Parte 2: 10 motivos para ser contra da legalização da prostituição


1- Cafetões

A legalização é um presente para os cafetões, traficantes de mulheres e a indústria sexual. Com a legalização, uma profissão tão degradante e tão perigosa (por causa das DST´s) passa a ter os mesmos direitos de qualquer outra profissão. Dignificar a prostituição como trabalho, não significa dignificar as mulheres mas simplesmente “dignificar” ou facilitar a vida da indústria sexual. Portanto, a exploração do corpo alheio passaria a ser um meio lucrativo e legítimo de viver.

2 – Tráfico sexual

A descriminação da indústria do sexo é uma das raízes do tráfico sexual. Um dos argumentos usados para legalização na Holanda foi  iria ajudar a acabar com a exploração das imigrantes traficadas. Um levantamento atesta que 80% das mulheres dos bordéis na Holanda são traficadas de outros países. Já em 1994, a IOM declarava que, na Holanda,  70% das mulheres traficadas eram oriundas do Leste Europeu. Da mesma forma que a proibição não coibe uma prática, a legalização também não tem esse fim. O que a legalização faz é aumentar – mesmo que pouco – a procura pela atividade legalizada.

 3- Expansão

O exemplo da Holanda mostra que a legalização é incapaz de controlar uma atividade. Nesse país, a indústria do sexo representa 5% de sua economia (Daley,20001:4) . Durante a última década, quando a ação dos cafetões se tornou legal  , a indústria do sexo se expandiu em 25% (Daley,2001:4). Na Austrália, onde cassinos e prostituição foram legalizados, não só houve aumento no número de cassinos e viciados em jogo, mas também aumentou o número de casas de tolerância.

4- Prostituição de rua

Supostamente a legalização tiraria as mulheres da rua. Porém, assim como a legalização das drogas e do aborto, a legalização da prostituição não acaba com nenhum tipo de demanda, continuando por existir prostitutas nas ruas mesmo com a legalização. Motivo?  Muitas mulheres não querem se registrar ou se submeter aos exames de saúde, como é exigido por lei em alguns países onde a prostituição é regularizada. O que acontece então, é que a legalização as impele para as ruas. Muitas mulheres optam por se prostituir nas ruas para escapar do controle e exploração dos novos ”empresários do sexo”.

5- Anonimato

Na Holanda, a descriminalização da indústria do sexo não apagou o estigma da prostituição mas, pelo contrário, deixaram mais vulneráveis ao abuso porque devem ser registradas,  perdendo assim, o anonimato. Por conta disso, a maioria das mulheres prefere trabalhar ilegalmente e “debaixo dos panos”.( Daley,2001:A1)

6- Crime

Na Holanda, achavama que a legalização acabaria com os crimes e mazelas provenientes da prostituição. Estavam errados. O crescimento real da prostituição da Austrália desde a legalização, aconteceu nos setores ilegais. Desde que foi estabelecida a legalização em Vitória, o número de bordéis triplicou e aumentou de tamanho, sendo que a vasta maioria deles funciona sem licença apesar de fazerem propaganda ,operando impunemente. (Sullivan and Jeffreys,2001). O número de bordéis em Sidney cresceu exponencialmente de 400 para 500.

Como a profissão se torna muito regulamentada, muitas mulheres optam por continuar na clandestinidade para poder suprir a demanda que já existia pelo sexo de rua. Além do mais, muitas delas, prostitutas de luxo, não veem vantagem em receber benefícios governamentais e pagarem impostos.

7- Corrupção

Hoje, as forças policiais são corrompidas para fazer vista perante os prostíbulos. Com a legalização, os policiais corruptos não irão se converterem a honestos. O que vai acontecer é que eles apenas irão passar a cobrar para fazer vista grossa perante as irregularidades que futuramente acontecerão nos prostíbulos.

A vasta maioria dos prostíbulos na Austrália não tem licença para funcionar O controle da prostituição ilegal saiu das mãos da polícia, afim de fugir da corrupção policial endêmica, e foi colocada nas mãos dos conselhos locais e legisladores. O conselho não tem nem o dinheiro, nem o pessoal necessário para investigar os bordéis, para que os operadores ilegais possam ser condenados.

8- Prostituição infantil

Na Holanda, achavam que a legalização iria acabar com a prostituição de crianças. Na realidade, a prostituição infantil aumentou de forma dramática. Isso aconteceu porque a legalização não acabou com a procura de sexo por parte de pedófilos. O número de crianças exploradas sexualmente subiu de 4 mil crianças em1995 para 15 mil. (Tiggeloven 2001).

Na Austrália, a legalização da prostituição no estado de Vitória fez aumentar a prostituição infantil não somente em Vitória como nos estados vizinhos onde ela continua proibida.

9-Proteger as mulheres prostituídas

 A Coalizão Internacional contra o Tráfico de Mulheres,  liderou dois grandes estudos sobre tráfico de mulheres e prostituição, entrevistando mais de 200 vítimas da exploração sexual e comercial. Resultado: ”Se eles protegem alguém, esse “alguém” são os clientes”.

Como aumentou a demanda por prostitutas, aumentou o número de mulheres de outros países que vieram se prostituir. Logo, aumentou em parte o número de mulheres exploradas sexualmente. Como houve a legalização, aumentou o turismo sexual. Portanto, o negócio se tornou tão lucrativo que passou a ser vantajoso trazer mulheres do Leste Europeu.

Muitas dessas prostitutas estrangeiras são agredidas e estupradas por seus cafetões e se submetem a condições de moradia horrorosas.O estudo mostrou que mesmo as câmeras ocultas das casas de prostituição são usadas para proteção do estabelecimento, porém  é de secundária importância na proteção de eventuais abusos às mulheres.

7-A legalização aumenta a procura pela prostituição

Se hoje mulheres já sofrem assédio e são estupradas, imagine se houvesse uma aceitação social em relação a prostituição. Todo o homem poderia se achar no direito de fazer propostas indevidas a uma mulher, ferindo a honra desta.  

Com a legalização, muitos homens que não recorreriam a uma prostituta por receio social, agora o fazem  pois esta se tornou uma prática aceitável socialmente. Quando as barreiras legais desaparecem, também desaparecem as barreiras éticas que impedem a mulher de ser tratada como uma mercadoria sexual. Tanto é que os homens passam a se deparar com anúncios de casa de prostituição a todo o momento.

8- Degradação

Ao facilitar o acesso de homens a qualquer tipo de sexo, o Estado acaba promovendo o adultério. Imagine um homem casado com uma mulher que se negue a fazer com ele prática exótica. Esses homens iriam ter mais facilidade de achar na rua o que não acham em casa. Como é oferecido aos homens  um excesso de serviços sexuais , as mulheres têm de competir entre si, oferecendo sexo anal, sexo sem preservativos, práticas sado-masoquistas e atender outras exigências feitas pelos clientes. Um vez que a prostituição seja legalizada, todas as barreias são eliminadas.

9- Gravidez

Até o respeito em relação a vida é quebrado com a legalização. A capacidade reprodutiva das mulheres também se torna um produto passível de venda. Todo um novo grupo de clientes encontra prazer sexual na gravidez da mulher e exigem serem amamentados no peito em seus intercursos sexuais. O fetiche de fazer sexo com grávidas, assim como outras bizarrices, pode acabar decorrendo em males para a saúde da mulher, e pior, pode acarretar num aborto.(Sullivan and Jeffreys,2001)

Como todos sabemos, o aborto, além de matar um ser humano, causa males reais a vida da mulher. Com o aumento da procura pela prostituição, mais mulheres eventualmente estarão expostas a ter que recorrer a um aborto.

10-A legalização da prostituição não promove a saúde das mulheres

Ao legalizar essa prática degradante, o sistema de prostituição legalizada exige exames e certificados de saúde somente para as mulheres e não para seus clientes. Logo, um portador do HIV pode fazer sexo com centenas de mulheres, assim contaminando algumas delas devido a taxa de efetividade da camisinha. Portanto, a legalização pode acarretar numa aumento das DST´s.

Em um estudo da CATW, prostitutas dos EUA afirmaram o seguinte: 47% dos clientes esperam sexo sem proteção; 73% afirmaram que os homens oferecem mais para o sexo desprotegido; 45% das mulheres atestaram que foram agredidas e abusadas por insistirem no uso do preservativo. Algumas mulheres disseram que certos estabelecimentos têm regras sobre o uso obrigatório do preservativo por parte dos clientes, mas que mesmo assim, os homens tentam fazer sexo sem o seu uso. Uma mulher declarou:- “É regra usar camisinha na sauna, mas pode-se negociar o seu uso. A maioria dos rapazes querem trepar sem camisinha”…(Raymond and Hughes,2001).

Fonte:

CATW

(Tiggeloven 2001)

Raymond and Hughes,2001

Sullivan and Jeffreys,2001

http://www.emrevista.net/2013/04/legalizacao-prostituicao-jean-wyllys.html

4 comentários

  1. Sou completamente favorável a legalização da prostituição , inclusive com benefícios como aposentadoria e décimo terceiro para os (as) profissionais . legalize a prostituição e legalize o consumo de maconha …

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