Segundo o blog do Garotinho e uma reportagem do Globo, o instituto Vox Populi, contratado pelo PT, teria feito uma pesquisa essa semana para avaliar quais seriam as intenções de voto no Rio de Janeiro. A surpresa da pesquisa é que o ex-governador Garotinho – sim, ele mesmo – lidera em todos os cenários e em todas as regiões do Rio – vejam só, até na capital.

Vox Populi de março de 2013

Lindbergh 28%
Garotinho 21%
Pezão 10%
Cesar Maia 10%
Crivella 12%
Candidato tucano 5%

Vox Populi de Junho

1ª lista

Garotinho 28 (+7%)
Lindbergh 18 (-10%)
Crivella 12
Pezão 9 (-1%)
Cesar Maia 7  (-3%)
Chico Alencar 4
Miro Teixeira 1
Brancos / Nulos / Nenhum 10
Não sabe / Não opinou 11

2ª lista

Garotinho – 32
Lindbergh – 23
Pezão – 11
Cesar Maia – 7
Brancos / Nulos / Nenhum – 14
Não sabe / Não opinou – 13

3ª lista

Garotinho – 32
Lindbergh – 20
Pezão – 12
Brancos / Nulos / Nenhum – 20
Não sabe / Não opinou – 16

Considerações

1- Essas pesquisas mostram o real enfraquecimento da dobradinha PT-PMDB no Rio, que, apesar de dominarem as principais cidades do estado, não conseguem chegar perto de um candidato que até pouco tempo estava em pleno ostracismo. Em realação a pesquisa anterior, estranhamente, o único a ganhar terreno foi o Garotinho.

2- Enquanto o PMDB e o PT brigam para ver se o senador Lindbergh vai ou não se candidatar, Garotinho começa na frente com um cavalo comprado em Assunción. Garotinho, de acordo com a última pesquisa, está empatado com Lindbergh na Baixada e vence todos no interior. Fica difícil imaginar que Garotinho continuará na frente depois que a máquina estadual do PMDB e a federal do PT entrarem em ação na eleição.

3- Os protestos evidentemente não favorecem nem o PT, nem o PMDB e muito menos o PR. Vale ressaltar que se ninguém desses três sai beneficiado, melhor para quem está na frente. Dos três, o que mais deve perder capital político é o PMDB, devido ao desgaste da gestão municipal e estadual do PMDB.

4- Como podemos observar, a inserção do nome de Crivella retiraria um eleitorado evangélico de Garotinho (cerca de 4%). No entanto, a inserção de Crivella retiraria um eleitorado ainda maior de Lindbergh (5%). Já a inserção de César Maia apenas faz com que Pezão perca um ponto, possivelmente na capital.

5- Em relação aos protestos, a única mudança possível é o crescimento de algum candidato higiênico (Rede, PV ou PSol), incapaz de chegar num segundo turno. No caso, esse candidato poderia ser o Chico Alencar.

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