A imprensa mentirosa e a farsa da “Cura Gay”


Falha de São Paulo

Por que jornais existem? É para transmitir as notícias ou uma ideologia? Pelo menos atualmente, não restam dúvidas quanto a essas perguntas.

Todos os jornais (Folha) estão reportando que o pastor Marco Feliciano – aquele que eles taxam de racista, homofóbico, intolerante, sexista, etc – teria colocado na pauta de discussão da Comissão de Direitos Humanos o projeto de “Cura Gay”. Ao ler essa notícia, logo me espantei com a atitude insana que o deputado teria; porém, ao acreditar no que li nos jornais, mais uma vez fui enganado.

Fatos

1-O projeto de “Cura Gay” de Feliciano cura gays? Não.
2-Feliciano acha que a homossexualidade é doença? Não.
3-O projeto vai forçar gays a serem curados? Não.
4-Psicólogos poderão tratar da sexualidade de pacientes gays sem o consentimento deles? Não
5-O tal projeto de “Cura gay” tem o objetivo de curar gays? Não.

O que seria na verdade esse projeto de “Cura Gay”?

O projeto que Feliciano quer colocar em discussão na CDH quer repelir uma decisão do Conselho Federal de Psicologia que proíbe os psicólogo de cuidar da sexualidade de um paciente gay que quiser voluntariamente deixar de sê-lo.

Todos sabemos que existem muitos gays, que por diversos motivos, não gostam de sua orientação sexual. Logo, procuram profissionais para tentarem ajudá-los. O que a decisão do Conselho Federal de Psicologia faz é impedir que homossexuais possam procurar psicólogos para reverter sua orientação sexual, deixando-os sem a ajuda de um profissional para ajudá-los.

Portanto, os prejudicados por essa decisão não são só os psicólogos, mas os homossexuais que os procuram com tal finalidade. Essa decisão mitiga a liberdade profissional dos psicólogos, que não poderão mais atender a vontade de seus pacientes, além de mitigar o direito dos homossexual de decidirem sobre sua própria sexualidade.

Na prática, o Conselho Federal de Psicologia determinou nessa decisão que uma vez gay, sempre gay, ou seja, não se pode mexer da conduta sexual homossexual dos pacientes. Em outras palavras, um hétero pode procurar um psicólogo se quiser virar gay, mas um gay que quiser virar hétero não pode. Logo, a decisão do Conselho repele a vontade individual e voluntária dos pacientes.

Todos sabemos que a homossexualidade não é uma doença e que existem ex-gays, da mesma forma que existem ex-héteros. A homossexualidade não é santa para que não possa ser discutida. Se a pessoa é homossexual e se sente bem como tal, não cabe a ninguém questionar a sua sexualidade; porém, se a pessoa for gay e pagar para um pessoa para deixar de ser, não cabe a um profissional negar atender a um paciente apenas em virtude de sua orientação sexual.

O psicólogo pode até se negar a atender um gay que queira deixar a homossexualidade, mas o Conselho Federal de Psicologia não pode cassar o registro profissional do psicólogo que atender às demandas de um paciente gay que voluntariamente quiser mudar sua sexualidade.

Moral da história

Não existe Cura Gay. A imprensa só usa esse termo para manipular as pessoas a serem contra o projeto que invalida a decisão do Conselho Federal de Psicologia. A intenção dos jornais é simplesmente polemizar e usar do sensacionalismo para jogar seus leitores contra o projeto sem explicar o que de fato é o projeto. A Folha mais uma vez mostrou que não serve nem para ser embrulho ou para proteger o chão de tinta.

9 comentários

  1. Se não existe a “cura gay”, por que então insistir no assunto? Quer dizer, a imprensa faz polêmica porque diante de tanta coisa pra resolver o cara vai propor uma coisa dessas? Todos sabem que o deputado é evangélico e evangélico acha que ser gay é errado. Os comentários do evangélicos sobre o assunto não é esse de “se a pessoa não quer mais ser gay, vamos ajudar”. O comentário deles é: “se é gay TEM que mudar”.

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  2. Obrigado pelo comentário Igor. Para inicio, o projeto não se chama Cura gay, e sim PDl 234. Não se trata de curar gays – porque gay não é doença -, mas de liberar os psicólogos para tratarem gays que por livre vontade quiserem ter sua sexualidade tratada.

    1- Nenhum país no mundo proibe o psicólogo de tratar o cliente. A PDl em questão apenas da liberdade ao cliente e ao psicólogo.

    2- Não caia nesse joguinho religioso de evangélicos. isso, evangélicos aquilo. Essa não é uma questão religiosa. Se os crentes querem converter gays, que os levem para a igreja, não para consultórios de psicólogos. Não generalize os evangélicos. Existem os evangélicos ignorantes e os evangélicos que só querem garantir a vontade do gay procurar ajuda.

    3- A PDl é um avanço que garante os direitos profissionais dos psicólogos e supre a vontade do gay que porventura não se conformar com sua sexualidade.

    4- O tema é polêmico, devemos ouvir os dois lados ao invés de demonizar apenas um deles.

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  3. Numa comitiva de imprensa que eu vi semana passada, Marcos Feliciano deixou claro que todos os seus feitos no CDHM não irão partir de suas opiniões pessoais ou religiosas. O grande problema que eu acho é que parece qye todos os ativistas gays e partidos como o PSOL são patrocinados pela mídia e por outros partidos mais fortes pra derrubar quem eles quiserem. Eu sou evangélico, tenho amigos gays, tenho amigos que vieram a minha igreja para deixarem de ser gays (que por sinal, vivem felizes) e NÃO! Não tomo Marcos Feliciano como ídolo nem seu partido. Se ele é a melhor pessoa para estar la na frente da CDHM, isso eu não sei… mas o que precisamos fazer é deixar o tempo dizer isso. Quem sabe se a gente responder o apelo dele (“me dêem um voto de confiança) acontece algo bom por ae?

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  4. Acho que deveriam colar o link da integra do projeto aqui, para que possamos ler e tirar nossas próprias conclusões.

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  5. Como psicóloga se meu paciente não se aceita na situação de gay, vou escuta-lo e mostrar possibilidades e opções, ajuda-lo. Nunca houve proibição do Conselho Regional de Psicologia se o paciente pede ajuda, existe a ajuda.

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  6. O interessante em toda essa polêmica onde os gays não admitem a chamada “Cura”, e que para eles não existem ex- Gay, mas podem existir ex- héteros. Ou seja de onde vem a farsa, e onde está o preconceito ?

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