Na minha vida pessoal, desde o início dos protestos, muita gente tem me perguntado o que eu acho e qual seria o modelo de reforma política que eu defenderia. Por causa disso eu resolvi fazer esse post, pois sei que sonhar não custa nada. Se pelo menos um dos pontos abaixo sair do papel, lágrimas rolaram do meu rosto.

Atualmente a esquerda tem usado temas sociais (aborto, casamento gay, legalização da drogas, etc) para distrair a opinião pública enquanto ninguém fala dos privilégios dos quais os parlamentares gozam. Vocês sabem que eu sou – e sem orgulho – um conservador segundo o espectro político brasileiro, mas devemos deixar esses assuntos para depois. Agora é o momento de fazer uma revolução no nosso país, onde os únicos inimigos são os políticos corruptos.

10 propostas que poderiam melhorar a nossa democracia.

1- Fim do voto obrigatório
Democracia de verdade é democracia onde o povo se faz ouvido, e onde ele pode se abster de fazê-lo. O voto obrigatório traria para política aqueles que realmente querem participar dela, e iria deixar de implicar punições aqueles que, por motivos ideológicos ou religiosos, não queiram ser representados.

2- Voto distrital
Isso é tudo que o PT não quer. Se o voto distrital fosse criado, o eleitor escolheria seu representante por distrito e o candidato não precisaria fazer campanha em todo o estado para ser eleito – diminuiria o preço das campanhas. Com o passar do tempo, até o número de partidos ia diminuir, extinguindo-se assim os partidos de aluguel. O povo seria motivado a participar das prévias e escolher seu candidato desde cedo.

3- Voto de confiança
Esse é o item mais utópico e impossível dessa lista. Políticos jamais permitiriam que ele fosse instalado – ainda mais estes que estão ai. Todo parlamentar teria que passar todo o ano pelo voto de confiança de seu distrito, onde a população iria avaliar se ele poderia ou não continuar no cargo até o próximo ano. Se mais da metade votasse contra, o político cairia no ostracismo e ficaria um período sem poder concorrer a eleições. Além do mais, o partido do político derrubado não poderia participar das eleições especiais que seriam feitas nos próximos dias para ocupar a sua vaga. Esse mecanismo ia ser bom porque permitiria o eleitor tirar o representante que tiver um desempenho legislativo fraco, for pêgo em corrupção, ou pior, votar contra o interesse de seu distrito. Os partidos seriam obrigados a escolher melhor seus candidatos para não correrem o risco de ficarem de fora do jogo político.

4- Fim da reeleição
A reeleição é um absurdo instituído pelo FHC. Por causa dela, os anos eleitorais são inúteis no Congresso, pois os deputados ficam o ano todo em campanha, mesmo sendo pagos pelos nossos impostos. A reeleição permite que o governante pago deixe seu posto para fazer política. Isso é um absurdo. Além do mais, o deputado no poder terá muito mais condições de roubar para financiar sua campanha de reeleição. Ademais, a reeleição acabaria com a hegemonia de figurões mafiosos da política e traria sangue novo a cada 4 anos. A renovação traria consigo maior probabilidade de trazer representantes que saibam que estão contribuindo a um mandato temporário. Isso acabaria com os políticos profissionais: limitar a um mandato o carga a um posto.

5- Parlamentarismo
Esse ponto é polêmico. No parlamentarismo, os partidos se unem para compor o governo de acordo com as suas agendas, bem diferente do fisiologismo corrupto que vigora atualmente. Haverá corrupção, mas esse será o fim dos ministérios de aluguel que são tão usados atualmente. Não é do interesse dos partidos que estão ai que haja esse sistema, pois acabaria com boa parte do jogo de interesses que os beneficia. Ademais, derrubar um primeiro-ministro é muito mais fácil do que derrubar um presidente. O governante estaria a todo momento com a cabeça em jogo e em busca de aprovação.

6- Fim do foro privilegiado

Acabar com o foro privilegiado para políticos. A farra acabaria. Se o candidato fosse comprovadamente culpado, seu partido não poderia participar da eleição especial feita para ocupar sua vaga no distrito. Isso faria com que o próprio partido policiasse mais os seus próprios candidatos

7- Limite ao financiamento privado de campanha

O financiamento público ia distribuir nosso dinheiro aos políticos, que não deixariam de receber por fora unzinho da iniciativa privada. O correto é limitar o valor gasto nas eleições para que todos os partidos possam disputar em condições mais igualitárias; do contrário, o que vigoraria seria a plutocracia.

8- Fim do fundo partidário

Dinheiro do povo não deve cair no bolso de partido. Se eles quiserem, que peçam dinheiro aos seus membros ou a seus simpatizantes. Isso é uma forma escancarada de roubar o povo.

9- Fim da propaganda eleitoral gratuita

A propaganda eleitoral não é gratuita, pois o Estado paga bilhões dos nossos impostos para veicular a propaganda eleitoral na Globo, demais tvs, rádios e etc. Essa dinheirama gasta em propaganda é exatamente o que falta na saúde e na educação. Se um partido quisesse veicular alguma propaganda, que pague com o dinheiro deles. Essa medida e todas as outras fariam das eleições mais baratas e diminuiriam a demanda dos nossos corruptos por dinheiro para financiamento de campanha.

10- Fim de todos os privilégios da nobreza

Transformar o político no que ele sempre deveria ser: empregado do povo. Ele ganharia um salário mínimo, seria obrigado a usar tranporte, saúde e educação pública. Isso não é populismo, é apenas forçá-los a viverem na realidade da maior parcela da população. Aqueles que não quiserem , que não queiram servir ao seu país por 4 anos. Além disso, fim das verbas de gabinete e dos auxílios para vestimenta, gasto com gasolina, etc. Fim de tudo. O político passaria  a morar num apartamento sem empregada e não contaria com ajuda para viajar nos finais de semana. Além disso, diferente de hoje, seria obrigado a trabalhar de segunda de manhã até a tarde de sexta, como todos os trabalhadores.

Dificilmente o povo vai querer lutar por qualquer um desses 10 pontos, pois todos eles prejudicam o partido que está no poder no poder e a nossa mídia manipuladora. No entanto, um deputado honesto hoje nos custa mais de 3 milhões de reais para não fazer nada. Dar-lhe um salário mínimo é um bom negócio, pois dificilmente ele em um ano conseguiria roubar esse valor sem ser descoberto. Essas medidas são lúdicas, mas na minha opinião, são as únicas formas reais de mudança. O resto é desculpa.

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