EUVÍ: A campanha 2012(crítica) – Will Ferrel e Zach Galifianakis num futuro clássico da comédia


Sempre gostei de comédia. Sempre gostei de eleições. Nunca achei veria um filme tão bom abordando os temas depois de Eleição.
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O filme cumpre seu papel, é muito engraçado e escancara as idiossincrasias do sistema democrático. Se houvesse sessão da tarde, essa comédia com certeza ia passar uma vez por ano.

A produção não se leva a sério, apesar de estar totalmente contextualizado com a campanha de 2012. O tom da produção é afinado com a campanha presidencial mais suja de todos os tempos que está ocorrendo. As partes mais engraçadas são os comerciais políticos

Os verdadeiros âncoras dos canais MSNBC, CNN e FOX aparecem fazendo cameos e comentando os acontecimentos durante o filme.

O roteiro é bem amarrado, cumpre seu papel, que é prover o máximo de cenas engraçadas possível. A fotografia chama atenção, o filme é muito colorido, em especial pelas cores vermelha e azul.

As idiossincrasias dos partidos republicano e democrata estão todas jogadas no filme da maneira mais ridícula possível.
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Evidentemente, Will Ferrel interpreta um democrata e Zach Galifanakis interpreta um republicano. O filme denuncia como o sistema político bipartidário é falho e leva a dilemas das mais diferentes esferas.

Aliás, Ferrel continua praticando seu humor escatológico nesse filme, como sempre exagerado, o ator fica um pouco apagado por conta de seu papel esteriotipado e pela “profundidade” da atuação de Galifianakis.

O filme retrara com lealdade como os bilionários e as grandes corporações comandam ambos os partidos, sempre apoiando o candidato que tem mais chance de vencer. Chega até a citar o Goldman Sachs e os Koch brothers.

O filme conta a história de um corrupto deputado da Carolina do Norte Cam Brady (Will Ferrel) que tem um perfil muito mulherengo e tem um ego enorme. Sua mensagem é que é o candidato que defende as tropas. Evidentemente inspirado no político John Edward.

O partido opositor decide escolher um homem simples,  do povo para derrotar o deputado.
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Martin Huggins(Zach Galifianakis) é um americano comum com uma família gorda e problemática e é ligeiramente afeminado. O problema é que Martin Huggins é ingênuo, despreparado e um total imbecil. Ele não tem a mínima chance de vencer.

É aí que Huggins começa a ser acessorado pelo partido, eles reviram sua vida e fazem ele parecer um candidato mais forte. O personagem de Huggins é o mais carismático do filme, suas falhas e contradições o aproximam de uma pessoa qualquer.

O comédia não tem valor artístico nenhum para motivar uma crítica muito elaborada, ou qualquer tipo de crítica.

Com o fluir das cenas, o filme mostra de forma cômica como a escalada ao poder pode transformar as pessoas. A medida que o tempo passa, os limites da baixaria passam a não ter mais fim, o nível da rivalidade excede os padrões do bom senso e os personagens parecem não ter noção do ridículo.

Depois de um debate, Brady acidentalmente bate numa criança e isso o faz perder pontos nas pesquisas.

A mulher de Huggins se encomoda com as mudanças de comportamento de seu marido e decide sair de casa.
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Brady resolve visitar Huggins, ele conta que começou na política na quinta série e seu intuito era tirar do parque um brinquedo que era perigoso.

Huggins embebeda Brady e depois o denuncia a polícia, dizendo que ele estava alcolizado ao volante.

Eles vão para mais um debate, onde a pouca religiosidade de brady é explorada. Brady compara Huggins com Osama Bin Laden, pois ambos tem barba, Huggins diz que se inspira na barba de Jesus.

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Huggins é levado para a casa dos irmãos Max, dois milionários que financiam sua campanha, eles o dizem que ele terá que vender o distrito para a China. Huggins pensa e recusa a proposta, perdendo o apoio financeiro na sua campanha. Com o dinheiro dos irmãos Max em sua direção, Brady vira o favorito para vencer a eleição.

O final do filme é surpreendente.

O filme mostra como as pessoas comuns podem se prostituir pelo poder, ficando cada vez pior e não se reconhecendo mais.

No entanto, toda e qualquer piada que o filme faz perde muito da graça pelo fato das campanhas atualmente serem tão galhofas na realidade. Mas no final das contas, se houvesse uma votação pra melhor filme de comédia do ano, votaria nesse filme.

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