10 motivos para ser a favor da monogamia


Como sempre, defenderei o que creio com argumentos não-religiosos, pois vejo que a família monogâmica está sob ferrenho ataque da mídia e não há quem a defenda sem apelar para religião.

1- Propriedade privada

O ser humano não é biológicamente monogâmico, por isso cria mecanismos para forçar a si e ao seu parceiro a permanecerem fiéis, como é o caso do casamento. Se compararmos sociedades monogâmicas com outras, veremos que evidentemente têm menos filhos, criando condições para uma maior concentração dos bens. Na Roma Antiga, escravos eram ensinados a participar de orgias; escracas ficavam grávidas de desconhecidos; não havia como repassar os bens dos escravos, não tendo eles filhos legítimos para a herança.

Com a chegada do cristianismo, a liberalidade sexual foi condenada e os escravos puderam casar como seus donos, podendo assim repassar seus bens a suas proles. O que extraímos disso é que o relacionamento monogâmico protege o direito de propriedade privada.

Um homem com várias mulheres terá sua chance de ter filhos aumentada. Logo, um homem com muitos filhos não terá como criar e educar muitos filhos como faria com poucos. Famílias com poucos filhos darão mais atenção as suas proles e terão mais recursos para educá-los melhor.

2- Egoísmo

Relações abertas são para uma pequena elite. É raro que pessoas altamente evoluídas não tenham o gene do ciúme para assim conseguirem navegar nas águas complicadas das relações com uma política de portas abertas. Geralmente, uma pessoa só propõe uma relação aberta se tem uma capacidade de ser fiel muito inferior ao amor que possui a sua satisfação sexual. A fidelidade é um sentimento nobre e não deve ser relativizado em virtude da busca incansável do prazer sexual gratuito.
3- Ânimo
Um rato quando colocado apenas com uma fêmea se torna lento e entediado; mas, quanto exposto a duas, seu ânimo é revigorado e seu vigor sexual aumenta. Da mesma forma, com o ser humano, a monogamia tem o fim de não nos fazer ser escravos de nós mesmo, uma vez que, com uma mulher só, teremos líbido reduzida e poderemos investir nosso tempo e esforços em outras atividades.

Já as mulheres tendem a ser menos propensas a poligamia que os homens devido a natureza dura e custosa que o parto tem para elas. Elas se veem obrigadas a escolher o parceiro mais cuidadosamente. Por isso a poliginia é mais comum que a poliandria. Óvulos são mais caros que esperma.

4- Amor

É impossível amar duas, três, quatro pessoas da mesma forma que se ama uma. Há quem creia que seja impossível até mesmo amar verdadeiramente mais de uma pessoa. Logo, a relação monogâmica é a melhor relação para valorizar o amor. Além do mais, o amor é um estranho sentimento, que, além de nos diferenciar dos animais, faz com que muitos de nós concebamos a fidelidade. A monogamia é a expressão de uma união eterna entre duas pessoas que se amam, mesmo que sintam desejo por outrem. A monogamia está intrisecamente ligada ou desejo de posse, no que poderiamos chamar de privatização sexual. Por isso existe o ciúme.

5- Responsabilidade
Monogamia não é fácil e não é para qualquer um. É preciso saber dizer não. Nem todos conseguem ter responsabilidade para um compromisso. Numa sociedade sem monogamia não há traição da mesma forma que numa sociedade sem lei não há crime. O fato do crime não ser punido não significa que ele não vai gerar consequências. A incidência de um erro não justifica a abolição de uma regra.

6– Riscos
A multiplicidade de parceiros aumenta a chance de disseminação de doenças venéreas. Numa sociedade monogâmica, cônjuges fiéis de maridos fiéis dificilmente serão contaminados por alguma doença venérias, enquanto que numa sociedade poligâmica as chances de infidelidade são multiplicadas pelo número de pessoas que estão nas famílias.

7- Normalidade
Sexo é um ato de cumplicidade que só deve ser feito por quem tem responsabilidade para arcar com suas consequências. Podemos perceber que as civilizações mais avançadas foram as que largaram a poligamia. O ideal é que o homem viva com uma mulher, construindo com ela seu patrimônio e cuidando dela e da prole. Isso é anatômico, lógico, normal, moral, instintivo e bom para a sociedade; ainda que não seja genético.

8- Matemática
Numa sociedade onde não existe monogamia, para cada homem rico com 10 mulheres, existem 9 com mulher alguma. Para cada homem com duas mulheres haveria um sem nenhuma. Por pior que possa ser, a monogamia colabora para que todos tenhamos chance de viver com uma mulher, só nossa, até a morte. Logo, monogamia é uma monotonia necessária.

9- Intimidade

A intimidade é algo importantíssimo numa relação. Melhor é ser muito íntimo de uma pessoa do que ser pouco íntimo de várias. Sexo pode melhorar com o tempo. A monogamia não é apenas sobre o casamento antes de tudo começa a ceder. A idade também pode significar que você começa a conhecer melhor o seu corpo, você se torna mais confortável em sua própria pele, deixar as inseguranças de menina para trás, e seu parceiro aprende seu corpo tão bem que poderia conduzi-lo com os olhos vendados. Com o tempo, você e seu parceiro podem descobrir rotas incalculáveis ​​para o seu lugar feliz. Por que você iria querer manter começar do zero e ter que quebrar o manual de instruções tudo de novo?

10- Desvantagens

Um mundo poligâmico um homem com 2 mulheres terá necessariamente 2 sogras e ai por diante. Além do número proporcional de sogras, o monoteísmo dá estabilidade a sociedade. Você realmente acha que as pessoas com total liberdade iriam fazer o que é melhor para a coletividade. Um terceiro fator é que numa sociedade sem fidelidade, existe uma imensa probabilidade do homem carregar e cuidar de uma mulher grávida sem saber se o filho é ou não dele. Como todos sabemos, pela lógica darwinista, criar o filho de outra pessoa como se fosse seu pode trazer prejuízos irreparáveis a continuidade de seus genes.

11- Economicamente inviável(autoria Mallboro)

O sexo no casamento ainda é a forma mais barata se conseguir sexo todos os dias.

4 comentários

  1. 🙂 Interessante a tabela gasto com Esposas X Prostitutas …, mas a realidade mostra que não há essa dicotomia do “uma coisa ou outra” , a monogamia como dita no início não é natural, é uma mera imposição cultural, que obviamente não é seguida (principalmente pelos homens) em função de uma obvia predominância do apelo genético sobre o apelo cultural…, logo, o gasto acaba sendo com uma coisa e com outra… e não necessariamente com prostitutas…, a tendência nas sociedades ocidentais é ao AMANTISMO (não confundir com poligamia) o que gera muitas famílias paralelas clandestinas ou gastos ainda maiores com amantes que não são profissionais… (e justamente por isso acabam sendo muitíssimo mais caras).

    Já em alguns países onde a POLIGAMIA é tradicional e liberada, nenhum dos problemas citados no texto se materializam, no mundo a proporção de mulheres é sempre maior, homens morrem em maior quantidade por violência, guerras , ou simples menor cuidado com a saúde, logo, existem sociedades em que tem muita mulher “sobrando” , o casamento poligâmico impede que essas mulheres fiquem desamparadas ou marginalizadas social e economicamente, bem como aos filhos.

    A ideia de “amor exclusivo” (principalmente o masculino) é mera colonização mental judaico-cristã, na poligamia a grande família estabelece tranquilamente essa relação de amor um-para-muitas /muitas-para-um.

    Além do mais não é qualquer homem que pode ser polígamo, só os que tem condições financeiras para tal, o que garante bem-estar aos familiares todos.

    Já no sistema que só admite oficialmente a monogamia, as “puladas de cerca” hipocritamente disfarçadas, acabam prejudicando todos, pois exigem “caixa dois” que não chega a família oficial e também não é suficiente para as outras famílias ou mesmo para manter a vida dupla, já que o amantista (diferente do polígamo) em geral não possui os recursos suficientes para tal ou não pode destinar publicamente o seu orçamento para as “atividades paralelas” (o que provoca contingenciamento desigual e não raro um tremendo desequilíbrio financeiro), fora os problemas sociais de concubinas e filhos clandestinos, ou simplesmente de amantes relegadas a uma condição no mínimo constrangedora… .

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  2. 1- Caro Juarez, brigado por mais um comentário. A tabela das prostitutas é só uma zoação, se bem que ela ilustra os benefícios econômicos da fidelidade.

    2- Bancar amantes é bem mais caro do que pagar prostitutas. Qualquer casado que começa a sair a procura de mulher na night também vai acabar gastando um dinheirão na noite.

    3- Países onde a poligamia é praticada são basicamente países africanos e/ou islâmicos. Obviamente, países atradados economicamente onde os efeitos da poligamia são refletidos.

    4- O fato de existir poligamia não impede traições. Em sociedades mórmons tradicionalistas e mulçumanas a traição existe em bastante incidência – só que nesses lugares o conservadorismo é tamanho que isso não fica tão evidenciado quanto aqui no Ocidente.

    5- Dividir um conjuge deve ser horrível. Imagine você se casar com uma pessoa e não poder fazer sexo com ela constantemente porque seu conjuge está com a outro conjuge. A poligamia viola o direito da pessoa de se satisfazer em plenitude com a pessoa em que se casou.

    6- No mundo islâmico não há suruba, cada mulher tem um casamento com o homem, de forma que ele vai a cada dia para cama com uma delas de cada vez.

    7- Bem ou mal, a civilização judaico-cristã foi a civilização que mais avanços tecnológicos possuiu. Além disso, os países “judaico-cristãos” são indiscutivelmente os que mais respeitam os direitos da mulheres!

    8- Pode reparar, onde há poligamia É ONDE AS MULHERES SÃO MAIS DESRESPEITADAS!

    9- A poligamia apenas é um instrumento para favorecer os poderosos em detrimento dos fracos. Ricos teriam várias mulheres(as mais belas), enquanto pobres ficariam com pouquíssimas opções ou teriam que se casar com mulheres bem jovens para não ficar sem parceira. Logo, em tribos indígenas onde a poligamia é aceita, a pedofilia tem mais incidência.

    10- A poligamia é prejudicial principalmente aos mais fracos. O casamento judaico-cristão é um mecanismo de proteção aos mais fracos, pois cria um barreira social contra a traição, que passa a ser vista negativamente. Numa sociedade poligâmica, sempre existem mais homens com várias mulheres do que mulheres com vários homens. Portanto, as mulheres só se ferram numa poligamia, principalmente as que optam por ficar em casa e não trabalhar, pois terão que dividir a renda do marido com as outras esposas.

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  3. Cara, sou cristã e não sou contra poliginia, mas realmente os argumentos são muitos bons.

    Principalmente esse

    “5- Dividir um conjuge deve ser horrível. Imagine você se casar com uma pessoa e não poder fazer sexo com ela constantemente porque seu conjuge está com a outro conjuge. A poligamia viola o direito da pessoa de se satisfazer em plenitude com a pessoa em que se casou.”

    Fico pensando se é por isso que a mulher tem um desejo sexual mais baixo que o do homem.

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  4. Não acho o argumento lógico…, na monogamia o sexo também pode não ser constante ou “pleno” por N motivos, o conceito de “constante” também é bem relativo e pessoal…, ademais dependendo do contexto da relação poligâmica, o fato de se estar com uma das conjugês não necessariamente impede estar com as outras até ao mesmo tempo…

    Com relação a outras contrargumentações, entendo que a poligamia tem uma função social para além do sexo, o conceito de “mulheres desrespeitadas” é também relativo… . Em certas sociedades o casamento poligâmico evita muitas situações de desrespeito enfrentadas por mulheres “soltas”, por outro lado, não dá para chamar de exatamente “respeitável e digna” a situação das mulheres ocidentais… . Quanto ao argumento 10 vejo justamente ao contrário, o casamento monogâmico é que não apenas “empurra” para o amantismo, como em geral nega à amantes e filhos delas a mesma dignidade da família “oficial” aumentando o processo de “bastardização” graças a hipocrisia judáico-cristã de negar a natureza poligama do homem. Lembrar também que a poliandria (mulheres casadas com vários homens) é uma raridade cultural por N motivos práticos, que vão desde a contrariedade da natureza “masculina alfa” para “dividir”, passando pela redução drástica da capacidade reprodutiva da espécie e pelos arranjos práticos domésticos e econômicos da família… . A natureza é sábia, não somos leões, mas somos mamíferos e compartilhamos muitas estratégias comportamentais e sociais com a classe, nenhum leão macho cria filhotes “dos outros”, e em um “clã” só há um macho “ativo” quem quiser se “ativar” ou tem que vencer o líder do próprio clã ou o de outro.. no entanto a espécie não desaparece pois um leão faz N filhotes ao mesmo tempo com várias fêmeas, agora imagine um monte de machos e fêmeas “inativados” enquanto apenas uma fêmea fosse a responsável pela reprodução… . Ainda bem que os humanos acharam soluções mais inteligentes que as toupeiras, que adotam o mesmo sistema dos insetos como a abelha e formiga ou seja a poliandria…

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