O que era a PDL 234 (apelidada pela mídia mainipuladora de “cura gay”)?



Pai ACID não erra suas previsões
Só para variar, mais uma vez acertei uma previsão. A PDL 234 não passou. Quando indagado sobre o assunto, Feliciano repetiu exatamente o que eu já havia escrito aqui quando falou que a proposta não seria aprovada por ter que passar ainda por duas comissões ligadas ao PT. Será que o Feliça tem lido o blog ou foi mais uma coincidência? Ele pode nunca ter lido, mas tem uma pessoa ligada a ele que eu sei que já.

Caso real do Andersen
Certa vez um amigo meu me contou uma história. Vamos chamar esse meu amigo de Andersen. Andersen era um jovem suburbano do Rio que tinha uma namorada católica que estava se guardando para o casamento. Andersen não se conformava com o fato de não poder fazer sexo com sua namorada, mas já estava muito emocionalmente envolvido para largá-la. Sempre que podia, Andersen recorria a prostitutas.

Sonho impossível
Assim como qualquer outro homem, Andersen tinha uma natureza poligâmica – o problema era que ele não escondia sua pulsões em momento algum. Andersen sempre confessava a seus amigos que seu maior sonho era ser um “comedor”( uma pessoa que faz sexo casual com várias mulheres atraentes). Para a infelicidade de Andersen, ele era pobre e não era muito bonito, ou seja, suas chances de ser quem almejava não eram nada reais.

Egodistonia e psicologia
Toda essa conjuntuta levou Andersen a ter que recorrer a uma psicóloga. Ela o explicou que ele sofria de uma egodistonia, ou seja, era uma coisa mas não aceitava quem era. A psicóloga o ajudou a amenizar suas pulsões e desejos sexuais. Depois de um ano, Andersen casou com sua namorada.

Homossexualidade egodistônica
Antes de falar de homossexualidade, gostaria de salientar que ela não está ligada ao sexo entre pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade é resumida em homoafetividade( se apaixonar por alguém do mesmo sexo) e o homoerotismo ( sentir atração sexual pelo mesmo sexo). Dito isto, homossexualidade egodistônica é aquela que ocorre quando a pessoa é homossexual mas não se aceita como tal. Esse conflito dentro do ego da pessoa gera angústias que acarretam em vários outros males que afetam a psiquê humana. Durante muito tempo a homossexualidade egodistônica era considerada uma doença, tendo sido retirada dessa condição a décadas atrás.

PDL 234
Como todos sabemos, a ciência ainda não conseguiu explicar o que motiva e qual é a real origem da homossexualidade. Atualmente, há quem credite essa condição a genética, aos nutrientes passados na gestação e a educação na primeira infância. No entanto, a ciência ainda está longe de fechar esse tema. Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, numa decisão sem precedentes em outros países, resolveu cassar o registro de psicólogos que resolvessem tratar a sexualidade homosexual de seus pacientes. Vide abaixo a resolução do CFP:

Resolução do CFP

“Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados. Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4º – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

Cura gay
Como ainda não existe unidade teórica na psicologia que possa sustentar com certeza apodítica o que é a homossexualidade, quais são suas causas, se ela é reversível ou não, essa decisão do CFP foi tida por muitos como arbitrária. O mais interessante da resolução é o art. 4°, que cassa o registro do psicólogo que porventura, até mesmo fora de seu local de ofício, pronunciar-se de forma tida como preconceituosa. Doença, tratamento e reorientação Uma coisa é certa e todos concordam: homossexualidade não é doença. A pergunta que fica é se tudo que é tratável ou reorientável pode ser considerado doença. Bem, rebeldia não é doença mas é tratável, assim como uma enorme variáveis da condição humana.

O que era o PDL 234?
Vejam bem. a PDL susta APENAS O PARAGRAFO UNICO do artigo 3, e o artigo 4 na sua totalidade. Portanto, o primeiro trecho PERMANECE, que é este:

Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados. Em outras palavras, o próprio projeto apelidado de cura gay matinha a proibição da patologização da homossexualidade.

Por que surgiu a PDL 234?
Depois dessa resolução, alguns psicólogos -principalmente cristãos- que tentavam fazer a reorientação da sexualidade. Só a título de curiosidade, o especialista em reversão Irving Bieber alega que conseguiu uma taxa de 27% de sucesso em tratamentos de longo prazo. De qualquer forma, nenhuma técnica até hoje apontou um resultado maior do que esse.

Heteronormatividade Como nossa sociedade é heteronormativa, sempre existirão pessoas querendo, por sua própria vontade, sanar alguma egodistonia. O que a resolução do CFP fincava era que qualquer comportamento sexual pode ser tratado, desde que não seja a homossexualidade. Sendo assim, o direito de escolha do homossexual procurar uma reorientação é ferido, asim como o direito profissional do psicólogo atender um paciente que o procura buscando ajuda.

Mídia manipuladora
Infelizmente, a “cura gay’ foi propagada tão fortemente pela mídia que praticamente virou uma verdade religiosa. O mais curioso é que além de manipular o que viria a ser a lei, a maioria dos veículos nem mostrou os dois lados. Na cabeça das pessoas que não leram a PDL 234 e foram manipuladas pela mídia, a lei iria instituir a homosexualidade como doença, quando é exatamente isso que a lei faz questão de não afirmar. No entanto, esse episódio foi bom porque mostrou a todos a força que o lobby gayzista ( isso mesmo, não gay, gayzista) tem sob a mídia. Se a imprensa aplicar essa mesma desonestidade intelectual em relação a assuntos mais importantes(reforma política), daqui a pouco estaremos procurando uma cura para a manipulação da informação.

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