Gays X Evangélicos: A quem interessa esse confronto?


Um por todos

Toda a sociedade democrática é formada por vários grupos, que mesmo sendo diferentes, caminham para o progresso da coletividade. Um rico não tem interesse de oprimir gratuitamente os pobres, pois sem pobres não haverá quem consuma seus produtos. Já um pobre não tem interesse em atacar arbitrariamente os ricos, pois, como vimos no comunismo, é necessário um capital privado para investir no país e criar emprego para os pobres. Esse foi só um exemplo imbecil de que o conflito de classes numa sociedade apenas prejudica a sociedade como um todo.

Todos por ninguém

Algo que foi notório na Alemanha Nazista foi que ela teria muito mais chances de vencer a Guerra se tivesse contado com a ajuda de sua brilhante população judaica. No entanto, Hitler preferiu destinar recursos preciosos no final da Guerra para exterminar os judeus nos campos de concentração. Por que um líder colocaria tudo a perder apenas para aniquilar determinado grupo? Essa é a questão que importa.

Desumanizando o inimigo

O nazismo foi evento histórico que ensinou a todos que a desumanização da figura de determinado grupo é o início para o genocídio. Quando você desumaniza, inferioriza e coloca todas as culpas em determinado grupo, fica bem mais justificável a perseguição aos seus membros. Outra tática nazista é a tática do medo.

Crentes incrédulos e homens desumanos

O que dá para observar claramente é que existem dois perigosíssimos discursos “nazistas” ganhando eco na sociedade brasileira. Vou pontuar os dois.

1-Gayzismo

1- Crie um inimigo (cristãos evangélicos e católicos contrários ao casamento gay, chamados de fundamentalistas).

2- Culpe-os pelo problema ( cristãos já estão sendo culpados pelos assassinatos de gays, mesmo sem provas).

3- Invente um futuro caótico causado pelo inimigo ( um regime taliban evangélico onde a bebida será proibida e a laicidade do Estado banida).

4- Denuncie no inimigo aquilo que você faz (agrida verbalmente os cristãos e quando eles revidarem, acuse-os de homofobia).

5- Por último, faça contraponto ao inimigo e se apresente como solução ( vote nos politicos ligados à agenda progressista para barrar o evidente avanço do fundamentalismo).

6- No poder, combata o inimigo( mitigue a liberdade de opinião e de crença dos religiosos para que seja crime/heresia criticar a homossexualidade).

2-Fundamentalismo religioso

1- Crie um inimigo (os gays e progressistas que querem perseguir a religião e ensinar homossexualidade para nossas crianças).

2- Culpe-os pelo problema ( diga que a decadência moral é culpa dos gays, e que todos os nossos problemas são indiretamente ligados a eles).

3- Invente um futuro caótico causado pelo inimigo ( um regime gayzista onde crianças já aprenderam desde cedo a serem gays e religiosos serão oprimidos).

4- Denuncie no inimigo aquilo que você faz (diga que os gays são do diabo e quando eles rebaterem, acuse-os de perseguição religiosa).

5- Por último, faça contraponto ao inimigo e se apresente como solução ( vote nos políticos/pastores para  barrar o evidente avanço do gayzismo).

6- No poder, combata o inimigo ( retire direitos dos gays e aprove leis acabando totalmente com a laicidade do Estado).

Laudo

É óbvio, existem radicais de ambos os lados. No entanto, o discurso do “fundamentalismo religioso”, mesmo sem respaldo na realidade, engana muito mais gente do que o discurso do “gayzismo”. O motivo para tal coisa é o avanço da população evangélica e a evidente perpetuação dos gays como uma minoria.

Bois de Piranha

Qualquer pessoa sensata pode presumir com absoluta certeza que ambos esses discursos são uma DISTRAÇÃO! Enquanto todos olham para essas polêmicas, os poderosos que estão no controle do país podem tentar avançar leis que mitiguem a liberdade de imprensa. Fica tão evidente que essas polêmicas são orquestradas, que até o Julgamento do Mensalão e o nosso baixo PIB são abafados graças a um pastor insignificante e tagarela.

Feliciano, o judeu

A polêmica sobre o Feliciano foi algo evidentemente claro para quem presta atenção nesse jogo de cena. Suas frases foram colocadas fora de contexto e foram atribuídas a ele outras frases preconceituosas. Como se isso não bastasse, seus cultos foram patrulhados para pescarem gafes (algumas que já faziam mais de 10 anos). Como resultado, a figura de Feliciano foi comparada com a de Hitler e ele foi, pouco a pouco, sendo desumanizado pela imprensa. Com o tempo, criticá-lo virou lei e ser imparcial em relação a ele virou ato homofóbico e racista.

Pobres gays

Gays indubitavelmente sofrem muito na nossa sociedade heteronormativa. Entretant0, muitos desses perseguidos acabam enxergando nos religiosos a raíz de toda a violência que existe contra eles (só porque eles creem que homossexualidade seja pecado).

Pobres crentes

Já os evangélicos são uma minoria emergente. No passado, eram auto-marginalizados e se excluiam de tudo; agora, estão em todos os canais. É insensato não reparar que existe um certo preconceito (animosidade) contra eles, que adoram afirmar que estão sendo perseguidos.

Prova disso é que uma brasileiro comum fica muito mais indignado com um pastor corrupto (que rouba seus fiéis) do que com um político corrupto (que rouba o seu imposto). Qualquer um pode reparar que falar mal de um crente em função da fé dele continua tão comum como sempre foi, mas falar mal de um gay em função de sua sexualidade virou crime.

Marxismo Cultural

No final de contas, essa não é uma tática nazista mas a tática esquerdista do Conflito de Classes. Para tal tática funcionar, conflitos sociais devem ser fomentados e nunca esquecidos: brancos x negros, ricos x pobres, héteros x gays, crentes x descrentes, etc. Enquanto você vê as classes se degladiarem, o Brasil cai no colo deles:

” Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais” Vladimir Lenin, o pai do esquerdismo.

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8 comentários

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    • Prezado Diesmison, sou favorável a liberdade de expressão, por isso não só publico seu comentário como defendo você de poder falar o que você quiser. Só que se a homofobia fosse criminalizada – e felizmente não é – uma pessoa como você não teria o direito de dizer “odeio gays”. A questão não é saber quem é pior que quem, aliás, sou a favor do consenso e não do ódio entre diferentes; mas a questão é sobre a liberdade de poder se expressar.

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