Levantem as mãos! O blog voltou!



A rede mundial de computadores, também conhecida como “a internet”, é capaz de proporcionar aos humanos experiências que eles jamais teriam caso contrário. O ACIDBLACKNERD existe desde 2010, e desde então ele foi pouco atualizado e tampouco valorizado pelas duas pessoas que se prestaram a fazer parte dele – sendo uma delas a pessoa a que está escrevendo.

Uma das maiores dificuldades encontradas por minha pessoa desde que comecei a colocar minhas ideias no blog foi a batalha campal que minha mente travou com a reforma ortográfica. Entre mortos e feridos, muitos dos textos por mim escritos contém erros de português que me fazem parecer proveniente de um colégio de retardados. Nem mesmo o pior dos mongolóides seria capaz de se deixar trair por um idioma que estuda desde que nasceu. Culpo minha fluência no inglês. No entanto, meus piores erros não estão na minha ortografia, mas nas minhas ideias.

A melhor coisa em ter um blog é receber comentários interessantes de pessoas que provavelmente leram o que você escreveu; e de outras, que evidentemente não leram, mas se sentem no direito de comentar mesmo assim. Graças a internet pude me deparar com as maravilhosas opiniões de várias pessoas simpáticas; e também com a de outras pessoas, não tão simpáticas.

Me recordo que certa vez fiz um texto qualquer que, dentre outros assuntos, falava de homossexualidade, o suficiente para me deparar com as mais grotescas e surpreendentes opiniões que eu poderia imaginar que um homo sapiens sapiens poderia ter. Fui obrigado a ler que Jesus (o personagem da bíblia, imagino eu) é homofóbico. Tentei ler o comentário mais uma vez tentando ver nele algum tipo de humor; porém, não fui feliz. Ainda me esforcei para ao menos entender como Jesus poderia ser homofóbico, uma vez que ele jamais teria feito menção à homossexualidade. Imaginei que o autor do comentário seria mais um irreligioso fanático e não me importei muito.

Mais tarde o mesmo autor do comentário fez mais comentários, ainda mais educados e polidos quanto o primeiro. Parecia que ele queria suscitar algum tipo de discussão, mas evidentemente não achei tempo em minha agenda para rebater seus argumentos totalmente desprovidos de paixão. A vergonha alheia e a pena se somaram dentro do meu pobre coraçãozinho para relevar o xiismo irreligioso alheio.

Certa vez cometi um erro e respondi saudavelmente um comentário dele, que alegava que ouvir deus era sinal de cancer no cérebro. Achei o comentário falacioso e infeliz, pois tenho um familiar próximo que era religioso e se foi graças a um cancer – é óbvio, não no cérebro.

Resolvi então investir meu tempo procurando no google quem seria o autor do tal comentário na vida real. Como resultado descobri que a pessoa em questão fazia comentários numa infinidade de sites de cunho religioso(muitos mesmo) e irreligioso; ele, ainda por cima, deixava seu email nos comentários para continuar a “discussão”, talvez na esperança que algum crente igualmente zelote e movido por um ímpeto que só a religião é capaz de causar resolvesse debater algo com ele. Para que discutir algo com um debatedor profissional?

Não conheço nenhuma pessoa saudável que vive comentando em sites de uma religião que não é a sua. Jamais faria algo parecido. Prefiro manter o email dele vazio e torcer para que deus o abençoe. Aliás, acho melhor escrever posts, não comentários longos. Se alguém quer pregar a “verdade”, que o faça por meio de um blog próprio e não fique invadindo o dos outros para tal. Que tal?

Noutra ocasião a sorte me fez encarar a outra face da ignorância, só que dessa vez por parte de uma pessoa religiosa. Fiz um texto com um respeito divino sobre uma situação que acabava por implicar uma religião, e como resultado recebi comentários inflamados – ainda que educados – de uma adepta da tal religião. Fui obrigado a pedir desculpas a tal adepta, mesmo tendo tratado seu credo com um respeito impecável. Quem disse que ela se deu por satisfeita? O perdão não bastava, ela deveria apenas se conformar com a minha conversão.

A minha maior alegria nesse blog não é pregar o ateísmo ou qualquer religião maluca, mas poder ajudar, ainda que indiretamente instituições filantrópicas que tanto admiro. Todas as vezes que vejo nas estatísticas do blog que almas caridosas clicaram no link da AACD ou da GRAAC me sinto menos burro e menos mongolóide.

Eu tenho uma graduação em economia; por isso, deposito uma fé inabalável e cega na ideia de oferta e demanda. Se algo está sendo vendido, é por que alguém está querendo. Desta forma, se você visita esse blog, não se sinta enganado. Sou um jovem conservador que não tem medo de ferir o senso comum – e nem mesmo o bom senso de vez em quando.  Portanto, espero que o bom senso não seja comprometido a partir daqui, a menos que seja devido ao senso de humor.

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