EUVÍ: Um drink no Inferno(1996)



Outro dia liguei a televisão e adivinha qual foi o filme a ser exibido na excitante “tela quente”:

Crepúsculo.

Eu adorava falar a palavra crepúsculo, soava tão bem, trazia a memória visões tão boas, diferentes das visões do controverso filme de pseudo-vampiros.

Fugindo de análises aprofundadas Crepúsculo acerta no público no qual se propôs a atingir e erra porcamente no público que não quis atingir:

Eu.

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Um filme de pseudo-vampiros que atingi o meu público é Um drink no Inferno(1996), roteiro de Quentin Tarantino que juntamente com George Clooney interpretam os irmãos Gecko, bandidos assassinos maus e mal-educados.

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Esse filme é um dos bons roteiros de Tarantino dos anos 90, embora seja visivelmente um dos piores.

Tarantino, resolveu homenagear os filmes B de baixa qualidade da temática monstro que infestaram as locadoras nos anos 70, o filme pode não ter gerado óscares como os outros, mas garante 136 minutos muito bem, numa história que apesar de simples passa com excelente fluidez.

História:

Harvey Keitel é um ex-pastor, um homem que perdeu a pessoa que mais amava num acidente de carro e hoje não consegue mais ser a pessoa que costumava ser.

Essa pessoa perdida era sua mulher.

Devido a isso, ele resolve largar sua vida de “FÉ” e resolve traçar o caminho longe de Deus, o qual ele culpa pela morte cruel e dolorosa de uma pessoa maravilhosa casada com um homem honesto, este homem honesto seria ele mesmo.

O filme segue-se e a luta pela reconquista de sua antiga fé divide espaço com tramas menos profundas como o sequestro do que sobrou de sua família e a resistência à estranha criaturas sobrenaturais.

Assim, vejo o filme em camadas.

O personagem de Keitel viaja com sua filha, interpretada por Juliette Lewis e seu filho adotivo chinês rumo ao seu destino longe de Deus e de seu passado como clérigo religioso.

Porém, um acaso do destino atinge sua vida, dois psicopatas assassinos bandidos maus invadem seu TRAILER, sim ele viaja e mora num trailer, e o tomam como refém para atravessarem a fronteira do México.

Durante o trajeto o assassino bandido psicopata estuprador tarado e mau interpretado por Tarantino adquire uma queda pela filha do ex-pastor.

Chegando ao México os dois assassinos bandidos maus levam a família a um bar que tem muitas mulheres com pouca roupa, o que eles acham legal.

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Ao entrar no bar eles são tão mas tão maus que batem no porteiro simplesmente por que querem, sem que ele tivesse feito absolutamente nada para receber tal punição, fizeram isso apenas para demonstrar que tinham moral.

Não é feio quando as pessoas tentam se sobrepor uma entre as outras? O que uma pessoa acha que tem pra menosprezar outra pessoa, as vezes semelhante a ela, só que não teve as mesmas oportunidades.


As pessoas deviam botar a mão na consciência e para de julgar as pessoas pela aparência, religião, classe social ou a cor de sua pele.

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Ao chegar no bar todos ficam hipnotizados com a performance artística de Salma Hayek, que interpreta uma dançarina no ápice de sua carreira.

Devido a essa briga no início o homem atacado resolve retaliar os irmãos Gecko, que o matam.

MAS INCRIVELMENTE, ELES SE TORNAM MONSTROS VAMPIROS QUE TENTAM MATAR TODOS NO RECINTO!

Até ai tudo bem, tirando pelos ultimos filmes de vampiros, não havia muito o que se preocupar, se fossem pro sol brilhariam certo?

O problema é que naquela época os vampiros se alimentavam de SANGUE, o que não chega a ser um problemão.

O problema é que os vampiros do filme, bebem SANGUE HUMANO!!! E sendo todos humanos, haviam motivo para que ficassem um pouco preocupados.

AS DANÇARINAS TAMBÉM SE TORNAM MONSTROS VAMPIROS!https://acidblacknerd.files.wordpress.com/2011/01/016164945-ex00.jpg?w=300

Quentin Tarantino foi mordido, virou zumbi, foi morto.

Dois personagens sobreviveram a primeira leva de zumbis, foram mordidos, viraram zumbis, morreram.

Um deles era negro.

O outro era Tom Savini, o maquiador do filme, responsável pelo visual argentino dos monstros.

Este tinha uma pistola acoplada no meio das pernas, ele passa o filme todo tentando achar utilidade para essa arma, sem sucesso, se auto-intitula SEX MACHINE.

Nesse ponto George Clooney fala ao pastor que a única maneira de saírem daquele lugar era pela fé dele, pois os vampiros eram satânicos.

Logo o pastor se depara a um dilema do destino que o coloca numa situação para que sua fé fosse testada.

É como se os vampiros fossem apenas um pano de funo para a situação espiritual da vida daquele pobre homem, dando a ele uma segunda chance ao personagem de Harvey Keitel, um recomeço, um novo amanhã, um novo horizonte, um começar de novo.

unda

Depois Harvey Keitel e seu filho chinês foram mordidos, ……. morreram.

No final George Cloney e Juliette Lewis saem vivos, mas sem nunca esquecer dos momentos horrorosos que viveram juntos e das pessoas especiais que jogaram suas preciosas vidas fora adentrando num bar amaldiçoado no c* do mundo.

O filme acaba.

Porque eles viraram vampiros? Porque a esposa do ex-pastor morreu? Como aquelas pessoas viraram vampiras? Como uma maldição de tamanho poder poderia chegar ao século XX fora do conhecimento do governo ou da NASA?

Não sei.

Enfim, vampiros, bandidagem, fé: Esses são os elementos do inesquecível e pacóvio filme citado anteriormente.

Uma linha de silêncio pela morte dos inocentes do filme.

……………………………………………………………………………………………………………………………………………….

Tarantino costumava resumir a produção inteira a meia dúzia de palavras: “Este filme é sobre uns vampiros bem filhos da puta que merecem morrer!!!”

O filme também tem outra camada, mostra no início, bandidos assassinos a sangue frio maus matando pessoas sem dó, nem piedade, e depois mostra eles como heróis da trama ao chegarem no bar, mostrando que haviam seres que conseguiam ser mais maus que eles.

Essa é a moral do filme, não importa o quão mal você seja, existe alguém mais mau do que você e ele pode te matar.


Ainda acho que ele deveria ter entrado em outro bar.


1 comentário Adicione o seu

  1. Mário Cobra disse:

    cheguei a assisti esse filme e na época achei muito interessante, os filmes de terror de hoje em dia por algum motivo não conseguem ser tão cativantes quantos os antigos até a década de 90, até uns tempos atrás tinha um filme que achava que poderia ser bem tenso e assustador se a trama fosse tão envolvente quanto o jogo no qual foi baseado, me refiro a Silent Hill, mas pelo jeito fica bem atrás de filmes de terror como a “Colheita Maldita” e até mesmo um mais atual “A morte do demônio”, seria legal se pudesse fazer novas postagens comentando sobre esses tipos de filmes quando tiver um tempinho mais vago.

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