10 propostas de reforma política que melhorariam o Brasil (tudo o que o PT não quer)


Na minha vida pessoal, desde o início dos protestos, muita gente tem me perguntado o que eu acho e qual seria o modelo de reforma política que eu defenderia. Por causa disso eu resolvi fazer esse post, pois sei que sonhar não custa nada. Se pelo menos um dos pontos abaixo sair do papel, lágrimas rolaram do meu rosto.

Atualmente a esquerda tem usado temas sociais (aborto, casamento gay, legalização da drogas, etc) para distrair a opinião pública enquanto ninguém fala dos privilégios dos quais os parlamentares gozam. Vocês sabem que eu sou – e sem orgulho – um conservador segundo o espectro político brasileiro, mas devemos deixar esses assuntos para depois. Agora é o momento de fazer uma revolução no nosso país, onde os únicos inimigos são os políticos corruptos.

10 propostas que poderiam melhorar a nossa democracia.

1- Fim do voto obrigatório
Democracia de verdade é democracia onde o povo se faz ouvido, e onde ele pode se abster de fazê-lo. O voto obrigatório traria para política aqueles que realmente querem participar dela, e iria deixar de implicar punições aqueles que, por motivos ideológicos ou religiosos, não queiram ser representados.

2- Voto distrital
Isso é tudo que o PT não quer. Se o voto distrital fosse criado, o eleitor escolheria seu representante por distrito e o candidato não precisaria fazer campanha em todo o estado para ser eleito – diminuiria o preço das campanhas. Com o passar do tempo, até o número de partidos ia diminuir, extinguindo-se assim os partidos de aluguel. O povo seria motivado a participar das prévias e escolher seu candidato desde cedo.

3- Voto de confiança
Esse é o item mais utópico e impossível dessa lista. Políticos jamais permitiriam que ele fosse instalado – ainda mais estes que estão ai. Todo parlamentar teria que passar todo o ano pelo voto de confiança de seu distrito, onde a população iria avaliar se ele poderia ou não continuar no cargo até o próximo ano. Se mais da metade votasse contra, o político cairia no ostracismo e ficaria um período sem poder concorrer a eleições. Além do mais, o partido do político derrubado não poderia participar das eleições especiais que seriam feitas nos próximos dias para ocupar a sua vaga. Esse mecanismo ia ser bom porque permitiria o eleitor tirar o representante que tiver um desempenho legislativo fraco, for pêgo em corrupção, ou pior, votar contra o interesse de seu distrito. Os partidos seriam obrigados a escolher melhor seus candidatos para não correrem o risco de ficarem de fora do jogo político.

4- Fim da reeleição
A reeleição é um absurdo instituído pelo FHC. Por causa dela, os anos eleitorais são inúteis no Congresso, pois os deputados ficam o ano todo em campanha, mesmo sendo pagos pelos nossos impostos. A reeleição permite que o governante pago deixe seu posto para fazer política. Isso é um absurdo. Além do mais, o deputado no poder terá muito mais condições de roubar para financiar sua campanha de reeleição. Ademais, a reeleição acabaria com a hegemonia de figurões mafiosos da política e traria sangue novo a cada 4 anos. A renovação traria consigo maior probabilidade de trazer representantes que saibam que estão contribuindo a um mandato temporário. Isso acabaria com os políticos profissionais: limitar a um mandato o carga a um posto.

5- Parlamentarismo
Esse ponto é polêmico. No parlamentarismo, os partidos se unem para compor o governo de acordo com as suas agendas, bem diferente do fisiologismo corrupto que vigora atualmente. Haverá corrupção, mas esse será o fim dos ministérios de aluguel que são tão usados atualmente. Não é do interesse dos partidos que estão ai que haja esse sistema, pois acabaria com boa parte do jogo de interesses que os beneficia. Ademais, derrubar um primeiro-ministro é muito mais fácil do que derrubar um presidente. O governante estaria a todo momento com a cabeça em jogo e em busca de aprovação.

6- Fim do foro privilegiado

Acabar com o foro privilegiado para políticos. A farra acabaria. Se o candidato fosse comprovadamente culpado, seu partido não poderia participar da eleição especial feita para ocupar sua vaga no distrito. Isso faria com que o próprio partido policiasse mais os seus próprios candidatos

7- Limite ao financiamento privado de campanha

O financiamento público ia distribuir nosso dinheiro aos políticos, que não deixariam de receber por fora unzinho da iniciativa privada. O correto é limitar o valor gasto nas eleições para que todos os partidos possam disputar em condições mais igualitárias; do contrário, o que vigoraria seria a plutocracia.

8- Fim do fundo partidário

Dinheiro do povo não deve cair no bolso de partido. Se eles quiserem, que peçam dinheiro aos seus membros ou a seus simpatizantes. Isso é uma forma escancarada de roubar o povo.

9- Fim da propaganda eleitoral gratuita

A propaganda eleitoral não é gratuita, pois o Estado paga bilhões dos nossos impostos para veicular a propaganda eleitoral na Globo, demais tvs, rádios e etc. Essa dinheirama gasta em propaganda é exatamente o que falta na saúde e na educação. Se um partido quisesse veicular alguma propaganda, que pague com o dinheiro deles. Essa medida e todas as outras fariam das eleições mais baratas e diminuiriam a demanda dos nossos corruptos por dinheiro para financiamento de campanha.

10- Fim de todos os privilégios da nobreza

Transformar o político no que ele sempre deveria ser: empregado do povo. Ele ganharia um salário mínimo, seria obrigado a usar tranporte, saúde e educação pública. Isso não é populismo, é apenas forçá-los a viverem na realidade da maior parcela da população. Aqueles que não quiserem , que não queiram servir ao seu país por 4 anos. Além disso, fim das verbas de gabinete e dos auxílios para vestimenta, gasto com gasolina, etc. Fim de tudo. O político passaria  a morar num apartamento sem empregada e não contaria com ajuda para viajar nos finais de semana. Além disso, diferente de hoje, seria obrigado a trabalhar de segunda de manhã até a tarde de sexta, como todos os trabalhadores.

Dificilmente o povo vai querer lutar por qualquer um desses 10 pontos, pois todos eles prejudicam o partido que está no poder no poder e a nossa mídia manipuladora. No entanto, um deputado honesto hoje nos custa mais de 3 milhões de reais para não fazer nada. Dar-lhe um salário mínimo é um bom negócio, pois dificilmente ele em um ano conseguiria roubar esse valor sem ser descoberto. Essas medidas são lúdicas, mas na minha opinião, são as únicas formas reais de mudança. O resto é desculpa.

19 comentários

  1. Eu sou super a favor de tudo ai porem acho q o 10 n pega aqui pois o povo n daria moral pra alguem “pobre” mas se o salario deles fosse 4-5 minimos já tava bom(sim minimos pra ser vinculado com o minimo) e tmb coloaria mais um coisa ai:

    Responsabilidade partidaria:O partido seria multado por qualquer coisa q o canditado eleito por ele vier a fazer, e no caso de desvio,corrupçao etc ele teria q pagar por isso tmb.Assim os partidos pensaria 2x antes de ajudar a eleger esse ladrões.

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    • Excelente contribuição! Não sei se nessas condições o partido poderia ser responsável pelos atos de seus membros, uma vez que o fundo partidário seria extinto, não haveria recursos para eles pagarem pelos atos de seus representantes, mas caso haja essa realidade, seria ótimo.

      Outra proposta boa seria a PEC 280, proposta por Clodovil Hernandes, que diminui de 583 para 250 o número de deputados. O nosso gasto com os bandidos engravatados seria reduzido na metade.

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  2. Olha uma coisa esquisita : a Dilma queria contratar, antes mesmo dos protestos, médicos cubanos . Ai aconteceram os protestos e ela atendeu a reivindicação dos protestantes quanto a saúde trazendo os tais médicos . É algo no mínimo estranho
    isso .

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    • Não é estranho,é maucaratismo mesmo da presidANTA. Esses médicos cubano não tem o mesmo preparo que os brasileiros. Por que ela não traz médicos portugueses, espanhóis e gregos, que estão desempregados na Europa? Porque os médicos cubano repassaram verba por regime cubano.

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      • Mas o que eu acho estranho é que as manifestações pedindo melhorias na saúde surgiram no exato momento em que a Dilma iria trazer os tais médicos . Será que parte ou talvez toda essa manifestação não seja tramada pelo próprio governo ?

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      • Não creio nisso. Para mim é uma coincidência a Dilma usar os protestos como pretexto. Esses cubanos iam para o interior do Brasil, logo, como os protestos são nas cidades grandes, eles nada mudariam. O que mudaria são os mais 146 milhões que cada parlamentar gasta indiretamente a nação. Como são 538, já sabemos aonde o dinheiro da saúde está.

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      • Talvez você esteja certo , mas é melhor ficarmos ligados ! Se os médicos forem pra as cidades grandes , talvez tenhamos sido enganados mais uma vez pelo governo !

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      • Tem gente que suspeita que esses médicos são espiões cubanos, mas eu não creio que são. Se vierem, poderão vir para a cidade depois de ficar um tempo no interior. Esses bandidos são tão canalhas que tentam manipular o povo até quando estão com a corda no pescoço.

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  3. E eu já havia te falado sobre a possibilidade desse ser uma tentativa de derrubar a Dilma nas pesquisas para por o Lalau , quer dizer Lula no governo novamente . E como o nosso sistema eleitoral é falho , haveria brechas pra esse criminoso retornar ao poder . Tem até um vídeo sobre o tema das falhas nas eleições :

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    • Naruto, sou realista. Acho improvável isso ocorrer. Mais vindo do partido mais sujo e rasteiro da história do Brasil, devemos esperar qualquer coisa. Minha fé no PT acabou no primeiro dia do governo Lula, quando o PT optou por não investigar os crimes ocorridos nas privatizações. Isso denotou duas coisas: 1- Eles sabiam que não tinha crime nenhum (pouco provável). 2- Sabiam que havia crimes, mas prefiriram não investigar para não serem investigados pelos tucanos no futuro(mais provável).

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  4. Acid Black Nerd, sou completamente contra muitas das posições que tu sustentas neste site. Sou a favor do aborto, das cotas raciais, do casamento gay e tenho sérias criticas às religiões (sou agnóstico, pendendo muito mais para o ateísmo do que para qualquer outra coisa). TODAVIA, adorei o teu site, principalmente a seção 10 motivos, pela qualidade dos argumentos levantados.

    Mas, indo ao que interessa, escrevi a fim de dar um viva diferença de ideias honesta e de boa-fé, um viva à democracia. Porque o que depreendi da leitura deste texto acerca da reforma política é que és um verdadeiro democrata. É muito legal perceber que, mesmo com ideias tão díspares quanto as nossas, nós concordamos em pontos de tanta importância para o futuro de nosso país. As sugestões que apresentaste aqui deveriam virar lei!

    Infelizmente, o que temos em nosso país não passa de um arremedo de democracia. Aqui, o que determina o vencedor de uma eleição, na esmagadora maioria das vezes, é (1) o poder econômico do candidato (ou de quem está por detrás dele), (2) o fato de ele ter a possibilidade de usar a máquina pública a seu favor e (3) a circunstância de ele ter ou não o apoio da grande mídia.

    Não deveria ser assim. Cada candidato deveria ter as mesmas chances de se eleger que qualquer outro, diferenciando-se apenas pelas ideias e projetos de cada um.

    As tuas propostas, tenho certeza absoluta disso, tornariam as disputas pelo poder muito mais justas e benfazejas para a sociedade.

    Eu, porém, acrescentaria só mais duas, a fim de combater o poder da grande mídia:

    1) O tempo na televisão e nos demais meios de comunicação, durante o horário político eleitoral, deveria ser distribuído de forma rigorosamente igualitária entre os partidos, para que todos os candidatos/partidos pudessem expor adequadamente as suas ideias e projetos;

    2) o candidato/político que se sentisse denegrido por algum meio de comunicação (uma Rede Globo, por exemplo) precisaria ter o direito de resposta concedido por um procedimento muito mais célere do que uma demanda judicial. Esse direito não deveria se restringir ao período das campanhas eleitorais, mas ser permanente. Ele é importante para que a mídia não favoreça os candidatos dela própria, a mídia.

    Parabéns pelas ideias! Continue escrevendo!

    Abração!

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    • Caro Pedro. Obrigado pelo comentário, não creio que esse seja o momento de discutir assuntos sectários. Os políticos e a mídia vivem desviando o foco para assuntos divisivos para desviar o foco de assuntos que são mais importantes para a democracia. Prova disso é o espaço que deputados baixo-clero com Jean Wyllys,Bolsonaro e Feliciano possuem na imprensa.Jamais passaram uma só lei.

      1- Quanto ao aborto, é a maior das injustiças. Fica até difícil falar desse assunto num país onde a grandimídia só fala a favor dele. Permitir para outros aquilo que você não quer para você chama-se hipocrisia. Para mim,um defensor do aborto deveria experimentar em si os procedimentos abortivos para sentir pelo que passa o feto. Só assim teriam alguma moral para decidir sobre a vida de outrem.

      2- Sou favorável a cotas,mas contra cotas raciais. Quanto a esse assunto, a grandimídia é ainda mais parcial, pois ninguém quer ser acusado de racismo. Creio que o Estado não deve conceder benefícios a ninguém baseado na cor da pele, mas de acordo com a condição social. Ao separar pessoas pela sua cor, é o Estado que está sendo racista.

      3-Quanto ao casamento gay, é um tema extremamente complexo do qual eu não finco meu pé contra ou a favor(depende do que é considerado casamento: se é apenas um contrato, sou a favor; se não é, sou contra). Creio que gays podem ter seus direitos legítimos de estabilidade concedidos, e podem até chamar de casamento.Ok. O problema é dar benefícios totalmente iguais a união estável, casamento gay e casamento tradicional. Fazendo isso,o Estado está desmerecendo o casamento tradicional,pois o iguala a instituições diferentes. Não sei se você já percebeu, mas as pessoas não ganham nada ao se casar, a não ser obrigações. O Estado está perseguindo a família, é por isso que hoje mais de 50% das pessoas nasce fora da família tradicional (pai e mãe casados).

      4- Quanto as religiões, você deve ter percebido que também a textos aqui criticando o dízimo, a marcha pra jesus, a teologia da prosperidade,a lei da blasfêmia, etc. Críticas “às religiões” eu não tenho porque não generalizo, mas todos podemos criticar aquilo que é ruim nelas. Apesar de ser cristão(não-praticante), esse blog não empurra minha visão de fé a ninguém.

      5- Caro Fernando, a Globo recebe anualmente do governo meio bilhão por causa da “propaganda eleitoral gratuita” e das “propagandas das estatais”. Sendo assim, a mídia não é confiável, pois está no bolso do governo. Os pontos que você levantou são de mais fácil aplicação dos que o que defendo. Meu ceticismo me diz que dificilmente veremos algo descrito nesse post no futuro.

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  5. É difícil, mesmo, ver algo descrito neste post ser aplicado no futuro, porque do sistema atual depende o poder de vários dos nossos atuais prefeitos, governadores, presidente e parlamentares. Mas sonhar e divulgar as ideias é extremamente desejável; talvez um dia, o povo acorde para estas questões primeiras de qualquer nação que se deseje democrática, não deixando outra alternativa aos políticos exceto efetivar as medidas necessárias de uma vez.

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  6. Eu concordo com tudo que vc disse exceto com o voto distrital. Implementar o voto distrital iria significar que o voto de uns valeria que o voto de outros.

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  7. Bom topico, compartilhando….
    E na minha opinião eu deixaria pro primeiro ministro se eleger com eleição. Porque o primeiro ministro sendo colocado pelo deputados pode ser que o ministro perceba casos de corrupçao, mas porque o deputado o escolheu ele decida nao dissolver o parlamento.

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