EUVÍ: Bia Boss e Hey DJ, primeiro flop do B-pop


Acabei de escutar e de assistir a primeira música da cantora de “B-Pop” Bia Boss, a musica se chama Hey DJ. Não sou crítico musical, mas antes de escutar a música eu já sabia que ela teria forte influencia do pop coreano e por isso imaginava que teria muito autotune, e refrão em inglês com um ritmo dançante. Desde o início eu sabia que o público que frequenta as baladas tem uma forte resistência à lingua portuguesa. Mal eu imaginava que a música seria “toda” em inglês com apenas duas ou três frases na nossa língua.

Sinceramente, eu até acho bastante ousada e promissora a iniciativa da Soundz, a produtora que está lançando a Bia Boss, mas eu me surpreendi quando escutei a música. A música é bem chatinha, com uma forte pitada de eletropop e uma batida genérica, com adivinha? Muito autotune, MUITO MESSMO. Quando estava escutando a música minhas análises se ativeram apenas a música e ao seu ritmo, que eu achei bastante estranhos e não consegui entender direito o que significava a letra, que por sinal não faz muito sentido e se resume a algumas frases repetidas incessantemente intercalandas com frases em inglês, no caso “não pare! não pare!” e “dance! dance! dance!”.

A música de positivo tem a voz da Bia, que não canta mal e a própria produção musical, que se mostra bastante desenvolvida e apta a imitar o pop coreano. Ponto final. Faltou personalidade e um toque brasileiro também, falar português apenas não basta. O que pareceu foi uma tentativa de importar o pop coreano para o contexto brasileiro e esqueceram de trazer o ingrediente Brasil para essa salada.

Logo quando comecei a assistir o clipe comecei a sentir uma profunda sensação conhecida como vergonha alheia. Ao invés de ver uma artista com personalidade para inovar na introdução de uma nova tendência,  o que vi foi uma performance apagada e sem brilho claramente mal dirigida. Faltou empatia, presença, naturalidade e disposição por parte da cantora.

A história do clipe é simples, Bia Boss está no sofá e atende o telefone para ir a uma balada com uma enorme fila. Evidente, Bia, que é uma Boss, passa direto pela fila e entra na balada. Uma vez dentro da boate Bia se junta com alguns brasileiros de origem asiática e começa a “causar”, ou pelo menos tenta. O mais deprimente é ver que o clipe é muito bem produzido, mas ele não consegue trazer nenhum tipo de colírio para os olhos. Bia é até bonita, mas todas as cenas só conseguem enfatizar o fato dela possuir um  moderninho corte de cabelo sidecut e suas roupas e acessórios “descolados”, vide seu inseparável boné de aba reta (manow) e sua coroa.

Num esforço desesperado para viralizar o clipe, ele tenta de uma forma vergonhosa colocar uma pessoa fantasiada de urso gigante no ambiente da boate para trazer atenção. Até esse momento me questionei em qual era a piada uma vez que há tanto o que se criticar no clipe que o Urso gigante acaba se passando despercebido.

O clipe chega a ser entediante. Diferente do teaser, no clipe ela fica quase que o tempo todo sem expressão alguma, talve por timidez, mas isso é indesculpável. Durante todo o clipe, Bia parece não estar a vontade no ambiente em que está. Ela devia tomar uma posição de poder, mostrar personalidade e ser mais gangsta.

A dança foi um ponto muito frágil, pois ela não surpreende em momento nenhum, muito pelo contrário a falta de sincronia e os movimentos simples, causam uma sensação de vergonha a partir do momento que se entende que ela quer imitar a dança elaborada presente no pop coreano. Ela não teve uma boa coreografia e o clipe também não focou na dança, por mais que a música fosse dançante. O que faltou nesse clipe se resume numa palavra: ATITUDE. Onde estava a atitude? Cadê a atitude? Até o rapper que faz a colaboração não tem o estilo necessário para compor essa função tão conhecida.

Em hora alguma é possível ver uma atuação condizente com o contexto que está sendo mostrado. Falta empolgação na hora de dançar. Olhando para os clipes de pop atual, vejo como essa foi uma tentativa fracassada de criar algo bom que que patinou na execução.

Portanto, acredito que existem vários pontos a melhorar e que as críticas construtivas devem alimentar o desempenho dos futuros trabalhos de Boss. Elogiar o que é claramente insuficiente é a melhor forma de contribuir para o fracasso de algo. Esperamos que ela encontre um horizonte mais próspero para o futuro, só que para isso ela vai ter que se comportar como chefia, até lá, Hey DJ, troca a música!

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