EUVÍ: Jean Willys contra José Roberto Guzzo, desta vez, com razão



Hoje, ao acordar reparei  que repercurtiu na mídia um artigo do deputado federal Jean Willys criticando um outro artigo que um colunista da Veja havia feito em repúdio ao casamento homossexual. Por mais que eu seja a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo, sou a favor que todos possam expressar sua opinião sobre o assunto, até porque tenho uma visão muito peculiar em relação ao casamento. Ao meu ver o Estado não deveria se meter no casamento homossexual ou heterossexual, pois o casamento é um ritual de origem religiosa e sendo o Estado laico, a sua interferência num assunto religioso só pode causar um ruído social.

Eu aprendi ainda pequeno que nem todos concordariam comigo e que a forma mais fácil de não adquirir inimigos era simplesmente ficando calado. Apesar disso, compreendi que o ser humano é um animal pensante que tem a necessidade de expor e propagar as suas ideias e que não devemos menosprezar um ser humano simplesmente porque pensa diferente de nós.

Na coluna de José Roberto Guzzo na Veja em que ele advoca a favor do casamento tradicional e contra o casamento gay, Guzzo se utiliza de exemplos fortes para defender suas ideias ao comparar a homossexualidade com a zoofilia. Comparar zoofilia com a homossexualidade não é algo aceito pela sociedade. E por mais que eu seja um apoiador da liberdade de expressão, liberdade de expressão não é liberdade de ofender os outros, ainda mais a tão sofrida comunidade homossexual.

O deputado Jean Willys resolveu criticar o infeliz texto do colunista da Veja, mas não menciona em seu texto que faltou à votação da redistribuição dos royalties do petróleo que prejudicavam ao seu estado, o Rio de Janeiro, por estar reunido numa palestra discutindo a legalização dos prostíbulos. Na hora de criticar os outros, muitos se levantam para bradar lições de moral; porém na hora de cumprir com o seu dever e proteger seu estado, muitos se ocupam com afazeres menos importantes.

Vamos começar transmitindo as declarações de Jean Willys em resposta a José Roberto Guzzo:

“Eu havia prometido não responder à coluna do ex-diretor de redação de Veja, José Roberto Guzzo, para não ampliar a voz dos imbecis. Mas foram tantos os pedidos, tão sinceros, tão sentidos, que eu dominei meu asco e decidi responder.”

Jean Willys já começa dizendo que prometeu não fazer algo e mudou de ideia. OK! Logo depois afirma que não quer ampliar a voz dos imbecis, mas é exatamente isso que ele fez com esse texto, ele amplia a voz do colunista da Veja e o oferece mais ibope. E claro, Willys deixa em entrelinhas que o colunista seria de fato um imbecil.

Willys ainda usa de sua boa argumentação para desconstruir o texto de Guzzo ao observar que ele usou a palavra homossexualismo para denotar na homossexualidade uma atitude doentia. Willys ainda denuncia que dos 50.000 homícidios que acontecem no Brasil todos os anos,  300 são homícidios de homossexuais causados pelo fato de serem homossexuais.

Apesar de existir uma sensitividade muito grande por parte da sofrida comunidade gay às críticas, o colunista da Veja realmente parece ter passado de todos os limites e eu reconheço que os homossexuais não merecem ser comparados com zoófilos. O problema é que o Brasil é um terreno tão fértil para o preconceito que se o colunista tivesse usado essa mesma retórica para criticar uma religião, uma instituição ou um partido político, não haveria repercussão alguma, pois todos estamos acostumados a ler críticas ferrenhas a tudo e todos.

A liberdade de expressão desconexa do bom senso pode gerar declarações que apenas alimentarão ao desrespeito e à intolerância a determinado grupo social. Uma sociedade que almeja a igualdade e o bem estar social não pode nutrir dentro do seu seio um viés tão nocivo para um outro grupo. A divergência em relação a esse tema se deve a anos e anos de marginalização da homossexualidade pelas religiões monoteístas e a revolução sexual que ocorre nos nossos dias.

A revista Veja tem como papel denunciar as opiniões dos vários setores que compõe a nossa sociedade e acabou pecando por não dar voz ao outro lado. O tema do casamento gay é ainda mais controverso porque ambos os defensores mais ferrenhos de cada lado são incapazes de discutir o assunto de forma séria sem acusar os do outro lado de serem atrasados, zoófilos, medievais, hipócritas, pervertidos ou moralistas. O texto de Willys, no fundo, além de ser uma resposta ao colunista da Veja, serve como munição para que mais discussões sejam travadas sem que o bom senso possa ser ouvido.

Respeitar o diferente não é aceitar o que ele faz, mas impedir que uma pessoa se comporte como quer, é negar que ela seja quem ela é.

24 comentários

  1. Acontece que àquele colunista da veja, é religioso e tal Jesus era extremamente homofóbico e incitava a morte de todos, logo, por óbvio, o colunista também o é. LEVITICUS 18:22 – “Com outro homem não deitarás, pois aberração o é, e seu sangue será sobre vós.” Não é um legado maravilhoso daquele que morreu para tirar os pecados do mundo, mas se arrependeu e ressuscitou, dando um estelionato nos devotos.
    Prometeu voltar em 1000 anos…..?????? Só mais um político e suas promessas vazias.

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  2. Achei o texto muito bom! Creio que o bom senso muitas vezes falta nas discussões e caimos realmente em extremos que só servem para exaltar ainda mais as pessoas. Concordo que o Estado é laico e deveria se abster de determinadas decisões que são individuais como o casamento.

    Nilson, você deveria antes de criticar a Biblia, ler um pouco mais e fazer uma distinção básica entre antigo e novo testamento. Isso é básico! Jesus está presente como homem no novo testamento, e há uma diferença primordial nos dois: no primeiro operava a justiça de Deus e no segundo a graça de Deus. Se voce tivesse lido melhor veria que a Biblia diz que 1- Deus é amor 2-Ainda que algo seja errado aos olhos de Deus, ele ama a todas as pessoas independente dos seus erros (e aqui se fossemos enumerar o que é considerado errado, estaríamos incluindo todos os eres humanos, pois todos são pecadores). Mas a graça faz que ainda que sejamos pecadores, sejamos considerados justos perante Deus, através de Jesus. Que não se arrependeu de ter morrido, mas que abriu um novo caminho do homem até Deus e que em nenhum momento prometeu voltar em mil anos.

    Quando vejo esse tipo de comentário depois do texto penso que realmente estamos longe de ter um tipo de discussão séria, que não caia na ridicularização de qualquer extrato da população por intolerância. Vamos nos atentar a isso. Mas parece que as pessoas leem um texto ótimo como esse e não absorvem nada.

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  3. Olha, obrigado pelo comentário Carol e também obrigado pelo comentário Nilson, que não perde a oportunidade de deixar a sua opinião de viés religioso.

    Outros blogs dizem que vão apagar comentários preconceituosos a religiões, racistas, classistas, burros, homofobicos, etc. Eu faço questão de deixar os comentários que incitam a intolerância e o ódio para mostrar quais são os grupos que trazem conflito para a nossa sociedade e o que eles dizem.

    Não discuto como abitolados e fanáticos de qualquer religião, mas advoco pela coexistência pacífica entre todas elas, apesar de não ser um entusiasta do que viria a ser a religião.

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  4. Caro
    o seu texto está um pouco confuso.
    Apesar de você terminar defendendo os direitos no final, alguns pontos não são muito coerentes.
    Primeiro, o que tem a ver o assunto dos royalties do petróleo com o assunto sobre os direitos civis?
    Segundo, o fato de Jean Willys ter mudado de idéia sobre opinar sobre um assunto não o diminui e muito menos o seu argumento que foi muito bem fundamentado.
    Não creio que se o mesmo argumento usado pelo Jean Willis fosse apontado para partidos politicos ou religiões, esse não teria repercussão nenhuma. Com certeza teria repercussão e acho que seria ainda muito maior, pois os gays são uma minoria e sua voz nem sempre é ouvida enquanto que os partidos políticos e as religiões têm muito mais voz.
    E neste caso você está generalizando o assunto abordado pelo Jean, dizendo que o argumento pode ser aplicado para qualquer outra situação, como se não tivesse um fundamento específico ou fosse contextualizado.
    Você fala que o estado é laico e que ele não deve se intrometer, porém eu discordo. A união entre duas pessoas do mesmo sexo se faz em âmbito civil, protegido pelo estado, então é através dele que precisamos ter leis que dêem o direito a duas pessoas do mesmo sexo de se casar.
    Neste caso específico é sobre isso que se trata o argumento do Jean Willis, ter os mesmos direitos que a maioria da população tem, o de se casar na esfera civil.
    Não tem nada a ver com religião. Na verdade em nenhum momento no texto dele se fala sobre religião.
    Outro ponto é sobre a liberdade de expressão.
    Como o próprio nome já diz liberdade é para todos, se ela é desprovida de bom senso então é porque a pessoa que a expressou não o possui.
    Todos podem exprimir sua opinião, seja positiva ou negativamente. O que não se pode é atacar o outro de maneira a suprimir seus direitos. E todo ataque, seja por atos ou por palavras, estão sujeito às penalidades da lei. Ou seja, cada um é responsável por suas atitudes e palavras.
    Um estado tem combater por meios legais as atitudes e palavras que geram desrespeitos e injustiças.
    O problema é que não existem leis que garantam os direitos dos gays de seram atacados, de serem mortos e terem seus direitos suprimidos.
    Temos sim que lutar para que todos tenhamos os mesmos direitos neste país, independente de raça, cor, credo, orientação sexual, classe social, etc.
    Atenciosamente
    Leonardo Simoes.

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  5. Alguém aí leu o texto original da Veja? (não achei na net)
    Alguém aí tem como confirmar as 300 mortes causadas por homofobia? De onde são esses dados?
    Grato

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  6. O texto do Guzzo na Veja

    J.R. Guzzo

    Parada gay, cabra e espinafre

    Já deveria ter ficado para trás no Brasil a época em que ser homossexual era um problema. Não é mais o problema que era, com certeza, mas a verdade é que todo o esforço feito há anos para reduzir o homossexualismo a sua verdadeira natureza – uma questão estritamente pessoal – não vem tendo o sucesso esperado. Na vida política, e só para ficar num caso recente, a rejeição ao homossexualismo pela maioria do eleitorado continua sendo considerada um valor decisivo nas campanhas eleitorais. Ainda agora, na eleição municipal de São Paulo, houve muito ruído em tomo do infeliz “kit gay” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que a atração afetiva por pessoas do mesmo sexo é a coisa mais natural do mundo. Não deu certo, no caso, porque o ex-ministro Fernando Haddad, o homem associado ao “kit”, acabou ganhando – assim como não tinha dado certo na eleição anterior, quando a candidata Marta Suplicy (curiosamente, uma das campeãs da “causa gay” no país) fez insinuações agressivas quanto à masculinidade do seu adversário Gilberto Kassab e foi derrotada por ele. Mas aí é que está: apesar de sua aparente ineficácia como caça-votos, dizer que alguém é gay, ou apenas pró-gay, ainda é uma “acusação”. Pode equivaler a um insulto grave – e provocar uma denúncia por injúria, crime previsto no artigo 140 do Código Penal Brasileiro. Nos cultos religiosos, o homossexualismo continua sendo denunciado como infração gravíssima. Para a maioria das famílias brasileiras, ter filhos ou filhas gay é um desastre – não do tamanho que já foi, mas um drama do mesmo jeito.

    Por que o empenho para eliminar a antipatia social em torno do homossexualismo rateia tanto assim? O mais provável é que esteja sendo aplicada aqui a Lei das Consequências Indesejadas, segundo a qual ações feitas em busca de um determinado objetivo podem produzir resultados que ninguém queria obter, nem imaginava que pudessem ser obtidos. É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal. A Lei das Consequências Indesejadas pode ser do bem ou do mal. É do bem quando os tais resultados que ninguém esperava são coisas boas, como aconteceu no Projeto Apollo: o objetivo de colocar o homem na Lua foi alcançado – e ainda rendeu uma bela frigideira, além de conduzir a um monte de outras invenções provavelmente mais úteis que a própria viagem até lá. É do mal quando os efeitos não previstos são o contrário daquilo que se pretendia obter. No caso das atuais cruzadas em favor do estilo de vida gay, parece estar acontecendo mais o mal do que o bem. Em vez de gerar a paz, todo esse movimento ajuda a manter viva a animosidade; divide, quando deveria unir. O kit gay, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao homossexualismo, e só gerou reprovação. O fato é que, de tanto insistirem que os homossexuais devem ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos, ou como uma espécie ameaçada, a ser protegida por uma coleção cada vez maior de leis, os patronos da causa gay tropeçam frequentemente na lógica – e se afastam, com isso, do seu objetivo central.

    O primeiro problema sério quando se fala em “comunidade gay” é que a “comunidade gay” não existe – e também não existem, em consequência, o “movimento gay” ou suas “lideranças”. Como o restante da humanidade, os homossexuais, antes de qualquer outra coisa, são indivíduos. Tem opiniões, valores e personalidades diferentes. Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas. Votam em candidatos que se opõem. Podem ser a favor ou contra a pena de morte, as pesquisas com células-tronco ou a legalização do suicídio assistido. Aprovam ou desaprovam greves, o voto obrigatório ou o novo Código Florestal – e por aí se vai. Então por que, sendo tão distintos entre si próprios, deveriam ser tratados como um bloco só? Na verdade, a única coisa que têm em comum são suas preferências sexuais – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade heterossexual” para agrupar os indivíduos que preferem se unir a pessoas do sexo oposto. A tendência a olharem para si mesmos como uma classe à parte, na verdade, vai na direção exatamente contrária à sua principal aspiração – a de serem cidadãos idênticos a todos os demais.

    Outra tentativa de considerar os gays como um grupo de pessoas especiais é a postura de seus porta-vozes quanto ao problema da violência, imaginam-se mais vitimados pelo crime do que o resto da população; já se ouviu falar em “holocausto” para descrever a sua situação. Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos. Os homossexuais são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os heterossexuais; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil. E as agressões gratuitas praticadas contra gays? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

    Não há proveito algum para os homossexuais, igualmente, na facilidade cada vez maior com que se utiliza a palavra “homofobia”; em vez de significar apenas a raiva maligna diante do homossexualismo, como deveria, passou a designar com frequência tudo o que não agrada a entidades ou militantes da “causa gay”. Ainda no mês de junho, na última Parada Gay de São Paulo, os organizadores disseram que “4 milhões” de pessoas tinham participado da marcha – já o instituto de pesquisas Datafolha, utilizando técnicas específicas para esse tipo de medição, apurou que o comparecimento real foi de 270000 manifestantes, e que apenas 65000 fizeram o percurso do começo ao fim. A Folha de S.Paulo, que publicou a informação, foi chamada de “homofóbica”. Alegou-se que o número verdadeiro não poderia ter sido divulgado, para não “estimular o preconceito” – mas com isso só se estimula a mentira. Qualquer artigo na imprensa que critique o homossexualismo é considerado “homofóbico”; insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

    Há mais prejuízo que lucro, também, nas campanhas contra preconceitos imaginários e por direitos duvidosos. Homossexuais se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias. O mesmo acontece em relação ao casamento, um direito que tem limites muito claros. O primeiro deles é que o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa. Pessoas do mesmo sexo podem viver livremente como casais, pelo tempo e nas condições que quiserem. Podem apresentar-se na sociedade como casados, celebrar bodas em público e manter uma vida matrimonial. Mas a sua ligação não é um casamento – não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco. Há outros limites, bem óbvios. Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe, ou com uma irmã, filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais, e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os gays, acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para todos? Argumenta-se que o casamento gay serviria para garantir direitos de herança – mas não parece claro como poderiam ser criadas garantias que já existem. Homossexuais podem perfeitamente doar em testamento 50% dos seus bens a quem quiserem. Têm de respeitar a “legítima”, que assegura a outra metade aos herdeiros naturais – mas essa obrigação é exatamente a mesma para qualquer cidadão brasileiro. Se não tiverem herdeiros protegidos pela “legítima”, poderão doar livremente 100% de seu patrimônio – ao parceiro, à Santa Casa de Misericórdia ou à Igreja do Evangelho Quadrangular. E daí?

    A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar a “homofobia” em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra homossexuais que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil. Como a invenção de um novo crime poderia aumentar a segurança dos gays, num país onde 90% dos homicídios nem sequer chegam a ser julgados? A “criminalização da homofobia” é uma postura primitiva do ponto de vista jurídico, aleijada na lógica e impossível de ser executada na prática. Um crime, antes de mais nada, tem de ser “tipificado” – ou seja, tem de ser descrito de forma absolutamente clara. Não existe “mais ou menos” no direito penal; ou se diz precisamente o que é um crime, ou não há crime. O artigo 121 do Código Penal, para citar um caso clássico, diz o que é um homicídio: “Matar alguém”. Como seria possível fazer algo parecido com a homofobia? Os principais defensores da “criminalização” já admitiram, por sinal, que pregar contra o homossexualismo nas igrejas não seria crime, para não baterem de frente com o princípio da liberdade religiosa. Dizem, apenas, que o delito estaria na promoção do “ódio”. Mas o que seria essa “promoção”? E como descrever em lei, claramente, um sentimento como o ódio?

    Os gays já percorreram um imenso caminho para se libertar da selvageria com que foram tratados durante séculos e obter, enfim, os mesmos direitos dos demais cidadãos. Na iluminadíssima Inglaterra de 1895, o escritor Oscar Wilde purgou dois anos de trabalhos forçados por ser homossexual; sua vida e sua carreira foram destruídas. Na França de 1963, o cantor e compositor Charles Trenet foi condenado a um ano de prisão, pelo mesmo motivo. Nada lhe valeu ser um dos maiores nomes da música popular francesa, autor de mais de 1000 canções, muitas delas obras imortais como Douce France – uma espécie de segundo hino nacional de seu país. Wilde, Trenet e tantos outros foram homens de sorte – antes, na Europa do Renascimento, da cultura e da civilização, homossexuais iam direto para as fogueiras da Santa Madre Igreja. Essas barbaridades não foram eliminadas com paradas gay ou projetos de lei contra a homofobia, e sim pelo avanço natural das sociedades no caminho da liberdade. É por conta desse progresso que os homossexuais não precisam mais levar uma vida de terror, escondendo sua identidade para conseguir trabalho, prover o seu sustento e escapar às formas mais brutais de chantagem, discriminação e agressão. É por isso que se tornou possível aos gays, no Brasil e no mundo de hoje, realizar o que para muitos é a maior e mais legítima ambição: a de serem julgados por seus méritos individuais, seja qual for a atividade que exerçam, e não por suas opções em matéria de sexo.

    Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa ideia.

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  7. O Grupo Gay da Bahia (GGB),divulga o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais de 2010. Foram documentados 260 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil no ano passado, 62 a mais que em 2009 (198 mortes), um aumento 113% nos últimos cinco anos (122 em 2007). Dentre os mortos, 140 gays (54%), 110 travestis (42%) e 10 lésbicas (4%). O Brasil confirma sua posição de campeão mundial de assassinatos de homossexuais: nos Estados Unidos, com 100 milhões a mais de habitantes que nosso país, foram registrados 14 assassinatos de travestis em 2010, enquanto no Brasil, foram 110 homicídios. O risco de um homossexual ser assassinado no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos.

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  8. Mesmo concordando em 95% do que disse sobre os exageros e exigências descabidas feitas pelo movimento XXXXXX (não sei mais como esta s sigla) o J.R.Guzzo exagerou e foi deselegante, eu não gostaria de meu filho ou minha filha ser comparada a um animal, ser humano é ser humano e não deve ser comparado ou taxado de nada. O senhor deputado Jean deve sim defender a bandeira da causa que lhe alçou ao cargo, mas só se preocupar e só falar disto demonstra a limitação do que ele é e do que quer e tem se tornado cego quando aos direitos dos outros, mostrando estar despreparado para o cargo, como muitos outros também não estão, sendo assim concordo com o escritor deste post quanto as escolhas das prioridades discutíveis do deputado.

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  9. Achei sua observação equivocada. Casamento não tem, propriamente, cunho religioso. A afirmação de que o estado laico não deve meter-se nos casamentos por este ser um ato religioso, é uma bobagem.
    A união macho e fêmea, para preservação e continuidade da espécie humana precede e muito a ideia de deuses ou religião.

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  10. Seu comentário foi o maior monumento à canalhice que li em toda minha vida. Dizer que Jesus incitou todos contra todos só pode ter saído de uma mente porca, imunda e canalha como certamente é a sua. Acusar Jesus de “homofóbico” e que “incitava a morte de todos” indica que você tem algum tipo de transtorno mental incurável. Você deve ter dado tanto sua bunda pros porcos que você se tornou um deles.

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  11. NÃO LIGUE PARA O NILSON. SABEMOS QUE JESUS NÃO ERA ASSIM.
    E DEVIDO AO SEU ESTILO DE VIDA, PROVAVELMENTE ERA VIADO.
    E PREGAVA O AMOR ENTRE SEUS 12 “AMIGOS”.

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  12. Tem que processar este sujeito pois achincalha os filhos adotivos, faz apologia ao sexo com animais e ainda fala que é nocivo criminalizar crimes homofóbicos.Pro cacete

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  13. Cristo em momento algum acusou quem quer que fosse pela sua conduta, muito pelo contrário ele salvou uma adúltera do apedrejamento.Ele levou para o Paraíso um ladrão assassino, nunca se esqueçam disto.Temos que nos libertar das amarras do Antigo Testamento na realidade ele é apenas um conjunto de ConstituÍçoês de uma época.Os pergaminhos lá encontrados em sua maioria foram escritos por Reis e não devemos dar credibilidade a ele, pois se assim agirmos teremos que matar quem trabalha aos sábados,considerar a mulher imunda quando menstruada e não comendo nada por ela preparado,não comer e nem tocar em carne suína. Seria até difícil para quem almoça fora ter que perguntar se a mulher está menstruada kkkkkkk,Apedrejar os adúlteros, aliás somente em Juiz de Fora se levasse ao pé da letra e apedrejassem os adúlteros aqui seria um verdadeiro canteiro de obras de tantas pedras kkkkk.Ah tem também os que fazem sexo somente por prazer,e muito mais .Tá vendo melhor deixar prá lá e passarmos amar mais o próximo e praticar as obras…e não dar ibope para velho recalcado rebaixado de ex redator de redação para “contínuo” que quando não tem nada para fazer escrever merda…

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  14. Tá, entre os milhares de mortos no Brasil 260 é LGT.
    Mas se os números são usados para comprovar a tal da homofobia, os crimes devem ser motivados por tal.
    O relatório também divulga a motivação do crime? Porque se um negro é assassinado não necessariamente por racismo, idem para um branco, etc etc

    Obrigado pelo texto completo

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  15. 1-Ateísmo

    Em primeiro Lugar gostaria de salientar que não tenho nada contra ateus em geral, o que de fato detesto é o fanatismo e a má educação que são expostos nesse e em tantos outros comentários desse autor ao redor da internet. Defendo a liberdade de religião e o direito daqueles que não querem/podem acreditar em deus. A esmagadora maioria dos ateus são sensatos e jamais reproduziriam um comportamento tão repugnante como esse. O que acontece é que esse sr. mexeu com quem estava quieto. É sempre assim o rugido dos fanáticos, atacam primeiro para depois criar uma discussão que alimenta o ego deles.

    2- Caro

    Caro Nilson de Simas, como todos que visitam o ACID estão cansados de saber, sou extremamente tolerantes com comentários odiosos e preconceituosos. Esse, no caso foi o seu primeiro comentário aqui no blog, mas infelizmente não foi o único. Você insistentemente fez vários comentários agressivos aqui, que eu nem sei porque não apaguei. Talvez tenha deixado para mostrar para mim mesmo como a irreligiosidade pode produzir um ser humano tão xiita quanto qualquer sunita radical. Só te expulsei do blog porque você afirmou, achando estar coberto de razão, que pessoas crentes em deus tinham um câncer no cérebro. Isso foi o limite.

    3- Desocupado

    Faça um esforço e coloque no google o nome do autor desse texto. Ficará enojado com a quantidade de lixo que esse sr. é capaz de produzir em blog ateístas e até mesmo evangélicos. Isso denota uma profunda falta do que fazer. Por acaso eu vou perder meu tempo comentando num site de uma religião que não é a minha? Por que eu faria isso? Por acaso sou barraqueiro e gosto de tumultuar? Por que eu iria comentar num site de ateus? Eu respeito a opção deles, não preciso ficar fazendo provocações infantilóides como essas que esse apedeuta costuma fazer(ex: a pior droga não é o crack, é a religião). Talvez ele tenha esse comportamento imaturo porque tenha a mesmo proporção de crack na cabeça que tem de incredulidade.

    4- Boboca

    Desde esse comentário, o autor começou a comentar todos os meus textos. Sim, todos. É como se ele seguisse o blog e se achasse na missão de rebater cada um dos meus textos. É óbvio, nunca dei a menor importância para seus comentários energúmenos. Sempre preferi deixar ele falando sozinho. O mais interessante era quando eu postava um texto às 3 horas da manhã e ele comentava um minuto depois de publicado. Não importa a hora do dia, se eu postasse, la vinha ele com um comentário. Não adiantava esconder o post fora da página principal, ele ia igual um boboca comentar de qualquer jeito.

    5- Ignorante

    Não sei se vocês sabem, mas a esmagadora maioria das pessoas que me visistam não leem o que escrevo, elas só passam o olho no título e nas figuras. No caso do autor desse comentário, parece que ele sofria de um crônico hábito de ignorância aguda, pois ele comentava em posts em que evidentemente não tinha lido. Seus comentários nunca tinham alguma coisa a ver com o texto, mas com algum sentimento reprimido de ódio ou coisa parecida que ele tinha contra a religião.

    Eu não sei se esse ódio se deve por causa de algum trauma (ex: se foi violentado por um padre ou teve uma infância na igreja evangélica onde era obrigado a reprimir sua orientação sexual). O fato é que comentar posts que você não leu apenas para fazer uma propaganda idiota da sua causa é um ato desesperado que denota a necessidade de auto-afirmação que a pessoa tem. Dá para sentir que ele queria era arrumar um barraco, uma confusão, uma discussão, etc. Só um mongolóide fala daquilo que não sabe, no caso dessa pessoa, ele não lia e se achava no direito de publicar a opinião dele (que para variar, nada agregavam).

    6- Desonesto

    Algo que sempre admirei nos ateus era que sempre tentavam se utilizar de bons argumentos para defender a tese deles. No entanto, isso não parecia ser uma prioridade para o autor desse comentário. Bem, como ele é ateu eu vou usar a mesma lógica dele.

    “Acontece que àquele colunista da veja, é religioso“

    Como você sabe que ele é religioso? Tem como provar? Por acaso você abriu a cabeça dele e achou uma religião lá dentro? Fui pragmático e fiz uma pesquisa no google, não achando nenhuma prova de que ele era religioso. Já que não há provas, você deveria ter ao menos ficado calado nesse ponto. Mais uma vez você falou do que não tem certeza para fazer uma conclusão cabal.

    Lógica falaciosa

    Jesus era extremamente homofóbico e incitava a morte de todos, logo, por óbvio, o colunista também o é.

    Pelo raciocínio dele:

    1- O colunista é religioso( não há provas contundentes, mas presumíveis).

    2- Jesus era extremamente homofóbico( esse Jesus deve ser um vizinho dele com quem ele devia ter um caso, só pode ser heheh).

    3- Jesus incitava a morte de todos ( provas? Que Jesus? Só se for o que mora na cabeça fechada dele).

    4- Logo, o colunista é extremamente homofóbico e incita a morte de todos. ( que idiota!)

    Bem, o texto do colunista foi muito ignorante, mas chega a ser uma peça de arte comparado a esse comentário infeliz desse leitor. O texto dele de fato, na minha opinião, foi e continua sendo homofóbico. No entanto, o autor do comentário tenta justificar a homofobia do colunista por causa de sua suposta religiosidade. Isso é um wishful thinking( pensamento desejoso ). Nem todo religioso é homofóbico e nem todo homofóbico é religioso. Do nada, todos os defeitos do mundo passam pelo prisma daquilo que você detesta (no caso dele, religião). Essa é uma forma de viver tão pobre que chega a me dar pena ver a hipocrisia de uma pessoa que perde horas de sua vida militando na internet fazendo uso das piores táticas são feitas por religiosos.

    Jesus, o homofobista

    Sinceramente, não fiquei pessoalmente ofendido com as ofensas que esse indivíduo fez contra o motivador da religião cristã, o que de fato me causou ogeriza foi a desonestidade intelectual que ele tentou argumentar. Eu não tenho uma bíblia em casa, mas depois de procurar no google eu descobri que ela tem duas partes: o velho e o novo testamento. O versículo o qual esse desonesto tenta usar para incriminar Jesus, o personagem do Novo Testamento, de homofobia, é um texto de Levítico, livro do Velho Testamento. Logo, se esse analfabeto funcional soubesse ler direito, descobriria que o texto de Levítico foi escrito mais de centenas de anos antes do nascimento de Jesus. Será que ele, como ateu, tem fé o suficiente para crer que Jesus viajou no tempo? Eu não tenho fé o suficiente para isso, mas a credulidade de um ateísta desesperado é capaz de provar o improvável.

    Como se não fosse o bastante, o livro de Levítico não foi escrito por Jesus. Logo, segundo nosso “amigo”:

    1- Jesus pode ser responsabilizado pelo que não disse.

    2- Jesus pode ser responsabilizado por atos que ocorreram antes de seu nascimento.

    3- Qualquer trecho da bíblia pode ser tirado do contexto para provar algo contra o tal Jesus Cristo.

    4- Jesus nunca incitou a morte de todos (em sentido literal), mas se o nosso amigo interpreta que ele incitou, então ele deve ter incitado.

    Homofóbico

    Dizer que algo é pecado não é ser homofóbico. Se fosse assim, qualquer crente que dissesse que mentir é pecado seria, por conseguinte mentirofóbico. Essa é uma ideia falaciosa.Fica difícil não imaginar que o autor do comentário está ofendendo Jesus de homofóbico para se defender da suposta homofobia. Mas vamos dar o benefício da dúvida para ele. Imaginemos que ele estivesse certo e que de fato Jesus fosse um temível homofóbico.

    Então teríamos que cumprir os demais mandamentos do tal livro de Levítico:
    – Matem seus filhos que tenham outra crença.
    – Matem todas as pessoas que trabalhem aos sábados.
    -Não cortem mais cabelo nem façam barba.
    -Não toquem, jamais, em mulheres menstruadas.
    -Não comam carne de porco.

    Vida real

    Não sei se isso acontece na mente desse palhaço, mas no mundo real é bem difícil ver cristãos cumprindo ou guardando esses mandamentos. Um dos motivos para tal coisa é que o Velho Testamento não é chamado de Velho por acaso. No Novo Testamento, Jesus cumpriu a Lei do Velho Testamento e por ele os pecados das pessoas foram perdoados. É muito confortável ler a religião como você quer, e não como as coisas são. Mais uma vez, a realidade te deixou de quatro. Já que é para citar versículos da bíblia, então vou citar um só – e pelo menos esse teria sido proferido por Jesus:
    Marcos 12:30-31. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.

    Fechada com chave de ouro

    (Jesus)Prometeu voltar em 1000 anos…..?????? Sómais um político e suas promessas vazias.

    Como assim ele prometeu voltar em 1000 anos? De onde tiraste isso? Quantos mestrados você tem em adivinhação?
    Marcos 13:32 “Mas, daquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos que [estão] no céu, nem o filho, senão o pai”.

    Parabéns, você não acredita em deus, mas você sabe a data que somente ele deveria saber, segundo Jesus. Levando em consideração sua lógica, talvez seja porque você seja deus. Aliás, você está banido desse blog. O único comentário que eu vou publicar seu é o seu comentário pedindo desculpas, ou pelo menos atacando a religião de forma legítima. Do contrário, espero que essa resposta sirva como um tapa na cara de quem pensa que todo o ateísta militante é o dono da verdade científica e suprema.

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  16. ESSE COMENTARIO E PARA VOCE NILSON DE SIMAS, EU FICO IMAGINANDO COMO EM PLENO SECULO 21 ANO DE 2013 POSSA EXISTIR UM PESSOA TÃO IMBECIL E ESTUPIDO COMO VOCE, E POR CAUSA DE ANALFABETOS E HOMOXESSUAIS REVOLTADOS IGUAIS A VOCE QUE ESSE PAIS SE ENCONTRA NO CAOS, DOENTES E IMBECIS COMO VOCE DEVERIAM SER JOGADOS EM CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO PARA SER ENSINADOS NOVAMENTE A SEREM PESSOAS DIGNAS MAS AO INVES DISSO ANORMAIS COMO VOCE GANHAM CADA VEZ MAIS ESPAÇO NA SOCIEDADE E POR ISSO NOSSA SOCIEDADE ESTA TÃO DOENTE;

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  17. O texto não compara a homossexualidade à zoofilia. Desde que li o texto a primeira vez, entendi que as críticas se dirigia ao vitimismo que o movimento gay faz de sua própria causa, o que, de certa forma limitaria os avanços na busca por direito. Na parte específica da cabra, ele faz as ressalvas de que e lei impõe limitações a certos aspectos da vida civil: de fato, o casamento, na Constituição e no Código Civil é aquele realizado entre homem e mulher. Tá na lei e na CF. O que o STF fez foi dar uma “interpretação conforme” (conforme não se sabe o quê) para estender tal direito a pessoas do mesmo sexo.
    A exemplificação dos limitações não foi das mais felizes, embora esteja correta: não se pode casar com irmã, com mãe, com cabra, nem mesmo com assassino de ex-cônjuge.
    Como Operador do Direito, defendo o casamento civil de pessoas do mesmo sexo, até como algo inalienável, fundamental mesmo. Entretanto, não posso apoiar a forma. O STF não deve inovar na legislação. Acredito firmemente que nosso Congresso não recusaria proceder tais alterações nas leis.
    Nesse ponto, a crítica do Guzzo até faz sentido: em vez de sentar e debater de forma ponderada e sensata, a militância fica aos berros acusando a todos de homofobia, onde ela não existe. Veja que Jean Willys usou a suposta homofobia até no BBB, quando indicado ao paredão e o Bial perguntou-lhe se haveria razão para ter sido escolhido pelos seus pares dentro da casa.
    É certo que endurecimento de posições não contribui para o debate. Tampouco a ignorância e a má fé de uns poucos (de ambos os lados) que fazem do tema o seu meio de vida. Os espertalhões se utilizam de uma maioria silenciosa, que vive pacifica e alegremente, sem que isso traga qualquer atrito ou dissabor. Conheço famílias evangélicas e católicas que se reúnem com amigos a parentes gays, e vivem harmoniosamente, cada um no seu quadrado, se respeitando mutuamente, trabalhando, cuidando de suas vidas e vivendo felizes.
    Nem há uma maioria homofóbica como diz a militância barulhenta, muito menos existe uma maioria gay depravada como outros tentam fazer crer. O pano de fundo desse debate são uns poucos fundamentalistas de ambos os lados à procura de holofotes.

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  18. Exato. É esse tipo de questionamento que o GGB não responde.
    Por Deus que não se quer justificar morte de ninguém. Já vivemos uma guerra civil síria a cada dois anos, e não há morte de ser humano que se justifique (exceto as causas excludentes da ilicitude, previstas no art. 23 do Código Penal: estado de necessidade, legítima defesa, estrito cumprimento de dever legal e exercício regular de direito). 50 mil mortes não é pouca coisa.
    No entanto, no universo de carnifica que vivemos, 260 mortes representam 0,52%. Desse total, não se faz a menor ideia de quantas tenham motivação homofóbica, e aqui reside o x da questão: não há como atribuir a homofobia a determinado número de crimes. Alardear apenas o número absoluto serve para chamar atenção sim, mas não identifica nem quantifica as causas.
    Por tal motivo, acho incrível os governos disfarçarem suas incompetências, enquanto vão à TV lamentar uma ou outra morte relacionada à homofobia. Triste de uma sociedade que se acostuma com o nível de violência a que estamos submetidos e todos se acomodam, achando normal 50 mil homicídios por ano; 40 mil mortes de trânsito…. lamentável.

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  19. kkkkkk JESUS e lembrado fez a diferença no mundo inteiro rapaz e quem é vc para falar de alguem que fez e faz a diferença daqui 60 anos vamos morrer e que vai lembrar de tal de NILSO so mais um que se levanta contra um Deus que faz a diferença e sabe pq não acontece nada com vc é pq DEUS tem pena de vc e mesmo vc dessa forma assim com a prostituta e o publicano ele te ama mesmo vc falando de alguem com JESUS que nunca julgo ninguem ele te ama a vc e esse tal de lucas que com certesa nunca teve ninguem que gostasse ou que goste dele coitado nunca conheceu amigo e com essa mente nunca vai mais oro por vcs sabe pq tenho do de vcs que falam de alguem maravilhoso que nunca julgou nunca disrepeitou e demostrou com atitudes o amor e garanto nunca iria fazer um satizinho fraco assim blz

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