EUVÍ: Composição religiosa brasileira por estado e durante o tempo e em números



O Brasil é um Estado laico que graças a deus oferece aos seus cidadãos a opção de ter qualquer religião ou até mesmo não ter religião alguma.

Como o Brasil foi colonizado por portugueses, a maioria da nossa população é católica, devido também a escravidão, muitos escravos trouxeram da África suas crenças. Com as chegadas de diferentes povos de diferentes regiões do mundo, o Brasil passou a ter uma amplitudade religiosa maior, possuindo mulçumanos, xintoístas, budistas, judeus e etc.

A constituição da maioria das cidades brasileiras se deu com a construção de uma igreja católica e uma praça marcando o centro da cidade. A população periférica deveria se deslocar para o centro da cidade aos domingos para fazer sua comunhão. Isso fez com que houvesse um espaço a ser ocupado pelas religiões africanas nas periferias das grandes cidades. Com o advento da religiões pentecostais, começou a haver um crescimento do número de fiéis nas periferias, onde não haviam tantas igrejas católicas.

Vide abaixo a composição religiosa brasileira por estado:

Unidade Federativa Católicos (%) Evangélicos (%) Espiritualista (%) Afro-brasileira (%) Outras (%) Sem religião (%)
 Acre 53,4 33,6 0,6 0 0 12,2
 Alagoas 73,3 16,1 0,6 0,1 0 9,8
 Amapá 64,9 28,6 0,4 0 0 5,9
 Amazonas 61,2 32,1 0,4 0 0 6,2
 Bahia 65,1 17,4 1,1 0,3 3,9 12
 Ceará 78,7 14,6 0,6 0 1,7 4,3
 Distrito Federal 35,7 32,6 13,5 0,2 4,1 9,1
 Espírito Santo 55,5 30.4 2,8 0,2 0 11
 Goiás 58,7 28 2,5 0 2,7 8,1
 Maranhão 74,4 17,2 0,2 0 1,6 6,5
 Mato Grosso 63,2 24,5 1,2 0,1 3,2 7,7
 Mato Grosso do Sul 59,1 26,4 1,9 0 3,2 9,2
 Minas Gerais 57,2 32,1 2,1 0 2,4 5
 Pará 43,5 35,7 0,4 0,1 2,3 6,9
 Paraíba 76,8 15,1 0,6 0 1,5 5,7
 Paraná 69,3 22,1 1 0 2,8 4,6
 Pernambuco 65,8 20,3 1,4 0,1 1,9 10,4
 Piauí 84,9 9,7 0,3 0,1 1,5 3,4
 Rio de Janeiro 37,5 35,2 4 0,9 4,6 15,5
 Rio Grande do Norte 75,8 15,4 0,8 0 1,5 6,4
 Rio Grande do Sul 68,5 18,2 3,2 1,5 2,6 5,9
 Rondônia 49,2 35 0.6 0 0 14,8
 Roraima 52,5 32,4 1 0 0 13,9
 Santa Catarina 72,9 20 1,6 0,2 2 3,3
 São Paulo 59,6 23,9 3,3 0,3 4,6 8,1
 Sergipe 77,8 12 1,1 0,2 0 8,7
 Tocantins 69,7 23,5 0,7 0 0 6,1
 Total 64,4 22,1 2 0,3 3,1 8

A porcentagem religiosa por estado da federação

Nos últimos anos pudemos ver um crescimento das religiões evangélicas e uma queda da religião católica.

Agora veremos a distribuição geográfica das principais religiões no território nacional.

Como podemos analisar, os estados mais espíritas se concentram no centro-oeste, em Minas Gerais e no extremo sul do país. O cambomblé se concentra no extremo sul do país. Os evangélicos são tem uma maior proporção no Norte, Centro-Oeste e no Sudeste. Os católicos tem maior proporção em Minas Gerais, no Nordeste e no Sul do país.

Como podemos ver, a religião que mais cresceu foi a evangélica, que é composta por uma infinidade de denominações.

Agora veremos as religiões em números:

Como pode ser visto acima, enquanto os evangélicos tradicionais diminuem, os evangélicos pentecostais e neo-pentecostais crescem numa maior velocidade.

As religiões no Brasil também estão bastante ligadas a escolaridade e renda, as religiões pentecostais geralmente são as que tem os fiéis mais pobres e menos estudados, o exato oposto da religião espírita, que tem os fiéis mais escolarizados e com maior renda.

Antes de terminar, não poderia deixar de mostrar o mapa com a distribuição das pessoas que não possuem religião. Como pode ser visto, eles basicamente se concentram no litoral e nas grandes metrópoles brasileiras.

Bem, como pudemos observar, os evangélicos estão em franca ascenção e se continuarem crescendo nesse ritmo , as expectativas são de que a população evangélica se iguale a população católica em 2040, e em 2050 a ultrapasse. Porém, como o crescimento de uma religião dificilmente tem um crescimento constante, acredito que a população evangélica irá se estabilizar quando chegar em torno de 30% da população brasileira e que não deverá possuir uma maioria de evangélicos tão cedo. Porém, como as religiões que estão ascendendo no movimento evangélico tendem a ter posições mais firmes em relação a assuntos sociais, podemos prever que a mudança no perfil religioso brasileiro pode criar um acirramento dos conflitos em torno de temas sociais.

Unidade Federativa Católicos (%) Evangélicos (%) Espiritualista (%) Afro-brasileira (%) Outras (%) Sem religião (%)
Acre 53,4 33,6 0,6 0,0 0,0 12,2
Alagoas 73,3 16,1 0,6 0,1 0,0 9,8
Amapá 64,9 28,6 0,4 0,0 0,0 5,9
Amazonas 61,2 32,1 0,4 0,0 0,0 6,2
Bahia 65,1 17,4 1,1 0,3 3,9 12,0
Ceará 78,7 14,6 0,6 0,0 1,7 4,3
Distrito Federal 35,7 32,6 13,5 0,2 4,1 9,1
Espírito Santo 55,5 30.4 2,8 0,2 0,0 11,0
Goiás 58,7 28,0 2,5 0,0 2,7 8,1
Maranhão 74,4 17,2 0,2 0,0 1,6 6,5
Mato Grosso 63,2 24,5 1,2 0,1 3,2 7,7
Mato Grosso do Sul 59,1 26,4 1,9 0,0 3,2 9,2
Minas Gerais 57,2 32,1 2,1 0,0 2,4 5,0
Pará 43,5 35,7 0,4 0,1 2,3 6,9
Paraíba 76,8 15,1 0,6 0,0 1,5 5,7
Paraná 69,3 22,1 1,0 0,0 2,8 4,6
Pernambuco 65,8 20,3 1,4 0,1 1,9 10,4
Piauí 84,9 9,7 0,3 0,1 1,5 3,4
Rio de Janeiro 37,5 35,2 4,0 0,9 4,6 15,5
Rio Grande do Norte 75,8 15,4 0,8 0,0 1,5 6,4
Rio Grande do Sul 68,5 18,2 3,2 1,5 2,6 5,9
Rondônia 49,2 35,0 0.6 0,0 0,0 14,8
Roraima 52,5 32,4 1,0 0,0 0,0 13,9
Santa Catarina 72,9 20,0 1,6 0,2 2,0 3,3
São Paulo 59,6 23,9 3,3 0,3 4,6 8,1
Sergipe 77,8 12,0 1,1 0,2 0,0 8,7
Tocantins 69,7 23,5 0,7 0,0 0,0 6,1
Total 64,4 22,1 2,0 0,3 3,1 8,0

12 comentários Adicione o seu

  1. Paulo disse:

    A quantidade de evangélicos cresce conforme o país fica mais atrasado com relação a educação e a ao aumento da atuação desses grupos ao redor dos
    mais “carentes” de educação .

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    1. qeaasas disse:

      Seu comentário está certo se falarmos de um determinado tipo de igreja intrisecamente associadas com a baixa escolaridade e com a pobreza. No entanto, esse tipo de igreja não corresponde a todo o espectro evangélico. Se o que você estivesse falando fosse verdade, quanto mais nossa educação avançasse, menor seria o número de evangélicos. Como estamos vendo o Brasil avançar nesse setor e as igrejas não diminuirem…não é possível validar essa correlação.

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      1. Paulo disse:

        Uma coisa são os números oficiais da educação no Brasil , outra é a realidade . Eu vejo os níveis educacionais avançarem em classes mais altas da sociedade , e como você sabe é uma minoria . Mas o grande todo , as classes mais baixas , não teve um significativo aumento no nível educacional . Na verdade , houve um grande retrocesso . Por exemplo eu cito aqui no Rio de Janeiro as escolas públicas : faltam professores , professores mal pagos e desestimulados , alunos que também não possuem são estimulados e faltam muito as aulas , etc . Os números do Governo não batem com a realidade do nosso dia a dia . Como eu disse , melhorou sim , mas melhorou para uma determinada classe social .

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      2. qeaasas disse:

        Melhorou muito para evangélicos também. Eles são mais pobres que a média da população e nos últimos anos milhões deles migraram para a dita “nova classe média”. O número de crentes com formação superior cresce numa velocidade maior que a do resto da população. Um fenômeno que já está acontecendo é que já há crentes com maior escolaridade que estão abandonando igrejas pentecostais rigorosas para migrarem para igrejas tradicionais mais abertas. A religião já está respondendo a esse fenômeno. Também estudei no ensino público do Rio.

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      3. Paulo disse:

        Desculpa eu mudar o assunto , mas uma coisa que eu discordo profundamente é dizer que o Brasil é um país de classe média . É aquele velho dita : para inglês ver , ou seja , isso tudo é só mais um blabla governamental para fazer o brasileiro engolir mais uma mentira descarada : a pobreza continua firme e forte no Brasil !
        É só observar que o Brasil continua como sendo um dos piores em distribuição de renda e que grande parcela da população , cerca de 70% , não tem o mais básico de suas necessidades atendidas . É um absurdo !

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      4. qeaasas disse:

        Só para acabar com o outro assunto: escolaridade não tem correlação com religião, senão não haveria tantos protestantes e católicos nos países desenvolvidos. Eu vou fazer um post só sobre isso! Obrigado por levantar a pauta. O que mudou no Brasil foi o número de miseráveis. Para o IBGE, quaquer favelado com tv a cabo é classe média. Essa é a nova classe média.

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      5. Paulo disse:

        Vou te dar a base pra começar esse post :
        http://cps.fgv.br/node/3999
        http://oglobo.globo.com/economia/nova-classe-media-tem-trabalho-precario-pouca-instrucao-moradia-inadequada-7914148
        http://exame.abril.com.br/economia/noticias/salario-minimo-precisaria-ser-de-r-2-824-92-diz-dieese

        Veja esses equívocos governamentais e depois me fala . Se não fosse trágico , talvez dava até pra dar umas risadas !!!

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      6. qeaasas disse:

        Brigadao Paulo. Depois me adiciona no twitter.

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    2. Victor Lara disse:

      O que? Leu isso na ATEA?? . Kkkkkkkk acertou mizeravi. O pais mais evangélico do mundo, os EUA , é realmente um país muito atrasado kkkkk. Grã Bretanha tbm. A escória do mundo, Finlandia, Noruega, Dinamarca . Kkkkkkk ai ai ai ri pakas😄

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  2. Victor Lara disse:

    Impossível a igreja evangélica parar nos 30%, a igreja evangélica quase dobra o número de fiéis. Só esse ano se estima em 29% da população brasileira

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    1. Olha eu já estudei o assunto a fundo, nenhum especialista teólogo ou sociólogo que eu conheci afirmou que os “evangélicos” – somadas todas as facções, denominações e seitas assim chamadas – ultrapasse a faixa do 30% a 35%. O número de ex-evangélicos cresce a cada ano, também o número de desigrejados. Na prática, essa expansao gera nominalismo apenas.

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      1. Victor Lara disse:

        Veja o histórico de crescimento da igreja evangélica, a igreja católica estagnou enquanto o número de evangélicos aumenta. Esse número quase dobra a cada década que passa. Se vai haver uma queda no tamanho do crescimento do número evangélicos? Talvez sim ou não. Mas pode ter certeza que não vai ser uma queda grande o bastante de fazer a igreja evangélica estagnar entre 30% e 35% do total da população. Esse número deve aumentar mais, ja que os católicos estão diminuindo. Uma coisa é que se observa é que os evangélicos fixam mais na igreja do que os católicos, que estão abandonando mais. O número de desigrejados aumenta com certeza, mas a maioria ainda se denomina evangélica. A mesma coisa se aplica aos católicos, porém os números mostram que há mais chances deles virarem evangélicos. O Brasil precisa de um governo melhor e educação melhor, daí para a malandragem dentro e fora das igrejas. O povo ta corrupto dms seja crente ou não kkk

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