela, que ele também trabalha, mas que não precisava gritar. Nesse momento, um homem que trabalhava na limpeza do banheiro se meteu na conversa. “Ele falou que ‘é por isso que todo gay tem HIV, eles têm que ler mais a Bíblia, têm que ser mais humildes’”, lembra Murilo, que preferiu ignorar os desaforos, usar o banheiro e voltar para a pista.

Uma hora depois, no fumódromo, Murilo comentava com os amigos sobre a agressão verbal que tinha sofrido quando o funcionário passou pelo grupo. Um dos amigos provocou: “Que merd# de trabalho, ser homofóbico e trabalhar em uma balada gay”. Irado, o auxiliar voltou a ofender Murilo: “Ele falou da Bíblia de novo, que todo gay era esnobe e que só não dava um tiro na minha cabeça porque eu estava lá dentro”, conta. “Então eu respondi: ´Calma, gata´. Ele me derrubou e começou a me espancar até que alguém que estava na festa tirou ele de cima”. Murilo afirma que tudo foi muito rápido e que logo os seguranças da casa vieram em seu auxilio.“
A VERSÃO DOS DONOS DA CASA

O empresário Facundo Guerra , sócio da boate, afirmou que o agressor é  funcionário terceirizado. “Quando sentimos que a demanda será maior, contratamos uma equipe terceirizada. Não sei por que ele agrediu o cliente, não tenho explicação. A gente está sempre do lado do cliente, porque nada justifica a agressão, e não sei se tem um fundo homofóbico ou de extremismo religioso. Assim como nós não perguntamos a orientação sexual dos funcionários, não perguntamos a orientação religiosa.”

O agressor trabalha no grupo há 4 meses e nunca fora registrada nenhuma reclamação contra ele. Facundo afirma que a prestadora de serviço será processada pela casa, e completou: “Se tivéssemos qualquer conhecimento de viés homofóbico, ele teria sido afastado. Alguém intolerante não pode trabalhar em um local que recebe público gay como sempre recebemos.”

Comento

Se de fato for configurado que o ataque foi motivado por homofobia, o agressor deve ser rigorosamente punido, independentemente se é ou não religioso; se for configurado que o ataque não foi motivado por homofobia, o agressor deve ser rigorosamente punido, independentemente  se é ou não religioso.

Pinguinhos nos is

Realmente é muito estranho uma pessoa que não gosta de gays trabalhe justamente numa boate gay. Por mais que o agressor seja pobre e incauto, o que não falta no Brasil é emprego para esse tipo de pessoa. Se ele fosse tão homofóbico assim, por que só arrumaria um problema depois de 4 meses trabalhando no recinto? Por que agrediria um gay numa boate cheia de homossexuais? Será que a agressão foi realmente motivada apenas por homofobia ou tem algum outro detalhe omitido nessa história?

Amor incondicional

De qualquer forma, responder a uma agressão verbal com uma agressão física é um ato totalmente injustificável. Se o agressor é religioso, violou os princípios de sua religião ao responder de forma agressiva a provocação. Até onde eu sei, Jesus ensinou que se deve amar o próximo. Se ele acha que homossexualidade é pecado, a religião ensina que o religioso deve odiar o pecado e amar o pecador. Portanto, o comportamento desse agressor, além de ser criminoso, foi hipócrita.

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3 thoughts on “Homofobia: jornalista é espancado por funcionário homofóbico (possivelmente evangélico) em boate gay

  1. Caro Acid,

    Ai meu “Jesuisinho Cristinho”! Que história mais inverossível. Enquanto o agressor não falar de suas motivações, a história parece por demais “arranjada”. Apresento os argumentos:
    1 – A boate é GLS, portanto, quem ali trabalha, sabe qual é o público. Qual o motivo, então, para se escandalizar?
    2 – Entre tantos gays, por que foi escolhido justamente esse cliente? É claro que um diferencial deve ter havido, pois gays muitos ali eram.
    3- Convenhamos, um faxineiro usaria uma linguagem mais para AIDS ou ADÉTICO e não HIV, não é mesmo?
    4- O agredido afirmou ter dito ao moço: “calma, gata”. Isso não configura provocação?
    5- A reportagem não fala de BO ou ocorrência policial? O agredido não denunciou? Por que?
    São tantas as questões que intitular a notícia de “história muito mal contada” é uma deferência poética
    Um abraço do Edson Moreira

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  2. Obrigado pelo Comentário Edson.

    O único ponto que salientei é que a imprensa nem procurou ouvir os dois lados. Isso está virando moda. Ainda que provocada, a agressão física éinjusticável.

    Sua análise foi perfeita,principalmente porque o agredido trabalha no IG.

    Abraços.

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