Egito em chamas

Era uma vez o Egito. Ele era governado por um ditador secular chamado Mubarak. Apesar de corrupto, Mubarak protegia as minorias religiosas(cristãos), reconhecia o Estado de Israel, era pró-EUA, dava alguma liberdade para as mulheres e combatia os radicais islâmicos (salafistas) da Irmandade Mulçumana.

Obama, o irmão dos mulçumanos

Um belo dia, jovens seculares tomaram as ruas em protesto ao governo. Ao invés de apoiar um importante aliado, Obama virou as costas para Mubarak, que foi derrubado. Essa situação favoreceu a ascenção ao poder dos radicais da Irmandade Mulçumana, que, no poder, perseguiram cristão, foram contra Israel, queriam instalar a sharia (lei islâmica), diminuiram o turismo no país(principal setor da economia) e levaram o Egito para a tumba.

Detalhe: acessores de Obama, antes dos protestos, já eram ligados a Irmandade Mulçumana.

Resultado

Como resultado da deslealdade obamista, o Egito, um país de 80 milhões de pessoas, caiu nos braços dos islamistas. Ontem, o povo foi às ruas e os militares deram um golpe de Estado que derrubou Muhammed Morsi, o ex-presidente egício. O Egito, que tinha estabilidade quando dominado por Mubarak, agora corre o risco de cair numa sangrenta guerra civil, pois 30% da população é composta por salafistas apoiadores de Morsi, que não aceitam esse golpe. Enquanto escrevo, leio que 3 apoiadores de Morsi já morreram em protestos contra o golpe de Estado.

Síria e o dilema obamista

A Síria é um quadro ainda mais emblemático. Assad, o ditador secular sírio, assim como Mubarak, respeita minorias religiosas, dá liberdade para mulheres e é um reformador do regime. O problema é que Assad é o principal apoiador na região do regime iraniano, anti-EUA.  Além disso, na Síria estariam as armas químicas que teriam sido adquiridas pelo regime de Sadam Hussein.

Morticínio de cristãos

Quando começaram os protestos na Síria, 20% da população síria, composta por alauítas e cristãos, continuaram dando apoio a Assad. Por isso, quando os manifestantes resolveram virar rebeldes e iniciar uma guerra civil, cristãos e alauítas viraram vítimas dos rebeldes, que, assim como no Egito, são compostos por radicais islâmicos.

Armando rebeldes

Obama decidiu que irá começar a armar um grupo de rebeldes menos ligados ao radicalismo islâmico. Esse pode ter sido o maior erro estratégico do governo Obama. Se os rebeldes tomarem o poder, tudo indica que milhares de cristãos e alauítas serão massacrados ou terão que sair do país. Ademais, o risco dos rebeldes, uma vez no poder, instalarem a sharia é uma probabilidade real. Resta saber se, para Obama, isso faz parte do plano.

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