EUVÍ: As grandes conquistas femininas da história



Outro dia estava sentado num transporte coletivo e vi algumas pessoas em pé. A educação que me foi dada me impele a levantar e dar lugar para os velhos, para as grávidas e para as mulheres. No entanto, ao ver várias mulheres de pé no ônibus comecei a me perguntar porque deveria dar o meu lugar para elas. Será que a mulher realmente precisa ficar sentada enquanto eu passo a viagem toda em pé? Será que o “sexo frágil” não merece algumas regalias devido a todas as dificuldades que são inerentes a dura realidade feminina?

Infelizmente, meu pensamento está bastante antiquado nesse assunto. A muito tempo as mulheres não são mais consideradas o sexo frágil. Hoje, as mulheres avançaram e disputam de igual para igual com os homens as posições mais vitais no mercado de trabalho. Atualmente, as mulheres ocupam espaços que no passado seriam apenas dos homens. O mundo mudou e conforme o mundo mudava as mulheres buscaram seu espaço não pela força, mas pela inteligência.

A Eva da bíblia ilustra bem a situação de submissão que as mulheres da antiguidade tinham que se submeter. O fato dela ser criada a partir do corpo de Adão mostra como sua criação poderia ser interpretada como inferior. O pecado de Eva se transformou em desculpa para que as mulheres se tornassem subjulgadas pelas sociedades patriarcais. No entanto, Eva não foi feita com um osso do pé ou da cabeça de Adão, mas com um osso da costela.

No passado as mulheres ocupavam um papel totalmente submissivo em relação aos homens. Certa vez ouvi uma história de uma mulher que simbolizava de forma ímpar o papel feminino no século passado. Maria era uma bela mulher com pouca educação e muito religiosa que vivia no interior do Brasil em meados do século passado. Maria teria se casado virgem e depois teria tido vários filhos com seu primeiro namorado.

Certa vez, ao chegar em casa bêbado, o marido de Maria a agrediu na frente de todos os seus filhos, o que depois se tornou um hábito. Como Maria era muito religiosa, se recusou a pedir o divórcio. Mais tarde, Maria descobriu que seu marido a traía com outras mulheres, mas ela continuou casada e ainda teve mais filhos. Um dia o marido de Maria a largou para morar com outra mulher, a deixando em dificuldades financeiras. Maria era uma guerreira e começou a trabalhar duro costurando para sustentar todos os seus filhos e para que eles pudessem ter uma melhor educação. Distinta, Maria só aceitou se casar com outro homem depois que seu primeiro marido já havia morrido.

Quando meu pai me contou a história da Maria, ela já teria morrido a muitos anos, mas ela teria conseguido formar todos os seus 5 filhos, vivendo o suficiente para vê-los casar e ter filhos. Sem dúvida, Maria era o retrato de uma mulher que não tinha oportunidade alguma, porém conseguiu vencer as adversidades da vida através do trabalho e da fé que ela tinha. Se eu visse uma mulher como Maria no ônibus, eu certamente daria meu lugar a ela, mas atualmente eu sei que ela é a exceção.

Hoje, as coisas mudaram, as mulheres tem livre acesso à educação e podem decidir quantos filhos têm através dos métodos anticoncepcionais. Ao longo dos séculos XIX e XX, alguns fatos marcaram a história dos movimentos feministas. Vejamos, a seguir, algumas importantes datas.

1788 – O político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

1789 – Na França, as mulheres passam a atuar na sociedade de forma mais significativa, reivindicando a melhoria das condições de vida e trabalho, a participação política, o fim da prostituição, o acesso à instrução e a igualdade de direitos entre os sexos.

1791 – A francesa Olympe de Gouges lança a Declaração dos Direitos da Cidadã, na qual reivindicava o “direito feminino a todas as dignidades, lugares e empregos públicos segundo suas capacidades”.

1793 – Olympe de Gouges é condenada à morte e guilhotinada em 3 de março por “ter querido ser um homem de estado e ter esquecido as virtudes próprias do seu sexo”. Nesse mesmo ano, as associações femininas foram proibidas na França.

1819 – A Inglaterra aprova a lei que reduzia para 12 horas o trabalho das mulheres e dos menores entre 9 e 16 anos.

1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

1859 – Surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

1862 – Durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

1865 – Na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas

1869 – É criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres

1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

1874 – Criada no Japão a primeira escola normal para moças.

1878 – A Rússia implanta uma universidade feminina.

1901 – O deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres.

1903 – Profissionais liberais norte–americanas criaram a Women’s Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

1908 – Mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova York, reivindicando o mesmo que as operárias de 1857, além do direito de voto. Caminhavam com o slogan “Pão e Rosas”, em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas, uma melhor qualidade de vida.

1910 – Numa conferência internacional de mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de março como Dia Internacional da Mulher.

1930- Inventada a camisinha feita de látex.

1932 – É instituído no Brasil o voto feminino.

1960- Criada a pílula anticoncepcional.

Mulher-objeto é um termo que designa um comportamento das pessoas do sexo feminino que tem prazer na submissão tanto em relação a mulheres como em relação aos homens.

Quando estou sentado em um ônibus eu faço questão de levantar para os idosos, pois eles são de uma geração que respeitava os mais velhos e merecem ser tratados de igual forma. Eu também levanto para as grávidas, pois respeito a vida humana e sei que a gestante está fazendo um sacrifício, uma vez que toda a mulher que não aborta está ajudando a criar a próxima geração. Eu não levanto para as mulheres jovens por uma série de razões.

Atualmente, a maioria das mulheres que eu conheço são mais promíscuas, mais fortes, mais bem sucedidas e mais auto-suficientes do que eu. Se antes a mulher não podia nada e homem podia tudo, agora os dois podem tudo. As mulheres lutaram durante toda uma geração para adquirir uma “igualdade” em relação aos homens e parece que elas estão conseguindo. Em muitos sentidos, as mulheres se tornaram praticamente homens. Logo, a única conquista feminina que eu me importo foi o direito delas andarem em pé dentro dos ônibus.

O desafio das mulher moderna é ser feminista sem deixar de ser feminina.
Também existem homens feministas. Ser um homem feminista não faz de ninguém menos homem, porém muitos pensam o contrário.

Comente com polidez!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s