EUVÍ: Folha publica artigo de jornalista que, mesmo tendo sido estuprada por menor, é contra a redução da maioridade penal


Folha

A Folha publicou um artigo de uma jornalista que é contra a redução da maioridade penal, mesmo tendo sido
estuprada por um menor no passado.

O artigo começa da seguinte forma:

O principal argumento dos defensores da redução da maioridade penal pode ser sintetizado em uma frase: “Queria ver se fosse com você?

No relato da jornalista, um dia ela foi abordada por um menino subnutrido que, com uma arma apontada, lhe obrigou a tirar a roupa e a estuprou. A jornalista prefiriu não procurar a polícia, já que naquela época, para esudantes da USP, os policiais davam mais medo que os bandidos. 

A jornalista descobriu que seu estuprador já era conhecido das autoridade pela sua predileção ao ato em questão, sendo preso e solto de forma rotineira. Filho de uma prostituta e de pai desconhecido, foi criado pela pobre avó evangélica, que lhe batia.

Comento:

1 – O principal argumento dos que defendem a redução da maioridade penal não pode ser sintetizado numa frase idiota como “Queria ver se fosse com você?”. Isso é tomar o pensamento dos outros de forma simplista para depois se mostrar como o detentor da razão.

Aliás, já escrevi um post com mais de 10 argumentos para ser a favor da redução e nenhum deles é sintetizado por essa frase boba. A Folha já começou com desonestidade intelectual.

2- A Folha publica um artigo de uma estuprada por menor que é contra a redução. Mas cadê o artigo das estupradas por menor que são a favor da redução? Não seria melhor dar espaço para os dois lados? Por acaso não existem mulheres estupradas por menor que sejam favoráveis?

3- Uma mulher estuprada por um menor tem mais  moral do que o resto das pessoas para opinar sobre a redução da maioridade penal? Não seria isso uma exploração do coitadismo para fortalecer a agenda do jornal?

4- O artigo dá de entender que existem dois tipos de estupradas por menor: a superior – que entende o contexto social – e a inferior – que quer justiça.

5- Ela usa a palavra menino para denotar empatia para aquele que a estuprou. Esse uso estocolmico da palavra menino tenta dar ao personagem uma inocência que não se traduz em seus atos. Por acaso meninos costumam sair por aí com armas em punho estuprando mulheres? Não, porque isso não é coisa de menino, é coisa de marginal!

6- Ela usa o termo subnutrido para dar a ideia de que o menino passava fome. Logo, num país tão desigual os crimes dos pobres se justificam pela desigualdade provocada pelos ricos. Enfim, todos seriam vítimas. Que palhaçada! Meninos subnutridos não tem ânimo para sair correndo por aí, muito menos força para estuprar uma mulher adulta.

7- Ela menciona que estudava na USP numa época em que policiais eram mais temidos por bandidos. Bingo! Ela é esquerdista. Por isso toda essa palhaçada de defesa do menor bandido. Além disso, quem tem medo de polícia é bandido. Portanto, a defesa do menor bandido pode ser considerada um tipo de corporativismo.

8- Presumimos que era época da ditadura. Mesmo com o trauma do estupro, a jornalista esquerdista parece ter mais mágoa da polícia do que do pequeno marginal que a penetrou. Por que será?

9- Ela menciona que o garoto era pobre, sem pai, filho de um GP e neto de uma crente, que lhe batia. Logo, na visão dela, toda essa conjuntura o empurrava para o crime.

9.1- Existem pessoas que nascem em condições piores – muitas mesmo – e não é por isso que vão sair cometendo crimes por aí.

9.2- O fato dele ser um filho de uma prostituta não lhe da o direito de ser um filho da put#.

9.3- Por que mencionar a religião da vó do menino? Seria uma forma dela querer dizer que a religião foi culpada por tudo? Será que a avó religiosa não estava fazendo um esforço ao criar um filho que não gerou?

9.4- Quer dizer que a avó não podia bater no menino? Como ela tentaria regenerar o delinquente? Só orando? Qual o problema de apanhar? Minha geração estranhava o dia em que não apanhava e nem mesmo por isso sou um marginal.

10 – Até na cadeia os estupradores são malvistos. Só uma esquerdista mesmo para defender um classe que nem os bandidos aceitam.

Qualquer pessoa sã, ao ser estuprada, gostaria que outras não sofressem do mesmo ato. Logo, seria a favor de medidas que impedissem jovens crimosos de sair cedo da prisão para atacar outras vítimas.

Na minha opinião, só existem três razões pelas quais uma mulher estuprada não gostaria que seu menor estuprador não receba um severíssima punição:

1- Ela gostou de ter sido estuprada.

2- Ela é pedófila.

3- Ela gosta de sofrer, ou seja, é sadomasô.

Fonte: Reinaldo Azevedo

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6 comentários

  1. cara,pensei que estava sendo preconceituoso mais logo depois que li a parte do começo pesei”aposto que ela gostou”.no final chegamos na mesma coclusão

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  2. Gente? Ser ~esquerdista~ não tem nada a ver com proteger bandidos! Eu li alguns comentários do autor do blog em um outro artigo e mais de uma vez foi feita essa relação. Só pra constar, se informe melhor antes de sair “ofendendo” as pessoas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquerda_pol%C3%ADtica !Pregar igualdade social não é o mesmo que proteger deliberadamente alguém ou um grupo independente de qualquer coisa. Igualdade social não tem NADA a ver com isso. E só pra constar, sim, me considero de esquerda, e sim, acho que a maioridade penal deveria ser reduzida. E também acho que a assistência do governo nesses casos deveria ser maior. Nenhum extremismo é bom; temos sempre que raciocinar sobre as coisas, e não adotar cegamente uma postura ou ideia porque é “de esquerda” ou “de direita”, ou “de Deus” ou ” do Diabo”, etc…

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  3. Prezada Cristina,

    O que me revolta é a defesa aos direitos humanos de marginais por parte de esquerdistas enquanto que a classe trabalhadora padece perante às altas taxas de criminalidade. Não vou me alongar, mas existe sim uma percepção por parte da esquerda de que os marginais são vítimas do sistema e que o banditismo seria uma forma de distribuir renda na sociedade capitalista.

    Não saio por ai ofendendo quem quer que seja, se por acaso você se sentiu ofendida, fica aqui os meus pedidos de desculpas.

    Abraços

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  4. A “ofensa” em questão não é ser chamado ou não de esquerdista, mas sim a forma como isso foi colocado no texto, que é bastante pejorativa e generalizadora. Não diria que essa visão está necessariamente atrelada ao “esquerdismo”, mas sim ao grupo de pessoas que defendem minorias sem refletir muito sobre o resultado disso tudo, que algumas vezes, são também esquerdistas, mas não necessariamente, como seu texto faz supor. Inclusive, essa visão está bem explicada no final do artigo no link que enviei antes; se tiver a bondade de ler, seria bastante elucidativo.

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  5. Esta história esta mal contada. Não denunciou. Então não tem registro. Não tem registro, não merece crédito nenhum.

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