Os sete pecados de Marco Feliciano


Recebi um texto interessante do pastor Ciro Sanches Zibordi, que em seu blog, listou os 7 pecados capitais que o parlamentar evangélico cometeu. Trancrevo e comento depois.

 

Os 7 pecados de Feliciano:

1. Foi eleito com “apenas” 212 mil votos.

2. Ele é evangélico; não é gay nem simpatizante do movimento LGBT; e, para piorar, é defensor do modelo tradicional de família — essas características o transformam em um fundamentalista religioso, segundo a grande mídia.

3. Nunca participou do Big Brother Brasil.

4. Declarou-se contrário às propostas defendidas por um certo deputado BBBrasileiro com nome de carro antigo — não me pergunte o nome dele.

5. Aceitou ser indicado e eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados sabendo que não tinha os dois requisitos fundamentais para ocupar esse cargo: apoiar, sem nenhuma restrição, o aborto e os projetos do ativismo gay.

6. Conseguiu cometer um crime “gravíssimo” — que não existe no Brasil —, o de emitir opinião.

7. Foi um dos mais de quatrocentos deputados que votaram contra a PEC 37.

Como todos já devem ter percebido, não possuo nenhum tipo de animosidade contra o deputado/”pastor” Marco Feliciano. Como acho que ele é um boi de piranha e a mídia é uníssona em sua demonização, sinto-me no direito de defendê-lo na falta de outro que o faça. Mas, só para variar, serei do contra.

1. Foi eleito com “apenas” 212 mil votos.

Sim, foi eleito com 212 mil votos de religiosos ligados à instituição da qual ele está ligado. Relembrando o antigo voto de cabresto, Feliciano faz uso do chamado voto de cajado, uma vez que goza de sua popularidade no meio religioso para ser eleito a um cargo político. Se lhe fosse retirado o votos de religiosos de sua igreja, teria tão poucos votos que não se elegeria a síndico de prédio.

2. Ele é evangélico; não é gay nem simpatizante do movimento LGBT; e, para piorar, é defensor do modelo tradicional de família — essas características o transformam em um fundamentalista religioso, segundo a grande mídia.

Como evangélico, Feliciano deveria saber ser minoria e não se surpreender com as críticas advindas desse fato. Todos sabemos que a mídia não é aliada dos evangélicos. É evidente que ele não tem a menor noção do contexto em que está inserido. Existe uma diferença entre não ser simpatizante do movimento LGBT e ser inimigo do movimento LGBT.

Por exemplo, Feliciano já declarou que é contra a união estável entre homossexuais e que defende que haja um referendo para que a maioria da população decida sobre o tema. Isso é um absurdo por vários motivos.

1- Porque é justo que duas pessoas que tenham uma união estável tenham sua união reconhecida pelo governo. 2- Porque um referendo sobre o tema não suplantaria a decisão do STF. 3- Porque direitos individuais não podem ser decididos pela maioria. Imagine que algum louco resolvesse propor um plebiscito para legalizar o aborto, acabar com liberdade de religião e de expressão. Poderia a maioria decidir se alguém tem direito a vida, a liberdade religiosa e a liberdade de expressão? Creio que não.

3- Nunca participou do Big Brother Brasil.

Esse argumento é furado, pois tende apenas a comparar o Feliciano com o Jean Wyllys. É evidente que Wyllys só foi eleito por causa da exposição do BBB, e que a mídia o trata de forma muito favorável. No entanto, Feliciano ganhou notoriedade no campo religioso através de outros “tipos” de reality shows. A primeira vez que ouvi falar dele foi quando fez uma propaganda de consórcio no seu programa religioso. Fora isso, alcançou fama através de vídeos ridículos como o “pastorZangief” e o “pastor Hadouken”. Lamentável.

4. Declarou-se contrário às propostas defendidas por um certo deputado BBBrasileiro com nome de carro antigo — não me pergunte o nome dele.

O BBB em questão é o famigerado Jean Wyllys. O simples fato de discordar do BBB não é algo bom ou ruim. Basta ver que Feliciano assinou a propositura da PEC37 e Wyllys não.

5- Aceitou ser indicado e eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados sabendo que não tinha os dois requisitos fundamentais para ocupar esse cargo: apoiar, sem nenhuma restrição, o aborto e os projetos do ativismo gay.

De fato, os defensores dos direitos humanos no Brasil são verdadeiros defensores dos defeitos humanos. É evidente que a CDHM, no passado, servia antes para fazer seminário de educação sexual na primeira infância e para repassar verba para as causas gays. Fica claro que se entrasse um deputado que acabasse com a mamata, acabaria por causar a fúria daqueles que eram os antigos beneficiados. Porém, Feliciano, por seu currículo religioso e combativo, não tem o perfil necessário para ocupar esse cargo. Suas declarações infelizes do passado (tidas por racistas e homofóbicas) invalidam o nome dele para a sua atual posição.

6. Conseguiu cometer um crime “gravíssimo” — que não existe no Brasil —, o de emitir opinião.

Expressar opinião não é crime, mas expressar opiniões infelizes tem consequências. Por exemplo: Feliciano disse que os africanos foram amaldiçoados por Noé por causa da maldição da qual Canaã foi atingido. Qualquer imbecil que ler o livro do Genesis vai perceber que os africanos não descendem de Canaã, mas de Cuxe e Pute. A maldição de Noé foi a Canaã, não atingindo Cuxe e Pute. Portanto, africanos NÃO FORAM AMALDIÇOADOS POR NOÉ!!! Ao emitir uma opinião religiosa imbecil, Feliciano não está livre de críticas.

21Bebendo do vinho, embriagou-se e achou-se nu dentro da sua tenda. 22Cão, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai, e contou a seus dois irmãos que estavam fora. 23Então tomaram Sem e Jafé uma capa, puseram-na sobre os seus ombros e, andando virados para trás, cobriram a nudez de seu pai; tiveram virados os seus rostos, e não viram a nudez de seu pai. 24Despertando Noé do seu vinho, soube o que seu filho mais moço lhe fizera. 25E disse: Maldito seja Canaã; Servo dos servos será de seus irmãos. 26E acrescentou: Bendito seja Jeová, o Deus de Sem; E seja-lhes Canaã por servo. 27Dilate Deus a Jafé, E habite Jafé nas tendas de Sem; E seja-lhes Canaã por servo.

 

7- Foi um dos mais de quatrocentos deputados que votaram contra a PEC 37.

Sim, votou contra a lei depois de todo o clamor popular, mas antes, havia assinado a proposição da PEC 37. Assinar a propositura de uma lei não significa que ele era a favor del; porém, o simples fato de assinar a propositura de uma lei que é um atentado a democracia já mostra como o deputado não deve ter lido antes de assinar. Sendo assim, Feliciano não está livre de críticas por causa dessa questão.

Conclusão

Feliciano é um gerador de polêmicas que tem servido muito mais como munição para seus inimigos do que para mudar a situação em favor de suas constituências, esteriotipando assim as suas causas religiosas e políticas. Por mais que não tenha animosidade contra ele, desejo que ele saia de evidência o mais rápido possível.

 

 

 

 

 

 

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