EUVÍ: Acreditar em deus pode ajudar no tratamento da depressão


(London Daily Mail)

A crença em deus pode ajudar no combate a depressão, diz um novo estudo.

A fé num ser superior foi considerada importante e positiva para o tratamento de pessoas com doenças psiquiátricas, segundo as pesquisas feitas pelo McLean Hospital de Massachussets.

Pesquisadores acompanharam 159 pacientes durante um ano no programa para estudar a relação entre o nível de fé em deus, a espectativa sobre o tratamento e o resultados alcançados.

Comento:

Preciso ler ainda o relatório do tal hospital, mas o resultado – se for esse mesmo – não me surpreende. Muitas são as pessoas que vivem vidas horrorosas e acabam apelando a deus como sua última esperança. Muitas vezes pessoas com vidas pífias se conformam com suas realidades por crer que deus assim desejou que as coisas acontecessem.

Aqui no Brasil podemos observar que o índices de suicídios não costumam estar muito ligados a pessoas mais pobres – que geralmente são mais religiosas. No entanto, já li uma matéria que dizia que egressos de igrejas evangélicas nos EUA tinham uma maior possibilidade de recorrerem a clínicas psiquiátricas. O que posso imaginar é que crer em deus não basta, tem que crer num tipo de deus que supra suas necessidades.

Outros estudos já apontaram que pessoas que creem num deus punitivo têm mais probabilidade de desenvolverem doenças que outras pessoas; porém, estas pessoas, quando
testadas, obtiveram o menor índice de corrupção em relação aquelas que não criam num deus punitivo.

Como deus também é um ser pertencente ao campo das ideias, é possível que aqueles que nele creem possam ter uma maior expectativa de melhora e isso já poderia contribuir para o resultado dessa pesquisa.

Na Inglaterra, cerca de alguns anos atrás, cientistas separaram seus pacientes em dois grupos. Um desses grupos teriam seus nomes entregues a devotos de uma igreja perto do hospital para que eles orassem por eles; o outro grupo não teria seu nome entregue a ninguém. No final, os resultados foram melhores para os pacientes dos nomes oferecidos aos religiosos. Isso motivou alguns políticos a tentar forçar o Estado a colocar uma capela em todos os hospitais do país.

Talvez deus ofereça uma esperança maior para aqueles que estão doentes. Já fiquei internado 3 meses e pude observar como pessoas em estados degradantes colocavam todo o pensamento deles na ideia de que deus estava acima de tudo e que, não importa o que aconteça, deus estava no controle. Esse tipo de consolo pode ser positivo em alguns casos, onde o esforço do paciente pode ser preponderante para a melhora.

Pesquisas apontam que pessoas que praticam uma religião vivem mais do que as que não praticam. Ainda que isso não signifique que quem tenha religião viva melhor, é óbvio que pessoas religiosas tem estilos de vida menos expostos a riscos ( bebem menos, saem menos, se arriscam menos, etc ), que dão essas pessoas chances maiores de morrer mais tarde. Prova disso é que acreditar em deus não tem correlação com uma maior sobrevida.

Países em que a religião não tem um papel forte na sociedade ( Japão e Escandinavia ) costumam ter taxas de suicídio bastante elevadas. Talvez isso aconteça pelo fato de que pessoas que não acreditam no inferno não vejam no suicídio uma alternativa tão ruim quando comparam com a realidade em que eles vivem. De certa forma, a crença no inferno, um lugar onde os pecadores passariam a eternidade, pode colaborar para fazer de muitos prisioneiros de suas próprias vidas.

No meu colégio havia um aluno chamado Ericson, acredito eu que com 14 anos. Ele vivia uma realidade de abusos muito difícil e não era uma pessoa irreligiosa. Certa vez, Ericson decidiu que já não valia mais a pena existir e antes de dar um tiro na boca com a arma que seu pai, escreveu uma carta de despedida para seus amigos, que terminava com a seguinte constatação:

“Agora eu vou descobrir se deus existe ou não”.

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