Queda nas pesquisas

Segundo o Datafolha, desde o início dos protestos, a aprovação de Alckmin. Seu percentual de ruim ou péssimo subiu de 15% para 20%; regular passou de 31% para 40%; bom e ótimo passou de 52% para 38%. A nota média da avaliação de Alckmin em março foi de 6,4; no começo de junho ficou 6,3; e na última pesquisa recuou para 5,7.

Ascenção tucana
O Datafolha  divulgou a avaliação crítica dos paulistas sobre o desempenho do governador diante dos protestos dos últimos dias. No dia 18 de junho, 51% avaliavam o desempenho de Alckmin diante das manifestações como ruim ou péssimo; no dia 21 de junho, o indicador ficou em 39%; e no dia 28 de junho, 33%. Essa mudança deve ter ocorrido após a nacionalização dos protestos e em decorrência da repressão aos manifestantes no início do movimento.

Malddad

A avaliação  Haddad (PT), também caiu, segundo o Datafolha. Em 7 de junho, 34% dos entrevistados fizeram uma avaliação positiva do petista. Agora, na pesquisa realizada nos dias 27 e 28 de junho, esse indicador está em 18%.  Seu percentual de ruim ou péssimo subiu de 21% para 40%; regular passou de 37% para 35%.

Datafolha

Alckmin 40% (antes tinha 52%)

Skaf 19% (antes tinha 16%)

Kassab 6% (antes tinha 9%)

Padilha-PT 4%( antes tinha 3%)

Cenário com Lula

Ainda assim o tucano levaria no primeiro turno, pois seus adversários somados teriam 29% contra 40% dele. Caso Lula fosse o candidato do PT, Alckmin lideraria com 34% contra 22% do petista. Nesse cenário com Lula, haveria segundo turno. O interessante é que, nesse cenário, Alckmin caiu apenas 8 pontos( a menor queda entre todos os cenários), enquanto que Lula caiu 4 pontos.

Síndrome de rejeição

O mais interessante é que, diferente do que ocorreu com Dilma, que teve queda de 45%, a queda de Alckmin foi só de 23%. Outro ponto interessante é que a intenção de voto de um governante costuma acompanhar sua aprovação, o que levaria a intenção de voto do tucano para 38%. Apesar disso, o número que realmente importa para um governante é se seu índice de rejeição está abaixo de 40%, pois com mais do que isso é impossível vencer no segundo turno. Nesse ponto Alckmin pode estar bem, uma vez que sua taxa de rum e péssimo está em 20%. Portanto, é preciso primeiro avaliar se a taxa de rejeição do governador se manteve abaixo dos 40%, do contrário, seu destino será igual ao de Dilma em 2014.

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